Chase Carey, chefão da Fórmula 1
Chase Carey, chefão da Fórmula 1

A Fórmula 1 planeja ter uma estrutura de categorias inferiores da mesma maneira que acontece no MotoGP e suas classes inferiores, revelou Charlie Whiting, diretor de provas da FIA, durante o lançamento do novo carro da F2.De acordo com o executivo, o grupo Liberty Media, que é o proprietário da F1, quer deixar as categorias mais próximas em nível. “A estrutura da MotoGP é certamente aquilo que os detentores dos direitos comerciais gostariam de ver, e estamos trabalhando duro para conseguir isso”, disse Whiting, segundo o site Crash.net.

“A ideia com este carro na F2 é aproximá-lo da F1 o máximo possível. Acho que eles conseguiram isso. Tudo foi feito com a intenção de parecer mais moderno e permanecer assim por um tempo. Quanto ao motor, o plano é usar o mesmo para a GP3 e F2, com um aspirado e outro turbo”, completou.

Após se tocarem duas vezes no GP da Bélgica, Sérgio Pérez e Esteban Ocon, da Force India, garantem ter feito as pazes

As principais novidades do carro da F2 foi a mudança da dimensão, a presença do Halo – proteção à frente do carro – e o novo motor. A ideia é aproximar a categoria da F1.

Ross Brawn, diretor técnico da maior competição de automobilismo da atualidade, também falou sobre a ideia de ter categorias inferiores. “Queremos que essa seja a estrutura lógica em termos de pilotos, fãs e comercialmente falando. Queremos introduzir patrocinadores para a F2 e GP3, para que elas se tornem grandes parceiras de equipes da F1. Isso deve ser uma ótima iniciativa. A F1 se esforçará comercialmente para ajudar a F2 e GP3, que, espero, se tornará F3 em 2019”.

Vettel admite superioridade da Mercedes e minimiza perda da liderança do campeonato.

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Sebastian Vettel ficou em terceiro lugar em Monza
Sebastian Vettel ficou em terceiro lugar em Monza

Neste domingo foi realizado o Grande Prêmio da Itália, que marcou uma importante mudança no campeonato. Pela primeira vez no ano, Sebastian Vettel, da Ferrari, perdeu a liderança entre os pilotos, e viu Lewis Hamilton, que garantiu a dobradinha da Mercedes ao lado de Valtteri Bottas em Monza, assumir a ponta. Por isso, o tetracampeão destacou o momento bom do time rival, mas não acha que tudo está perdido.

“A Mercedes ainda é muito forte e está um pouco à frente no momento, mas não é o final da temporada. Se você não tem 100% de confiança, pode perder um pouco de tempo com bastante facilidade. Não estou estressado e nem com ansiedade para a próxima corrida. Claro que é melhor estar na liderança, mas o mais importante é liderar após a última corrida. O resto, ninguém se lembra”, declarou Vettel.

Com o resultado na Itália, Hamilton lidera o campeonato com 238 pontos, apenas três a mais do que Vettel, que ficou em terceiro em Monza. Mesmo estando em segundo no Mundial, o alemão destacou a importância do pódio neste domingo e acredita que a Ferrari seguirá forte na disputa.

“Claramente eles foram mais rápido do que nós. Mas, apesar disso, embora eu não esteja feliz, acho que podemos aceitar o resultado. Fizemos o que pudemos, e o pódio compensa tudo neste fim de semana. Sei que o time ainda tem muito para dar. Temos algumas respostas, mas nem sempre é fácil transformá-las em soluções”, finalizou.