10/12/2023

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DIA DIFÍCIL EM BELLS

5 min read
BY EDINHO LEITE

Published 

Em ondas difíceis começou a terceira etapa do circuito mundial em Bells Beach, na Austrália, para os 34 Tops que disputam o título mundial de 2014. Gabriel Medina passou direto para o 3º round, mas o resto do time brasileiro foi para a repescagem.

Pranchas um pouco maiores, com mais “litragem”, apareceram em Margaret River [2ª etapa] e estão em Bells Beach. Escolha correta. Paredes amplas, mais cheias, remadas longas. Ondas na casa dos 4 a 6 pés. Tentar jogar as quilhas acima do lipe, especialmente antes da manobra final, foi o grande erro de quase todo mundo.

[+] Enlarge PhotoKirstin/ASPO Rip Curl Pro Bells começou com ondas difíceis. Gabriel Medina foi o único brasileiro a avançar, todos os outros terão que disputar a repescagem. (foto – Raoni Monteiro).

Josh Kerr entendeu o que precisava fazer, mas era tarde, Sebastian Zietz fez o que devia desde o princípio. Surf básico. Raoni ficou muito para dentro das direitas e não conseguiu aproveitar a prioridade quando a teve. Próxima. Taj esperou mais da metade da bateria para pegar sua primeira onda e cair na terceira manobra. Redimiu-se à tempo. Fanning também pegou poucas, como sempre. Essa onda fica perfeita para o surf dele. Velocidade, grandes curvas, pancada para fechar.

QUASE
Precisando de 3.57 Kelly teve a oportunidade de virar, depois que Kolohe, na frente da bateria, bloqueou uma boa onda com a prioridade. Seria a primeira vitória de Kolohe sobre seu compatriota [na verdade de outro planeta], caso ele não tivesse virado com 3.77, mesmo caindo na finalização. Kolohe ficou chateado mesmo antes do resultado e passou direto sem falar com Kelly que aguardava a nota na famosa escadaria. A real é que Kelly tinha a melhor nota da bateria [7.00] para somar com sua ridícula segunda melhor.

Na 7ª bateria Michel Bourez continuou, como em Margaret, errando sistematicamente as finalizações, mesmo assim mandou duas das rasgadas mais bonitas do dia. Porém, fazendo um surf com boas finalizações, Aritz Aramburu venceu.

Jordy sabe conectar as manobras, amplas, sólidas e contundentes. Fez a segunda melhor somatória e nota do round. Dion mostrou que sabe lidar com curvas longas e muita parede. Filipe fez boas linhas, mas faltou power, mesmo sendo vertical e ousado. Faltando 5 min saiu para trocar de prancha que trincou na paulada final. Deveria ter feito isso antes. Essa bateria foi legal. Dion e Filipe teriam passado quase todas as baterias com as somatórias que fizeram.

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KELLY SLATER

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O líder do WCT 2014, Gabriel Medina, fez boas curvas na base, mas não as conectou tão bem, assim como também não estava conectado com às ondas. Chegou atrasado ou um pouco adiantado no lipe, mas a bateria foi tão fraca que Miguel Pupo e Trevis Logie, com a maior nota da disputa [6.17], perderam. Gostei do fato de Gab afirmar depois da bateria que caiu com a prancha errada e tem assistido vídeos do Occy. Consciência é marca de campeões.

Na bateria seguinte [10ª] Owen Wright mostrou com deve funcionar o surf de backside em Bells, no pocket, vertical sem perder a fluidez. Adriano de Souza escolheu criteriosamente sua primeira onda e fez a melhor nota da bateria [7.83], mas deixou Owen ampliar a diferença debaixo de sua prioridade. Esperou demais e, nos últimos minutos, quando finalmente pegou a segunda onda, não resultou em nada. Owen respirou aliviado, com a prioridade. Mais um a ir para a repescagem com a melhor nota da bateria. Matt Wilkinson não ofereceu perigo a ninguém.

Na sequência J.J.Florence não quis cometer o mesmo erro de Adriano e, depois de cair na primeira onda, tratou de pegar logo uma no inside. Liderou a bateria um bom tempo com essa ondinha, até Julian fazer 8.33, na única onda interessante da disputa magra. Fechou a fatura surfando sem exageros sua segunda boa a 3min da sirene. Mitch Crews fez um bom aquecimento para a repescagem. Somando 10.70 CJ Hobgood superou Kai Otton e Jadson Andre, que chegou a trincar a prancha, voltou, surfou com coragem, mas nas ondas erradas.

SEGUNDO ROUND
Mar ruim e piorando, mas resolveram continuar. Buscando 3.48 o wild card Jacob Willcox, pegou mais uma fraca no minuto final. Dois juízes deram a virada, os outros não. Kerr, finalista da 2ª etapa, salvou-se milagrosamente [7.97 X 7.50].
Na sequência Nat Young controlou a bateria com um surf metódico e deixou outro wild card, Cahill Warren, fora do evento. A verdade é que os dois tiveram que se virar para arrumar alguma onda. O placar de 10.34 X 8.27, saiu depois que já haviam decidido parar o evento para voltar na próxima manhã australiana. Parece que as ondas vão manter o tamanho e o vento será melhor. Se a maré não atrapalhar seguirão com o round 2.

Acompanhe com a gente tudo sobre o Rip Curl Pro Bells Beach pelo WATCHESPN e, a partir das quartas de final, ao vivo no ESPN+. Vamos nessa para mais um comando da madrugada.

RESULTADOS ROUND 1 

Bateria 1: Bede Durbidge (AUS) 15.77, Nat Young (USA) 14.10, Tiago Pires (PRT) 9.90
Bateria 2: Sebastian Zietz (HAW) 9.33, Josh Kerr (AUS) 7.03, Raoni Monteiro (BRA) 6.57
Bateria 3: Taj Burrow (AUS) 10.60, Jeremy Flores (FRA) 8.33, Brett Simpson 5.40
Bateria 4: Mick Fanning (AUS) 14.16, Fred Patacchia (HAW) 11.83, Glenn Hall (IRL) 8.87
Bateria 5: Joel Parkinson (AUS) 11.87, Adam Melling (AUS) 11.77, Cahill Bell-Warren (AUS) 10.56
Bateria 6: Kelly Slater (USA) 10.77, Kolohe Andino (USA) 10.57, Jacob Wilcox (AUS) 5.00
Bateria 7: Aritz Aranburu (EUK) 12.10, Michel Bourez (PYF) 11.17, Adrian Buchan (AUS) 8.80
Bateria 8: Jordy Smith (ZAF) 15.60, Dion Atkinson (AUS) 13.97, Filipe Toledo (BRA) 13.37
Bateria 9: Gabriel Medina (BRA) 10.17, Travis Logie (ZAF) 8.30, Miguel Pupo (BRA) 7.84
Bateria 10: Owen Wright (AUS) 14.10, Adriano de Souza (BRA) 10.33, Matt Wilkinson (AUS) 5.50
Bateria 11: Julian Wilson (AUS) 13.83, Mitch Crews (AUS) 11.77, John John Florence (HAW) 9.26
Bateria 12: C.J. Hobgood (USA) 10.70, Kai Otton (AUS) 8.73, Jadson Andre (BRA) 5.27

 

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