Noticiario da NBA; confira as ùltimas e mais atuais.

Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br direto da redação.

Dwyane Wade vai se aposentar da NBA.

Em badalado confronto com os atuais bicampeões do Golden State Warriors, o veterano de 37 anos teve atuação marcante, coroada com cesta de três incrível, no segundo final, para garantir a vitória do Heat diante da torcida, em Miami: 126 a 125.

Em um dia de folga, pouco depois do All-Star Weekend, Dwyane Wade passeia pelo vestiário do Miami Heat na American Airlines Arena. Será uma das últimas vezes que ele fará isso como jogador, e ele está tão efervescente como estaria apenas cinco dias depois quando, na mesma arena, com tranças no cabelo (em tributo a Allen Iverson), ele acertou a bola de três que venceu a partida para o seu Heat contra os atuais bicampeões Warriors.

Após 16 temporadas – que incluíram três títulos, um MVP das Finais e o nascimento de um trio que mudou a liga para sempre – Wade está na última reta de sua volta final. Nós pedimos para que o futuro membro do Hall da Fama refletisse sobre sua carreira icônica – e por que os pequenos momentos são os que ele mais vai sentir falta na NBA.

P: Como é para você se aposentar nos seus termos?

Dwyane Wade: Acho que eu não entendia o significado disso até passar pelo processo. Eu me sinto mais do que abençoado. Estou muito grato. Na verdade, eu estava um pouco descontente com essa ideia de sair em tour para as pessoas me celebrarem. Mas sentando e conversando com a minha equipe, eles disseram que os fãs queriam se despedir. E estou grato, tem sido um baita ano para mim.

P: O que sobre essa “última volta” está te deixando tão feliz?

Wade: Há zero pressão em mim. Normalmente, eu sou muito duro comigo mesmo. Eu tenho expectativas muito grandes. Se eu não atingir esse nível, eu fico louco, frustrado. Esse ano me permitiu apenas jogar e não me importar se eu faço 22 ou dois pontos. Essa é a primeira vez que eu tive a chance de apreciar tudo, sorrir e ir para a próxima – vitória, derrota ou empate.

P: Como você lida com o fato de parar de trabalhar dos 40 anos?

Wade: Eu estou me aposentando do basquete, mas ainda tenho muito trabalho restando em mim. Eu tenho 37 anos, sou um cara novo. Os homens e mulheres de negócios mais bem-sucedidos começaram [o sucesso] aos 40. Eles viram CEOs de empresas. Se você tem 40 anos, você é novo. Eu não estou afim de ser um calouro outra vez, mas quero esse desafio do que fazer agora. E não faço ideia do que será [risos].

P: Por que tirar a licença paternidade foi tão importante para você? [Wade ficou duas semanas longe das quadras em novembro, quando a filha Kaavia nasceu]

Wade: Eu sempre gosto de fazer as coisas do jeito que eu quero. Alguns me chamam de cabeça dura. Mas eu sinto que, às vezes, pedimos certas coisas para algumas pessoas que nem nós mesmos faríamos. Claro que eu pediria para a minha mulher estar lá comigo – tirar “férias” do trabalho, ficar com a filha: como assim você vai voltar a trabalhar? Você tem um bebê! Para mim, é a mesma situação. Claro, eu jogo basquete, então não posso tirar um mês ou seis semanas de folga. Mas eu posso tirar um tempinho para ficar com a minha filha.

P: Como foi isso para a sua esposa?

Wade: Minha esposa é uma “molecona”. Se você é um cara e quer se divertir com uma mulher, ela seria sua melhor amiga. Ela nunca pareceu ser aquele tipo de mãe que fica na mesa de jantar falando “Olha o meu bebê. Meu bebê fez isso hoje. Meu bebê sorriu hoje.” Então eu fico muito feliz quando a vejo vidrada na nossa filha, ou quando estamos conversando e a Kaavia vira o assunto. E ela fica por 20, 30 minutos falando sobre isso e eu tiro sarro “que bom que você não ia ser assim, né?”

P: Na sua carreira, existe algo em que você gostaria de ter tido uma segunda chance?

Wade: Essa é complicada. Justamente porque eu tenho tido uma carreira muito boa. Provavelmente, eu gostaria de ter mais conhecimento sobre o meu corpo quando era mais novo. Eu tinha pessoas excelentes ao meu redor. Mas se você não quer ouvir, o que ele estão dizendo para você é besteira. Gostaria de ter entendido o que eu precisava, quando eu precisava e como eu precisava – para ter feito meu físico durar um pouco mais.

Wade: Não, não, não e não. Se alguém me dissesse que um dia eu estaria na mesma conversa que os melhores da história da posição – com Jordan, Kobe, Iverson, Jerry West… Ray Allen, um dos meus jogadores preferidos – eu diria “Tem certeza que você está falando sobre o cara certo? Aquele ‘arrogantezinho’ de Chicago?” Porque eu não vejo assim. É isso que estou tentando passar para o meu filho. Estou tentando inspirá-lo desta maneira.

P: Do que você mais vai sentir falta?

P: Qual conselho você daria para jovens jogadores sobre a intensidade da fama na NBA?

Wade: É mais difícil. A maior coisa … você tem que ter uma base de quem você é. Não perca aquela pessoa. Eu tive momento nos quais aquele D-Wade de antigamente escapou, e eu tive de buscá-lo. Eu queria ser uma boa pessoa, queria que as pessoas saíssem dos encontros comigo se sentindo melhor. Então, entenda quem você é e quem você quer se tornar. Daí em diante, se esforce para conseguir. E não se perca no caminho.

LeBron faz 29 pontos, mas perde duelo com Kawhi, e Lakers são derrotados pelos Raptors.

