Resumo da Superliga feminina de vôlei; confiram.

Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br

Tandara discorda da presença de Tifanny na Superliga: ‘não é homofobia, é fisiologia’.

Hoje, independente se a Tifanny faz a diferença ou não, eu discordo da presença dela na Superliga Feminina”, disse Tandara.

A partida entre Osasco e Bauru na última sexta-feira 02/02 , pela Superliga Feminina de Vôlei, guardou também o encontro entre Tandara e Tiffany, que terminaram o duelo empatadas na pontuação.

Após a partida, a oposta da Seleção Brasileira e campeã Olímpica voltou a ser questionada sobre o posicionamento em relação a presença da adversária transexual na competição e fez questão de enfatizar o embasamento de sua opinião, discordando da Confederação.

“Eu estudei, tirei dúvidas, falei com especialista, nosso fisiologista, preparador físico, fisioterapeuta, enfim, fui me informar para poder abordar sobre. Eu respeito a história dela, para a sociedade é muito importante, dar a cara para bater, é uma pessoa que eu respeito muito. Hoje, independente se a Tifanny faz a diferença ou não, eu discordo da presença dela na Superliga Feminina”, disse Tandara.

A questão do desenvolvimento da adversária como pessoa, no sexo masculino, também foi um tema que Tandara revelou fazer diferença na construção do pensamento. “Durante muito tempo, a puberdade inteira, ela se desenvolveu como sexo masculino. Não é o fato de tirar espaço de quem está chegando, é muito delicado isso. Não é homofobia o que estou falando. É fisiologia. Querendo ou não, ela leva vantagem”, completou.

Tifanny também foi questionada sobre o tema após a derrota da sua equipe e fez questão de valorizar a oportunidade que está tendo, independente de uma futura proibição para jogar na Superliga Feminina. Sobre as questões fisiológicas, a jogadora também se defendeu das críticas.

“Se algum dia chegar uma proibição que eu não possa jogar no feminino eu não vou reclamar. Vou seguir minha vida normal, como mulher, em qualquer outro trabalho”, comentou. “Quando você faz a cirurgia, se adapta como mulher. Eu canso muito mais rápido que elas, preciso de dois dias a mais para recuperar”, indagou a oposta de Bauru.

Praia Clube vence, continua invicto e retoma liderança da Superliga.

Na nona rodada do returno, o Praia Clube irá visitar o Osasco, no dia 16 de fevereiro, às 20h30 (de Brasília), no Ginásio José Liberatti.

O Praia Clube continua invicto na Superliga feminina. Jogando em casa, a equipe mineira venceu o Sesi por 3 sets a 0, com parciais de 25/15, 25/13 e 25/18, em partida válida pela oitava rodada do returno, nesta quinta-feira.

Com o resultado, o time de Uberlândia vai a 54 pontos, retomando a liderança que havia sido assumida provisoriamente pelo Rio de Janeiro. Além disso, a equipe comandada por Paulo Coco chega a 19 vitórias em 19 jogos na competição.

Na nona rodada do returno, o Praia Clube irá visitar o Osasco, no dia 16 de fevereiro, às 20h30 (de Brasília), no Ginásio José Liberatti. Por sua vez, o Sesi-SP terá como próximo adversário o Pinheiros, no mesmo dia, só que às 19 horas, no Ginásio Henrique Villaboin.

Osasco vence Minas

Jogando em casa, o Minas venceu o Osasco em cinco sets, com parciais de 25/16, 25/18, 20/25, 23/25 e 15/11, em partida válida pela oitava rodada da Superliga feminina. Com o resultado desta quinta-feira, a equipe mineira foi a 40 pontos e fica em quarto. Já o time paulista também chega a 40 pontos e permanece na terceira colocação.

Times da Superliga mostram-se descontentes com presença de Tiffany.

Com exceção do clube do Sesi, os times da disputa nacional manifestaram sua insatisfação com a permissão para entrar em quadra concedida à jogadora.

Segundo o blog do jornalista Bruno Voloch, as equipes que competem na Superliga feminina de vôlei passaram a pressionar a Confederação Brasileira da modalidade contra a presença de Tiffany, atleta transgênero do Bauru, no torneio.

Com exceção do clube do Sesi, os times da disputa nacional manifestaram sua insatisfação com a permissão para entrar em quadra concedida à jogadora. O descontentamento foi vocalizado devido à proximidade da disputa dos playoffs da competição.

De acordo com o jornalista, a CBV já tem conhecimento do movimento contra Tiffany, que não visa alterações para esta temporada, e sim a próxima, cobrando um posicionamento da confederação. A questão não deverá ser manifestada publicamente por conta dos patrocinadores das equipes da Superliga.

As questões envolvendo a jogadora do Bauru têm levantado polêmica dentro do esporte nacional. Apesar da ratificação da FIVB para a participação de transgêneros em competições de vôlei, algumas ex-atletas e até jogadoras atuais têm discordado da presença de Tiffany nas quadras.

Pela Superliga feminina, a equipe do Bauru ocupa somente a sétima colocação, com 25 pontos conquistados e uma campanha de seis vitórias e doze derrotas. Na próxima rodada, o clube do interior paulista encara o Sesc/Rio de Janeiro, vice-líder, às 19h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira.

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