31/07/2021

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ÚLTIMAS DE ROLAND GARROS 2020; CONFIRA !

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Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br direto da redação.

Polonesa Iga Świątek é campeã de Roland Garros.

Jogadora de 19 anos conquista primeiro título de Grand Slam para seu país.

Corinne Dubreuil / Divulgação/FFT
Świątek ganhou primeiro título da carreiraCorinne Dubreuil / Divulgação/FFT

Se a primeira conquista ninguém esquece, a polonesa Iga Świątek guardará este sábado (10) para sempre em sua memória. Aos 19 anos, a filha do ex-remador olímpico Tomasz Świątek derrotou a norte-americana Sofia Kenin, campeã do Aberto da Austrália deste ano, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 6/1, em 1h24min de jogo e sagrou-se campeã de Roland Garros.

O título do Aberto da França é o primeiro da carreira da 54ª colocada do ranking mundial da WTA no circuito mundial de tênis. Até o momento, ela acumulava sete troféus em torneios do circuito da Federação Internacional de Tênis (ITF), que tem pontuação e premiações menores, tanto que suas principais vitórias eram em competições de 60 mil euros. O título em Paris renderá a polonesa uma premiação de 1,6 milhão de euros e 2 mil pontos na classificação mundial, o que irá lhe garantir a 17ª posição na nova lista da WTA.

A vitória de Świątek deu à Polônia o primeiro campeonato de Grand Slam de simples da história. Antes dela, apenas os duplistas  Wojciech Fibak  (Austrália-1978) e Łukasz Kubot (Austrália-2014 e Wimbledon-2017) eram os jogadores poloneses com títulos nos quatro principais torneios do mundo.

Sétima campeã sem perder set

A campanha de Iga Świątek em Paris foi impecável. Em sete jogos, ela não perdeu um set sequer e cedeu apenas 28 games às adversárias, entre elas a tcheca Markéta Vondroušová (vice-campeã em 2019), a canadense Eugenie Bouchard(semifinalista em 2014) e a cabeça de chave número um, a romena Simona Halep (campeã em 2018).

Corinne Dubreuil / Divulgação/FFT
Polonesa foi campeã sem perder um set em todo o torneio Corinne Dubreuil / Divulgação/FFT

Na decisão, a polonesa começou mostrando toda sua força ao confirmar o saque de zero e logo depois quebrar Sofia Kenin. Porém, a norte-americana devolveu o break em 2-3 e conseguiu equilibrar o confronto.

Świątek voltou a derrubar o saque da rival e sacou em 5-3 e 40-30, mas não conseguiu fechar o set. Apesar disso e a pouca experiência em grandes competições, ela não se abateu e aproveitando seus 13 winners (bolas vencedoras) garantiu nova quebra e fez 6/4, depois de 48 minutos.

O segundo set começou com Kenin marcando um break e dando impressão de que conseguiria reagir. Porém, ela sentiu um desconforto na coxa esquerda e chegou a ser atendida pela fisioterapeuta do torneio na quadra Philippe-Chatrier. Dominante, Iga Świątek venceu os seis games seguintes e assegurou o título.

A tenista polonesa ainda igualou uma marca que pertencia a australiana Evonne Goolagong (1971), as norte-americanas Billie Jean King (1972) e Chris Evert (1975), a alemã Steffi Graf (1988), a espanhola Arantxa Sánchez-Vicario (1994) e a belga Justine Henin (2006-07), que venceram Roland Garros sem perder sets.

Bruno Soares perde sua primeira final e é vice-campeão de duplas.

Bruno Soares encerrou uma longa espera ao enfim chegar à final de duplas de Roland Garros neste sábado (10). Não foi desta vez, porém, que o brasileiro conseguiu o título, derrotado ao lado do croata Mate Pavic pelos alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies.

Krawietz e Mies, que eram os atuais campeões do torneio no saibro, venceram em 2 sets a 0, com parciais de 6-3 e 7-5, em 1h29min de partida. Foi o primeiro bicampeonato nas duplas em Roland Garros desde 2009, com Daniel Nester e Nenad Zimonjic.

Já Soares e Pavic chegavam à decisão com o feito de terem derrubado a dupla que era cabeça de chave número 1, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. Eles também haviam faturado, há algumas semanas, o título do US Open.

Bruno Soares segue assim com três títulos de Grand Slam nas duplas masculinas, duas vezes no US Open (2016 e 2020) e uma no Australian Open (2016). Ele também tem mais três conquistas nas duplas mistas (também na Austrália e Estados Unidos).

Em Roland Garros, contudo, a melhor participação do brasileiro havia sido duas semifinais, em 2008 e 2013. Para sua primeira decisão, foram necessárias 13 participações.

Vice, Soares também não consegue repetir o feito de Marcelo Melo, único tenista do país campeão nas duplas masculinas – em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig.

 

Nadal atropela Djokovic, é campeão em Roland Garros pela 13ª vez.

Rafael Nadal é mais uma vez o campeão de Roland Garros. Neste domingo, o espanhol não deu qualquer chance a Novak Djokovic e atropelou, vencendo por 3 sets a 0, com parciais de 6-0, 6-2 e 7-5. Foi sua 13ª conquista no torneio no saibro da França e seu 20º Grand Slam.

A marca faz com que Nadal iguale os títulos de Roger Federer em Majors, com a vantagem de estar com 34 anos, enquanto o suíço já fez 39. Djokovic, por sua vez, ainda número 1 do mundo apesar do vice-campeonato, tem 17 taças nas quatro principais disputas do circuito.

A vitória deste domingo, em 2h41 de partida, também fez Nadal desempatar o retrospecto contra Djokovic em finais de Grand Slam, para 5 a 4 em nove duelos – no geral, contudo, o sérvio ainda tem leve vantagem, com 29 vitórias contra 27 do espanhol em 56 jogos.

No saibro, Nadal segue fazendo jus ao apelido de “rei” no piso. São 100 vitórias em Roland Garros, em 102 jogos, tendo perdido apenas para Robin Soderling em 2009 e para o próprio Djokovic em 2015 – nessa superfície, seu recorde é de 18 a 7 contra o sérvio.

Na carreira, Nadal fica agora à beira de chegar à marca de mil triunfos, com 999 vitórias após a final deste domingo.

Djokovic, por sua vez, poderá ao menos seguir buscando o recorde de 310 semanas de Federer no topo do ranking da ATP. Ele tem 288 como número 1 do mundo, posto que manterá apesar da derrota, já que, em 2019, ele parou nas semifinais – portanto, melhorou o desempenho.

Se o desfecho de Roland Garros foi o esperado com o título de Nadal, a final também teve uma novidade importante: pela primeira vez na história, a decisão foi disputada em uma quadra coberta, com o teto retrátil, inaugurado em 2020, fechado na Philippe Chartrier neste domingo.

 

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