O empoderamento feminino através do surf por Marina Werneck. Veja !

Blog, Juliana Manzato.

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Marina foi mais um presente que o Oi Rio Pro me deu, assim, de bandeja. O nosso encontro foi marcado por uma troca de sorrisos e historias, e mais pareceu um encontro de amigas, talvez pelos nossos objetivos serem tão parecidos: empoderar mulheres através do esporte.

Marina empodera mulheres através do surf, tanto que foi nomeada embaixadora do surf feminino pela WSL. Como embaixadora é a porta voz entre as atletas e a liga, além de encabeçar e promover eventos femininos por todo o país. Seu objetivo é fomentar o esporte nas categorias bases, que apresentam crescente a cada ano, para levar mais mulheres para a elite mundial. Atualmente o Brasil é muito bem representado pela Silvana Lima e a partir dessa estapa de Saquarema, por Tatiana Weston-Webb. A esmagadora maioria ainda é masculina. A elite mundial conta com 11 atletas homens brasileiros, ou seja, quase 1/3 da liga. Um desequilíbrio imenso!

A ideia de trabalhar categorias base como Pro Junior, com idade até 18 anos, e eventos do WQS em territorio nacional é ajudar mais atletas no acumulo de pontuação e consequentemente subida no ranking. Marina me explicou que a maior dificuldade de muitas atletas é correr campeonato de 1500 pontos fora do país, já que muitas não possuem patrocínio suficiente para arcar com custos da viagem, que mesmo se tratando de America Latina são altos. O abraço da Marina para fomentar o esporte é fundamental para essa nova geração que está chegando.

O surf, apesar de toda dificuldade, é um esporte inspirador pelos mais diversos motivos, para mim o principal, é a possibilidade de ver o mundo de um novo ângulo, deslizando sobre uma onda! É a verdadeira conexão entre natureza e ser humano, é a sensação mais profunda do “fazer parte do todo”.  E com tal conexão, chegamos a evolução do esporte e na vida. No surf, como bem disse Marina, o ápice é inatingível, já que só o fato de mudar de prancha, é tambem uma maneira de começar de novo, aperfeiçoando movimentos, se adaptando a prancha, entre outros detalhes.

Marina também é embaixadora do Hurley Surf Club, evento itinerante voltado para mulheres trocarem experiências e dicas de surf. Nesse evento Marina cai na água junto com as convidadas e faz o papel de coach, dentro e fora d’água, dando dicas e mostrando pontos a serem melhorados. Projetos como esse, onde mulheres empoderam outras mulheres precisam cada vez mais de holofote, afinal de contas, é a maior prova de que juntas somos mais fortes.

Já faz alguns anos que Marina mudou os rumos da carreira e se tornou Free Surfer. Como começou a competir com 12 anos e aos 15 se profissionalizou, além de ganhar inúmeros títulos, viu o surf nacional entrar em crise. O circuito brasileiro perdeu força e muitas atletas, que usavam esse caminho para projeção internacional viram a carreira declinar. Marina transformou a crise em oportunidade e quando se perguntou o que ela poderia fazer se não fosse viver do surf, a resposta veio através do próprio surf: criar um legado! Um legado onde a competição feminina tivesse o mesmo espaço que a masculina.

E não é difícil ver que no auge dos seus 30 anos, Marina, se tornou o próprio legado, inspirando meninas a viver o surf de maneira única, não só como esporte, mas por diversão. No nosso bate papo Marina me conta como tudo começou, nada foi por competição, tudo era diversão. E assim continua sendo.

Termino o papo com ela mais aliviada, é sempre bom olhar para o lado e ter uma outra mulher para se identificar. É como dar as mãos e dizer: vamos? O swell feminino esta cada vez mais forte.

Marina, tamo junto! 😉 Obrigada por ser inspiração!

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