A primeira temporada de LeBron James com a camisa do Los Angeles Lakers segue sendo marcada por derrotas.

Na noite de quinta-feira, o ala fez 29 pontos e deu seis assistências, mas o time voltou a perder: desta vez para o Toronto Raptors, por 111 a 98.

Foi a sexta derrota dos Lakers nas últimas sete partidas e, de acordo com o portal FiveThirtyEight, as chances de uma vaga nos playoffs da NBA seguem inferiores a 1%.

Pelo lado dos Raptors, que já estão garantidos na pós-temporada, Kawhi Leonard foi o cestinha com 25 pontos.

 

Foi a 9ª vitória seguida de Toronto contra o time de Los Angeles – a última derrota foi em novembro de 2014.

Foi a 20ª vitória dos Raptors na temporada contra times da Conferência Oeste, um recorde da franquia.

Já os Lakers seguem sem vencer duas partidas consecutivas há dois meses – últimas foram em 15 e 17 de janeiro.

 

Os Knicks garimparam no fim do draft um gigante para o futuro, e aos 20 anos ele talvez já seja o defensor mais temido da NBA.

Por Pedro Suaide da espn.com.br

Se você não vê um jogo do New York Knicks há tempos, eu te entendo. Faltam estrelas, falta competitividade, são raras as partidas disputadas…

Contra as indicações, eu assisti a um bom número nessa temporada, e vou contar um negócio: Mitchell Robinson.

Na cultura de perder para conseguir boas escolhas de draft há alguns anos, os Knicks erraram bastante nos jogadores selecionados. Vamos relembrar os cinco anos anteriores à 2018:

– 2013: Tim Hardaway Jr

– 2014: Cleanthony Early e Thanasis Antetokounmpo

– 2015: Kristaps Porzingis

– 2016: Suas escolhas foram para outros times em trocas

– 2017: Frank Ntilikina, Damyean Dotson e Ognjen Jaramaz

Mas tudo indica que 2018 foi um ano diferente, e na segunda rodada eles acharam o jogador perfeito para um time que quer vencer.

O pivô foi a 36ª escolha do draft e, após um ano sem disputar uma partida oficial, já é uma das mais importantes peças do time para o futuro.

Mitchell Robinson
Mitchell Robinson Getty Images

Sim, ele ficou um ano sem jogar – mas não por lesão. Diferentemente da maioria esmagadora, Robinson não quis ir para a universidade, e ficou treinando um ano entre sair do Ensino Médio e entrar na NBA – por isso alguém com seu potencial caiu para tão baixa escolha. Saindo do Colégio, o jogador era um “recruta 5 estrelas” e um dos 10 jogadores mais bem cotados no país.

O novato tinha se comprometido a jogar pela universidade de Western Kentucky e treinou com a equipe por duas semanas, mas após alguns problemas decidiu sair. O novato foi o primeiro jogador a entrar na NBA sem ter jogado em nenhuma faculdade, nenhum time profissional ou colegial durante um ano inteiro antes de seu draft.

Os Knicks arriscaram e acabaram selecionando um “frango sem cabeça”, como disse Jonathan Wasserman em uma matéria. O garoto tem muito potencial e muita energia. Nem sempre está no lugar certo e ainda comete muitas faltas – mas essas são coisas que vão ser ajustadas ao retomar o ritmo de jogo que ele perdeu no último ano.

Toco, enterrada e “só”

Os Knicks começaram a temporada com Enes Kanter sendo o principal pivô da equipe; depois de trocas durante o ano, perderam o turco e receberam DeAndre Jordan – ou seja, Mitchell Robinson não tem tantos minutos em quadra: para ser preciso, apenas 18,9 em média por jogo.

Em tão pouco tempo jogado, o pivô já acumula algumas façanhas defensivas, ainda mais notáveis para um garoto de 20 anos:

– Média de 2,42 tocos por jogo (3º na NBA)

– Média de 6,14 tocos a cada 48 minutos jogados (1º na NBA)

– 10,6% de aproveitamento em tocos (Maior % de um calouro na NBA desde 1946)

– 13 tocos em arremessos de três pontos (1º na NBA)

Com 2,16m de altura e 2,24m de envergadura, Mitchell Robinson está com números que o colocam em um seleto grupo ao lado de Shaquille O’Neal e Kevin Garnett. Os três são os únicos calouros da história da NBA a ter mais de 23 partidas seguidas dando um toco por jogo. Atualmente, ele tem 25 partidas seguidas com toco, e 16 seguidas com dois ou mais.

Equacionando seus números por minutos em quadra, sua temporada se torna ainda mais assustadora. Por exemplo: ele é o líder em tocos de arremessos de três pontos na Liga, e jogou pouco mais de 900 minutos. Jrue Holiday e Ben Simmons estão na cola dele, mas ambos já jogaram mais de 2.000 minutos na atual temporada.

No ataque ele também não passa batido:

– Média de 3,5 enterradas a cada 36 minutos (4º na NBA)

– Só deu um arremesso fora do garrafão na temporada.

Em uma NBA que se revoluciona cada vez para mais longe da cesta, Mitchell Robinson é o “pivô raiz”. Defende muito, dá tocos, pega rebotes e completa pontes aéreas – e é isso.

Tal estilo de jogo pode parecer uma fraqueza, mas talvez seja exatamente a necessidade dos Knicks. Sonhando com Kevin Durant e Kyrie Irving, ter achado um jogador como Rudy Gobert ou Clint Capela pode ser a peça chave para um time que quer vencer.

Em 2019, o time de Nova York terá mais uma escolha alta de draft e muito espaço no teto salarial para contratar duas estrelas. E de quebra, buscando dias melhores, terá Mitchell Robinson.

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