02/08/2021

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MP/Rj e Polícia Civil investiga CBV e dirigentes por fraude tributária. Entenda o fato.

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Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br

CBV e dirigentes, como Ary Graça, investigados por fraude tributária |  LANCE!

O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil realizam nesta quinta-feira a Operação Desmico, que investiga um sistema de fraudes tributárias e lavagem de dinheiro no município de Saquarema, na Região dos Lagos fluminense. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e dirigentes da entidade aparecem entre os alvos.

No total, serão cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos 10 acusados por organização criminosa. Entre os locais, aparecem a sede da CBV e a residência de Ary Graça, ex-mandatário da entidade, que atualmente preside a Federação Internacional de Voleibol (Fivb).

De acordo com a força-tarefa, existiam em Saquarema mais de mil empresas-fantasma que aproveitavam benefícios ilegais concedidos pelo então prefeito Antonio Peres Alves (2000/2008), que também é alvo da operação. Em algumas destas firmas, eram recebidos valores da CBV por serviços que nunca foram realizados.

Ex-presidente da CBV é alvo de operação do MPRJ

A denúncia ainda aponta que Ary Graça manejava recursos do principal patrocinador da CBV, o Banco do Brasil, em benefícios próprios e da organização criminosa.

“Desta forma, apesar de possuir sede na capital, a CBV celebrou contratos que não foram devidamente executados com empresas estabelecidas em Saquarema por meio do esquema ilegal de fraudes tributárias, de propriedade dos denunciados Fábio André Dias Azevedo e Marcos Antonio Pina Barbosa, então superintendentes da CBV e subordinados a Ary”, apontou o Ministério Público do Rio de Janeiro.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 52 milhões dos envolvidos, segundo informações do G1.

A operação recebe o nome de Desmico por se tratar de uma jogada do vôlei em que uma equipe surpreende os adversários.

Confira a nota oficial da CBV sobre o caso:

“A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) confirma que recebeu nesta quinta-feira (20.05) pela manhã a Polícia Civil em suas sedes na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), e em Saquarema (RJ), por conta de uma investigação iniciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 2013 sobre ex-dirigentes da entidade.

Funcionários da confederação prestaram todo o auxílio às autoridades policiais que buscavam documentos relativos a um suposto esquema de fraude tributária que teria contado com o auxílio do ex-presidente da CBV, Ary Graça Filho.

De acordo com as investigações, a CBV teria sido vítima dos seus então dirigentes, que teriam criado contratos fictícios para desviar dinheiro da instituição.

A atual gestão da confederação cooperará integralmente com a investigação e, se forem comprovados prejuízos financeiros à CBV, tomará todas as medidas necessárias para que estes valores sejam integralmente ressarcidos à comunidade do voleibol.”

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