Ex-vendedor de geladinho virou ‘Sonic do Barradão’ e hoje aterroriza defesas no Brasileiro; confiram.

Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br

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Caíque Sá é titular do Vitória no Campeonato Brasileiro
Caíque Sá é titular do Vitória no Campeonato Brasileiro

“Vai, Sonic!”

Nos últimos meses essa frase se tornou corriqueira durante os treinos do Vitória. É assim que os jogadores do time rubro-negro chamam o lateral-direito Caíque Sá, que, assim como o personagem famoso no mundo dos videogames, se destaca pela grande velocidade.

“Isso é natural desde garoto mesmo. Esse apelido surgiu aqui no Vitória porque os amigos me viram correndo muito nos jogos e nos treinos. Mas eu não era fã do videogame quando era moleque”, admitiu o jogador, ao ESPN.com.br.

O porco-espinho, lançado pela empresa japonesa Sega em 1991, tinha como missão de combater o vilão Dr. Ivo Robotnik e marcou algumas gerações. Mas não fez a cabeça de Caíque.

“Para falar a verdade eu não conhecia o Sonic (risos). Fui depois pesquisar para saber quem era. Eu curto o apelido que é bacana, ajuda na resenha com a rapaziada. Levo na esportiva e com alegria”, garantiu.

Meses atrás, ele precisou utilizar toda a velocidade para escapar de uma ovada dos colegas de time no dia do aniversário de 25 anos.

“Sabia que seria difícil, mas mantive minha personalidade. Recebi muita confiança do grupo e da comissão técnica. Eu já tinha enfrentado vários times grandes em Copa do Brasil e não havia tremido. Aqui eu fui bem e consegui emendar oito rodadas como titular. Agora é manter isso até o final do ano”, colocou.

O Vitória é 16º colocado no Campeonato Brasileiro com 25 pontos. Na próxima rodada, a equipe baiana enfrentará o Fluminense no Barradão, neste domingo (10/09), às 16h (de Brasília).

 

  • O vendedor de geladinho que virou jogador

 

Natural de Riachão do Jacuípe, na Bahia, Caíque Sá trabalhou com outras profissões antes de ser jogador profissional.

“Eu trabalhei muito na roça com a família. Também fui ajudante de pedreiro e vendi geladinho. Tinha que ajudar minha mãe nas despesas de casa porque ela era separada do meu pai e não tínhamos condições”, recordou.

Além de trabalhar, ele estudava e jogava em times amadores nas horas vagas.  Após chamar atenção de olheiros, ele foi levado para time profissional do Jacuipense, clube de sua cidade natal, aos 19 anos.

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Caíque Sá tem 25 anos
Caíque Sá tem 25 anos

“Fui chamado para fazer um teste no profissional em 2011 e fiquei por lá por quase três anos e meio. Em 2012, subimos com o time para a primeira divisão do Campeonato Baiano. Depois, joguei a elite do Estadual também”, falou.

Na equipe baiana, ele viveu uma situação bastante inusitada. A equipe titular do Jacuipense passou a ser escalado pelos torcedores por meio de um aplicativo de celular chamado Total Choice, utilizado no Campeonato Governador do Estado da Bahia de 2013  e no Baiano de 2014.

“Eu estava tão bem que nem precisava ser votado (risos). Eu treinava bem e jogava bem. Tinha respaldo do treinador e era sempre titular. Sempre trabalhei sério e busquei meu espaço”, garantiu.

Após sair do Jacuipense, Caíque Sá passou por Sampaio Corrêa-MA, Confiança-SE e Joinville, no qual se destacou no Campeonato Catarinense deste ano. Com isso, foi emprestado para o Vitória para a disputa da Série A do Brasileiro.

Apesar de ficar um tempo sem ser utilizado, Caíque ganhou espaço com a chegada do treinador Vágner Mancini e foi titular nas últimas oito partidas, incluindo os triunfos sobre o Flamengo e o Corinthians fora de casa.

“Consegui realizar os sonhos da minha família de jogar profissionalmente. Ainda tenho vontade de ir para um time da Europa. Hoje, estou em um clube muito grande. Espero dar continuidade para que as coisas aconteçam na hora certa”, finalizou.

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