F-1 recomeça com GP da Australia; confira as últimas atualizadas.

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Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br direto da redação.

Hamilton voa na volta final, garante pole na Austrália e iguala marca histórica de Senna e Schumacher.

Lewis Hamilton precisou de um treino classificatório para fazer história na temporada 2019 da Fórmula 1.

Na madrugada deste sábado, o britânico foi o mais rápido no quailifying do GP da Austrália, com tempo de 1min20s486, e largará na primeira colocação no circuito de Melbourne – que acontece na noite de sábado para domingo.

Com o resultado, Hamilton, que é atual bicampeão da Fórmula 1, chega à sua 84° pole position na carreira, a sexta consecutiva. O britânico também bate o recorde de tempo mais rápido da história da pista australiana (sem ser em corridas), superando a sua própria marca, que era de 1min21s1 em 2018.

Mas além disso, com sua oitava pole na Austrália, o piloto da Mercedes igualou duas lendas do esporte: ele está ao lado de Ayrton Senna e Michael Schumacher na lista de pilotos com mais poles em um mesmo circuito.

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MOST F1 POLES AT A SINGLE TRACK

8 Lewis Hamilton at Albert Park 🇦🇺
8 Michael Schumacher at Suzuka 🇯🇵
8 Ayrton Senna at Imola 🇸🇲

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A segunda colocação ficou com Valtteri Bottas, completando a dobradinha da Mercedes na ponta. Dominante na pré-temporada, a Ferrari ficou no terceiro lugar, com Sebastian Vettel, menos de um segundo atrás de Hamilton. Max Verstappen, da Red Bull, e Charles Leclerc, estreante na Ferrari, completam o top-5.

Logo de cara, a dupla da Williams ficou pelo caminho no Q1 e, posteriormente, Carlos Sainz, Pierre Gasly e Lance Stroll passaram a integrar o grupo dos primeiros eliminados. Leclerc, por sua vez, assumiu a ponta durante a maior parte da primeira etapa do treinamento.

Na segunda parte, a Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi ficou para trás, bem como as duas Renaults e as duas Toro Rosso. Leclerc foi o primeiro a fazer uma volta competitiva, com 1m21s739, mas viu Verstappen superar a marca e Bottas baixar para 1m21s241. Na primeira tentativa, Hamilton ficou em quarto, mas voltou para cravar 1m21s014 e fechar o Q2 na primeira colocação.

Na última parte do treino, Bottas conseguiu uma volta surpreendente, e, com 1m20s598, superou Hamilton em 0s457, se aproximando da pole. Na última volta, contudo, o britânico conseguiu melhorar ainda mais o seu desempenho e fechou em 1m20s486, assegurando a primeira colocação do GP da Austrália, que tem início marcado para as 2h10 (horário de Brasília) deste domingo.

GRID DE LARGADA

 

Todt diz que novas regras para a Fórmula 1 serão apresentadas dia 26.

Após meses de debates, a direção da Fórmula 1 deve, enfim, apresentar as propostas das novas regras para a categoria a partir de 2021. Em Melbourne, onde acompanha o Grande Prêmio da Austrália, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, revelou que o “pacote de mudanças” será exposto às escuderias em um encontro em 26 de março.

“Teremos uma reunião do Grupo Estratégico em 26 de março, em Londres, e teremos também um encontro da Comissão da F1 no mesmo dia. Devemos estar prontos com o pacote global, o lado comercial, que é de responsabilidade da F1, e temos o controle de custos que é uma nova iniciativa e bastante avançada”, declarou o francês.

“Temos os regulamentos do motor, que foram enviados às equipes há poucos dias, e temos as regulamentações do chassi e temos os planos de mudanças. São todas etapas diferentes em que estamos trabalhando e devemos estar em condições de ter o pacote final para discutir com as equipes em 26 de março”, completou.

O Grupo Estratégico da Fórmula 1 é formado por apenas seis equipes: Mercedes, Ferrari, McLaren, Williams, RBR e Renault. As outras escuderias, porém, devem participar do encontro como testemunhas. Se o pacote final for aprovado, entrará em discussão na Comissão da F1, onde todos os times participam.

“Fizemos bons avanços. Há uma direção geral com tudo, e depois há os detalhes, e há 10 pontos de vista diferentes sobre os detalhes”, disse Chase Carey, CEO da F1.

 

França traz geração que promete brilhar no futuro da F-1.

Mbappé, Dembélé, Pavard… A França mostrou como desenvolver jovens talentos e faturou a Copa do Mundo em 2018. Mas não é só no futebol que o país tem esperança na base: neste domingo, no GP do Brasil, em Interlagos, a geração de pilotos de origem francesa estará nas pistas mostrando todo seu potencial.

