Adotado por italianos, goleiro brasileiro leva história junto ao Frosinone para a elite; conheça ele.

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Antônio Strini, do ESPN.com.br.

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Mosaico dos torcedores do Frosinone no jogo do acesso contra o Crotone
Mosaico dos torcedores do Frosinone no jogo do acesso contra o Crotone

Neste sábado, o acanhado Stadio Matusa, em Frosinone, estava mais do que lotado. As mais de 9.500 pessoas nas arquibancadas, além de outras tantas nos terraços de prédios e em suas casas, esperavam celebrar um feito histórico para a equipe da cidade do centro da Itália: o inédito acesso à elite do futebol em 87 anos.

E o Frosinone não decepcionou seus torcedores.

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Torcedores invadem o campo depois da vitória do Frosinone e o acesso à Série A
Torcedores invadem o campo depois da vitória do Frosinone e o acesso à Série A

A vitória por 3 a 1 sobre o Crotone pela 41ª e penúltima rodada da Série B garantiu a ida à primeira divisão dos canarinis com o segundo lugar do campeonato – o campeão Carpi também será um novato na próxima temporada.

A dupla de ataque Daniel Ciofani e Federico Dionisi (duas vezes) balançou as redes, com Abel Gigli descontando para os visitantes.

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Massimo Zappino defende pênalti e ajuda o Frosinone a subir à elite italiana
Massimo Zappino defende pênalti

A história do Frosinone, porém, não estaria completa sem a presença de um brasileiro: Massimo Zenildo Zappino, goleiro de 33 anos, defendeu um pênalti aos 18 minutos do segundo tempo quando sua equipe vencia por 2 a 0. Sergio Suciu bateu no canto direito a meia-altura, e o arqueiro do time amarelo caiu certo, para delírio da torcida.

Massimo Zenildo Zappino nasceu em 12 de junho de 1981 em uma favela de Pesqueira (PE). De família muito pobre, acabou sendo adotado por um casal de médicos da cidade de Siracusa, na Sicília – Maria Cristina e Gaetano Zappino.

“Eu ia ser adotado por uma família da Inglaterra, mas eles foram mais rápidos”, afirmou em entrevista ao diário Corriere della Sera em 2006. Quanto a seus pais biológicos, as memórias não são boas: “Do Brasil apenas me lembro de ser batido por meu pai natural quando ele chegava em casa bêbado.”

Em Siracusa, Massimo aprendeu a falar até siciliano e trouxe do país-natal a habilidade de atuar como atacante. Então, quando o goleiro titular de sua equipe se machucou, foi jogar sob as traves, e nunca mais saiu de lá.

Começou a atuar profissionalmente no Catania em 2000 e parou no Frosinone pela primeira vez quatro anos depois, sendo importante para uma histórica promoção à Série C1. Saiu em 2007 para jogar em outros oito times até retornar aos canarinis após cinco anos de ausência. E sua história hoje, próximo de completar 34 anos, continua sendo escrita com sucesso e superação.

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Goleiro Massimo Zappino aplaude a torcida do Frosinone após o jogo
Goleiro Massimo Zappino aplaude a torcida do Frosinone após o jogo

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