O bilionário que vendeu parte da empresa para bancar time que desafia City; confiram !

Do Zigzagdoesporte.com.br por espn.com.br

Stephen Philip Lansdown, fundador e dono da Hargreaves Lansdown.

Nesta terça-feira, o poderoso Manchester City encara o Bristol City, da 2ª divisão inglesa, pelo jogo de ida da semifinal da Copa da Liga Inglesa. A partida será às 17h45 (de Brasília), com transmissão exclusiva da ESPN Brasil e do WatchESPN.

 E se nos Citizens há um bilionário por trás pagando as contas (no caso, o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos), o pequeno Bristol também tem seu ricaço por trás – apesar dele ter uma fortuna bem menor que o árabe.

Trata-se de empresário Stephen Philip Lansdown, fundador e dono da Hargreaves Lansdown, uma das mais importantes firmas de investimento da Grã-Bretanha, avaliada em 1,75 bilhão de libras (R$ 7,67 bilhões) e com 876 mil clientes.

Apaixonado por esporte, o magnata de 65 anos resolveu, no meio dos anos 1990, tentar transformar a cidade de Bristol (454 mil habitantes), onde nasceu, em uma potência do esporte na Inglaterra.

Para isso, comprou um dos times de futebol da cidade, o Bristol City, além do Bristol Rugby, que disputa a 2ª divisão nacional de rúgbi, e mais recentemente o Bristol Flyers, atualmente na 1ª divisão inglesa de basquete.

Com seu dinheiro, os clubes experimentam relativo sucesso.

O City, por exemplo, foi campeão da 3ª divisão na temporada 2014/15 e desde então vem se mantendo na 2ª divisão nacional, almejando uma vaga na Premier League – atualmente, está em 4º lugar (a equipe feminina também está na 2ª divisão).

Além disso, o clube vem arrebentando na atual Copa da Liga, tendo eliminado ninguém menos que o Manchester United, o time mais rico do mundo, nas quartas de final da competição.

O Bristol Rugby, por sua vez, permaneceu várias temporadas na elite, mas caiu recentemente para a Segundona, mesma divisão que o time feminino da modalidade ocupa.

Já os Flyers vem se segurando na 1ª divisão desde 2014, fazendo boas campanhas, mas sem conquistar troféus.

E, quando se trata de apoiar seus times, Lansdown não tem medo de colocar seu dinheiro na roda.

Segundo a revista Forbes, ele é atualmente dono de uma fortuna de US$ 2,5 bilhões (R$ 8 bilhões), que usa para manter sua família (esposa e dois filhos) e suas três equipes esportivas.

E quando algum de seus times precisa de um sacrifício maior, ele está disposto a fazê-lo.

Em abril de 2009, por exemplo, ele vendeu 4,7% de suas ações da Hargreaves Lansdown por 47,2 milhões de libras (R$ 206,91 milhões, na cotação atual) e torrou tudo na reforma e ampliação do velho estádio Ashton Gate, fundado em 1887.

Hoje, o campo tem tudo do bom e do melhor, com instalações modernas e capacidade para 27 mil torcedores. Recebe tanto partidas de futebol do Bristol City quanto os jogos de rúgbi do Bristol Rugby.

É nele, aliás, que será jogada a partida de volta do Bristol contra o Manchester City, no próximo dia 23.

Com isso, Lansdown hoje é dono de menos de 20% da empresa que fundou, já que em outros momentos também vendeu ações para pagar as contas de suas equipes esportivas – quando fez a operação do estádio, ele ainda era dono de 32%.

Segundo ele mesmo, porém, todo o dinheiro foi muito bem gasto.

“Um estádio não serve para nada a não ser que tenha gente dentro dele, aproveitando tudo o que ele pode oferecer, e, é claro, gastando dinheiro”, afirmou, extremamente sincero, em uma entrevista à BBC em 2016.

“O estádio é o coração do que estamos fazendo aqui em Bristol. Transformamos o campo em um destino, um lugar para se estar. Hoje, as pessoas querem estar no estádio não só em dias de jogos, como em vários outros eventos”, completou.

Atualmente, o Bristol City tem média de 20.340 torcedores/jogo, mais que o último Campeonato Brasileiro (15.975 pagantes/jogo).

‘FUTEBOL É COMO UMA DROGA’

Em outra entrevista à BBC, em 2010, Stephen Lansdown explicou por que torra tanto de seu dinheiro em equipes esportivas.

Segundo o bilionário, o esporte, especialmente o futebol, “é como uma droga”, já que vicia.

“Quanto mais você se envolve com futebol, mais fascinante ele se torna. Dessa forma, ele deixa de ser algo mundano e se torna uma paixão, uma obsessão. É quase como uma droga”, descreveu o magnata.

O empresário também diz que não faz as contas de quanto gasta com seus clubes.

“Nunca fechei a conta de quanto dinheiro já investi nisso. Eu nem ouso fazer (risos). No final, é sempre uma quantia maior do que você acha que realmente foi”, afirmou.

De acordo com Peter Hargreaves, seu amigo e sócio na Hargreaves Lansdown(ele foi o outro fundador da firma de investimentos, iniciada no quarto em que Stephen vivia em 1981), foi muito, mas muito dinheiro.

“Ele seria bem mais rico que eu se não fosse o futebol!”, brincou Hargreaves.

Lansdown diz que o futebol também é uma maneira de fugir do tédio do mundo dos negócios.

“O Bristol City é um prazer. A Hargreaves Lansdown é apenas business”, definiu.

“O futebol é muito diferente dos outros negócios. Você depende de 11 jogadores e do que eles fazem no campo. Você pode ir do tudo ao nada em questão de segundos. É de matar! Mas é por isso que sou tão apaixonado pelo futebol: pois tudo pode mudar numa fração de segundos”, acrescentou.

Além de ser o dono, o bilionário também atua como presidente do time, atuando na contratação de jogadores, técnicos e nas mais importantes decisões.

Ele diz fazer tudo com uma mistura de paixão e profissionalismo, já que, ao mesmo tempo em que é um torcedor apaixonado do Bristol City, também precisa implantar uma visão de business em seu clube.

“Muitos presidentes não tem qualquer ligação com o time de futebol, com a cidade. Eu não acho isso errado, mas no meu caso é diferente, pois sou presidente e torcedor”, salientou.

“Então, eu vejo sempre as coisas de vários pontos de vista. Se eu achar que estou gerindo o time de maneira errada, a primeira coisa que vou fazer é sair e colocar alguém no meu lugar para fazer isso para mim”, encerrou.

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