Esteban Ocon, Pierre Gasly e Charles Leclerc eram pequenos sonhadores nas competições de kart na França, cresceram juntos nas categorias inferiores e agora prometem se destacar na Fórmula 1.

Ainda que defenda oficialmente a bandeira do principado de Monaco, Leclerc, de 21 anos, faz parte do lado francês que chama atenção. Atualmente na Sauber, está garantido na Ferrari na próxima temporada.

Gasly, por sua vez, tem 22 anos, corre pela Toro Rosso e irá se transferir para a Red Bull no ano que vem. Já Ocon, de mesma idade, é o melhor francês no Mundial até o momento – a frente até do experiente Grosejan, que completa a turma de falantes do idioma francófono.

“Honestamente, penso que somos uma geração muito boa, com o Charles, o Esteban. Corremos juntos desde 2005. O fato de que sempre corríamos um contra o outro todos os anos foi útil para todos nós tentarmos tirar o melhor de nós mesmos e melhorou nossas qualidades”, declarou Gasly ao ESPN.com.br.

Há 13 anos disputando espaço nas pistas, a nova geração desperta expectativa nos torcedores e não tem medo de sonhar alto.

“Temos muita ambição. Todos nós. Sabemos o que queremos. Temos crescido juntos nas categorias menores e agora que estamos no topo do automobilismo, ainda lutando (um contra o outro). Espero que conquistemos objetivos nos próximos anos”, disse o francês da Toro Rosso.

O monegasco, por sua vez, se surpreende com a ascensão de seus companheiros franceses – e também britânicos – no mundo da velocidade.

“Nós nos conhecemos do kart e penso que crescemos muito correndo um contra o outro. E é ótimo ver que nós todos estamos chegando na Fórmula 1. Não acho que esperávamos ter tantos colegas que competiram nas categorias menores agora na Fórmula 1”, revelou Leclerc em conversa com jornalistas no paddock de Interlagos.

Da base ao principal

Atualmente na segunda equipe Red Bull, Gasly já foi anunciado como companheiro de Verstappen na próxima temporada. Leclerc também está numa espécie de ‘base’ da Ferrari, a Sauber, e subirá para a escuderia italiana em 2019.

Até mesmo o pentacampeão do mundo, Lewis Hamilton, admitiu estar ansioso para enfrentar a nova safra.

“Eu vejo um pouco de mim mesmo neles. Nessa idade eu tinha o mesmo tipo de “olho do tigre”’, afirmou o piloto da Mercerdes, que não pretende facilitar para seus novos concorrentes.

“Sinto que eu ainda tenho aquela mesma fome com a qual eles estão chegando”, garantiu o inglês em entrevista da patrocinadora de sua equipe na última quarta-feira.

Apenas Ocon ainda não tem lugar garantido para 2019. Apesar dos bons resultados, conseguindo a 8ª colocação geral no ano passado, ele não sabe qual será o futuro na F-1.

“Eu poderia continuar correndo, mas não sei se vou. Prefiro ficar próximo da Mercedes e aprender o máximo com eles, talvez ser piloto de testes. Só isso que eu posso fazer para ficar em forma. Não sinto que posso aprender muito em outra categoria como fiz anteriormente”, declarou.

Disputa ‘interna’

Conversas em francês à parte, Gasly e Leclerc estarão disputando posições diretamente neste domingo. Respectivamente em 14º e 15º no Mundial de Pilotos, eles também defenderão suas escuderias, separadas por três pontos no Mundial de Construtores.

“Não vamos tomar riscos estúpidos para ganhar uma posição se eles estiverem atrás. Com certeza isso vai mudar um pouco a forma como encaramos as corridas. Mas, no fim das contas, o objetivo continua o mesmo: fazer o melhor trabalho possível a cada semana e mantê-los atrás de nós”, explicou Leclerc, recordando que a Sauber está à frente da Toro Rosso.

“A unidade de força da Ferrari é mais rápida que a nossa. Mas podemos ser competitivos. Eles são competitivos também, marcaram pontos com os dois carros no México, o que mostrou que eles têm um ótimo conjunto. Eu imagino que será uma luta muito apertada, será importante tentar marcar pontos com os dois carros se quisermos garantir que vamos ultrapassá-los no campeonato (de construtores)”, comentou Gasly sobre a disputa.

Quem assistir à corrida em Interlagos pode esperar uma briga boa nas posições intermediárias – e já ir se acostumando com os próximos candidatos a subir no pódio.

“Provavelmente, para as pessoas que não seguiram a Fórmula 1 nos últimos cinco anos e que vão voltar a acompanhar ou no próximo ano, ou no ano seguinte, o grid vai mudar bastante”, resume Gasly sobre a nova geração de pilotos.

 

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