Brasil supera medo de público e garante vaga na ginástica na Rio-16.

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Guilherme Costa Do UOL, no Rio de Janeiro.

  • Ricardo Bufolin/CBG

    Rebeca Andrade em sua apresentação no solo no evento-teste

    Rebeca Andrade em sua apresentação no solo no evento-teste

Arquibancadas cheias e torcida participativa estão entre os componentes do cenário ideal para a maioria dos atletas. No caso da equipe feminina de ginástica artística do Brasil, esses fatores também eram as maiores preocupações neste domingo (17), no evento teste da modalidade para as Olimpíadas deste ano. A competição foi realizada na HSBC Arena, palco do esporte nos Jogos, contou com grande público e valia vaga para a Rio-2016. Graças à participação das duas “veteranas” do time, contudo, as donas da casa superaram a pressão e conseguiram a classificação.

A preocupação com o ambiente foi especialmente grande porque o primeiro aparelho do Brasil foi a trave, que demanda um alto grau de precisão. Por isso, Daniele Hypólito (31) e Jade Barbosa (24) abriram a série do país.

“A gente treinou muito para estar aqui. A sensação é de alívio. Estou bem aliviada e muito feliz porque sei que vou estar nos Jogos Olímpicos”, afirmou a ginasta Lorrane Oliveira, de 18 anos.

“Acho que foi importante. Estávamos um pouco preocupados sobre como elas iam lidar, mas elas cresceram com isso”, avaliou Alexandre Carvalho, técnico da seleção brasileira feminina de ginástica artística.

O evento-teste era a última chance de o Brasil se classificar para a ginástica artística feminina da Rio-2016. Como não obteve vaga no Mundial da modalidade em 2015, em Glasgow (Escócia), o país precisava ficar entre os quatro melhores da competição disputada na HSBC Arena.

É por essa lógica que as apresentações das veteranas na trave tiveram tanto peso. Sobretudo o desempenho de Daniele, que fez 14,166 e teve o nome cantado pelo público presente.

“Foi muito bom. A gente estava bem mais nervosa durante a preparação. A gente sofreu lá para não ter de sofrer aqui. Eu estava bem nervosa, tremendo, mas o primeiro aparelho fez passar aquele peso. Todas as meninas lutaram até o final”, contou Jade. “É uma equipe muito nova. Eu estava olhando para a cara da Rebeca e pedi para ela ter calma. Acho que isso fez diferença”, completou.

A equipe brasileira também foi composta por Flávia Saraiva (16), Lorrane Oliveira (18), Rebeca Andrade (16) e Carolyne Pedro (15), que além de ser a mais nova também é a que tem menos tempo de seleção. Flavia teve o desempenho mais consistente.

“A equipe teve seis competições na preparação para a Olimpíada, e em todas ela foi muito bem. No Mundial ela não teve uma grande competição, mas não teve queda. Isso está me surpreendendo. É muito bom para a equipe saber que temos uma atleta ali que na hora vai render”, completou Carvalho.

O Brasil somou 226,477 pontos neste domingo, deixando para trás Alemanha, Austrália (218,428), Suíça (218,336), Romênia (216,569) e Coreia do Sul. Faltam apenas as apresentações de França e Bélgica para a seleção brasileira confirmar o título.

O desempenho do Brasil no evento-teste foi tão bom que teria colocado o país na quarta posição do Mundial de Glasgow. Naquela ocasião, as brasileiras somaram apenas 221,861 pontos e ficaram com a nona posição.

“Depois do Mundial do ano passado, só comemoro bem depois que tudo acaba. No ano passado a gente também ficou assim [esperando a classificação] e não deu”, disse Lorrane.

Entre os homens, o Brasil havia garantido a vaga por equipes já no Mundial do ano passado, ao terminar na oitava colocação na final.

Ricardo Bufolin/CBG

Jade Barbosa se emociona após a apresentação do Brasil

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