23/04/2024

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Messi e Argentina diante da geração alemã: a busca pela consagração no Maracanã. Entenda o fato; confira a ficha técnica da partida.

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Do Zigzagdoesporte por espn.com.br.

Lá se vão pouco mais de 24 anos desde a final entre Alemanha e Argentina na Copa de 1990, na Itália. Um duelo polarizado por craques como Maradona e Matthäus, mas com apoio de bons nomes como Caniggia e Klinsmann. No reencontro das duas potências do futebol, neste  domingo, às 16h, no Maracanã, em mais uma final de Copa do Mundo, Alemanha e Argentina vão protagonizar a consagração de um dos lados. Do craque solitário, Messi, ou da geração alemã que nasceu após o vice-campeonato de 2002.

A ausência de uma Copa do Mundo no currículo pesa para os dois lados. Messi, aos 27 anos, fez de tudo um pouco na carreira. Conquistou de Champions League a Mundial de clubes. De gols em profusão no Camp Nou a jogadas mágicas. Eleito por quatro vezes o melhor do mundo pel Fifa. Mas há sempre o porém. O porém chamado Copa do Mundo. O jovem gênio argentino já passou por dois Mundiais, em 2006 e 2010. Tímido. Desta vez, chamou a responsabilidade. Decidiu jogos. Honrou o número 10 às costas. Parece consciente da importância da finalíssima em sua carreira.

Ao seu lado, o argentino terá companheiros de categoria. Higuaín, Aguero e, talvez, Di María. A lesão na coxa ainda coloca o camisa 7 como dúvida. Caso ele não jogue, Enzo Pérez continuará em seu lugar. O palco para a consagração de Messi talvez não pudesse ser mais apropriado, o Maracanã. E até mesmo o país. Justamente no local do maior rival. Fato valorizado pelo técnico Alejandro Sabella.

“Estar em uma final do mundo representando o meu país é uma grande satisfação profissional e pessoal. Que seja no país mais ganhador da história do futebol, é um fato que não é menor. Sempre fui um grande admirador do futebol brasileiro, o ganhador máximo dessa Copa. A final ser aqui nos orgulha ainda mais”, disse o técnico.

A Alemanha, por sua vez, não toca com uma nota só. Pelo contrário. É orquestra inteira, azeitada desde o Mundial em casa, em 2006. Schweinsteiger, Lahm e Podolski, atualmente na casa dos 30 anos, nasceram para o mundo ali. Klose, veterano, é o único remanescente da geração finalista da Copa de 2002 e que resultou na reformulação da estrutura alemã.

De lá para cá, a Alemanha agradou ao mundo da bola, mas nada conquistou. Bateu na trave na semifinal da Copa da África, em 2010, diante da Espanha. Parou entre os quatro últimos nas duas Eurocopas. Depois da esmagadora humilhação imposta ao Brasil, por 7 a 1, na semifinal, chega com status de favorita. E pronta para consagrar uma geração inteira no Maracanã que soube beber de outras fontes para crescer.

“Jogamos uma final de Eurocopa, perdemos da Espanha ,mas conseguimos chegar nas semis e finais importantes. Estou com uma sensação boa. Após 2004, conseguimos rejuvenescer com Klinsmann, depois Löw. Estamos colhendo os frutos. Tivemos Van Gaal (técnico da Holanda neste Mundial) e Guardiola em Munique. Técnicos que expandiram nossos conhecimentos. Nos beneficiamos do conhecimento dos estrangeiros”, disse o volante e meia Schweinsteiger

O camisa 7 tem razão. A eficiência de outrora ganhou jovens talentos como Hummels, Neuer, Kroos, Özil e Müller, todos protagonistas de uma seleção que é, por inteira, a grande atração. Sete dos 11 titulares são comandados por Pep Guardiola no Bayern atual. E, agora, são comandados sob a batuta de Joachim Löw, peça importante em todo o processo da geração alemã, desde 2004, quando assumiu como auxiliar de Klinsmann e passando a técnico efetivo desde fim da Copa da Alemanha, em 2006. Desprovido de qualquer tipo de vaidade, Löw é mais um a demonstrar a importância da influência estrangeira no futebol alemão.

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