Um ingrediente errado e toda a receita do futebol azeda

Do ZigZag do Esporte/Colunas de Carlos Muniz Fiúza.

                                     Por Carlos Muniz Fiúza

Início de semana um pouco tenso pelas bandas da Bahia, torcedores do tricolor baiano fazendo suas contas e projeções para seu clube evitar a queda para a série B e o os torcedores rubro-negros procurando atalhos para se chegar a Taça Libertadores.

Fomos premiados no dia 19 de novembro com a presença ilustre do bom jornalista Juca Kfouri, do seu fiel escudeiro, o também jornalista Bob Fernandes e uma pitada de classe do local, Paulo Cerqueira, comentarista da Rádio Metrópole.

Foi marcante e de grande valia o evento realizado aqui em Salvador, exceto pela falta de interatividade do público com os citados jornalistas, fica a dica para que em outros bons eventos como esse, permitam que o público possa realizar seus questionamentos diretamente aos convidados, o uso de alguns microfones ajuda bastante nessa tarefa.

Fim de temporada com o campeonato conhecendo seu campeão, disputa acirrada por vagas para a Taça Libertadores e cinco (05) ou seis (06) clubes se matando para fugirem do rebaixamento, das trevas da série B. Ouvimos do Juca Kfouri palavras destacando o trabalho do grupo formado por jogadores e ex-jogadores, denominado de BOM SENSO FUTEBOL CLUBE e que a luta seria intensificada por esse grupo no decorrer desta semana.

Pois bem, já no sábado percebemos realmente novos protestos e as reivindicações ganhando força na categoria. Só que um fato veio manchar todo o trabalho realizado no campeonato brasileiro de 2013, na partida envolvendo o já campeão Cruzeiro e o quase rebaixado Vasco da Gama, o meia Júlio Baptista foi flagrado pelas câmeras falando para o zagueiro Cris do Vasco: “Faz mais um gol, faz logo outro pô…”.

Essas imagens caíram como bomba sobre a competição e vou ser verdadeiro, eu vi as imagens e não tenho duvidas sobre a frase dita pelo jogador do Cruzeiro. Para temperar ainda mais a questão, o outro envolvido, o zagueiro Cris do Vasco é um dos “lideres” do BOM SENSO FUTEBOL CLUBE, pasmem, mas é.

Para piorar a situação aparece o intrépido e corajoso Procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em pleno sábado, quase madrugada de domingo dizendo algumas pérolas que pra mim não é surpresa, pois, um  Tribunal que é quase uma Capitânia Hereditária não faria algo mais brilhante do que isso.

Confira as palavras do Sr. Paulo Schmitt: “”Em tese, esse tipo de declaração, afirmação, de forma isolada e fora de contexto, poderia sugerir uma entrega ou manipulação de resultado de partida. “É improvável que isso tenha ocorrido, pois ninguém revelaria de forma tão inocente um esquema que prejudicaria vários outros clubes em benefício de um deles”.

“De todo modo, como pouca coisa me surpreende ultimamente, iremos avaliar imagens e lances do jogo, que é mais importante nesse cenário do que qualquer diálogo ou provocação, e caso haja facilitação, omissão em disputa dentre outros aspectos de impacto no resultado da partida, poderemos oferecer denúncia ou, ao menos, requerer uma investigação”, acrescentou Schmitt. 

Bom amigos do esporte, amantes do bom futebol, ingredientes expostos o que esperar desta receita? Sinto dizer que tenho nojo, asco e imensa tristeza em ver fatos como esse azedar o campeonato brasileiro, campeonato esse muito fraco tecnicamente e muito forte em denuncias, violência de torcedores que insistem em ser irracionais enquanto os jogadores se ajudam, são tão generosos entre si e entre clubes. Esse prato eu passo, não quero nem sentir o cheiro, pois se jogada no ventilador, essa receita vai feder longe.

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