Nory busca medalha inédita em última chance de Brasil não passar em branco.

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Paula Almeida Do UOL, em Glasgow (ESC).

  • Ricardo Bufolin/CBG

    Arthur Nory comemora após fazer boa série no Mundial de ginástica em Glasgow

    Arthur Nory comemora após fazer boa série no Mundial de ginástica em Glasgow

Solo, salto e argolas. Até hoje, o Brasil acumulou 11 de suas 12 medalhas nesses três aparelhos em Mundiais de ginástica artística (a outra foi o bronze individual de Jade Barbosa em 2007). Neste domingo, Arthur Nory pode por seu nome na história da modalidade e ainda conquistar a primeira medalha do país num aparelho antes pouco tradicional, a barra fixa. De quebra, vai tentar impedir um recorde negativo para o Brasil.

Ainda pouco conhecido do grande público, Arthur Nory foi o grande destaque da delegação brasileira no Mundial de Glasgow, que começou no dia 23 e termina hoje. Ajudou a equipe masculina a avançar à final e se classificar diretamente à Olimpíada do Rio-2016 e ainda pegou outras duas decisões: individual geral, em que terminou em 12º, e barra. No aparelho, ficou com a surpreendente terceira melhor marca das eliminatórias (15,300), algo antes impensado.

Para a final desta tarde, Nory não planeja nada novo. Quer fazer o que fez até agora em Glasgow: ser constante e apostar no básico bem feito.

“A minha série está bem limpa, e isso é um diferencial. Se você for ver, eu estou tirando notas de execução muito boas na barra, e isso é muito bom. Mas na final são os oito que vão estar disputando e eu estou nessa briga aí”, afirmou Nory, que na decisão enfrentará pesos pesados como o hexacampeão mundial individual geral Kohei Uchimura e os medalhistas olímpicos Danell Leyva e Fabian Hambuechen, seus maiores ídolos.

“Eu acho legal que há muito tempo atrás eu tinha os meus ídolos. Eu tinha fotos de três meninas e de três meninos no meu armário lá no [clube] Pinheiros. E dos meninos era o [alemão] Hambuchen, o [americano] Danell Leya e o [japonês] Uchimura. E agora eu peguei uma final e estou junto com eles. Agora eu quero tirar uma foto com eles também”, comemorou o ginasta. “Agora é manter a regularidade e a cabeça fria”.

Em jogo neste domingo também estará uma possível marca negativa do Brasil. Se Nory não subir ao pódio, será a primeira vez desde 2009 e apenas a segunda desde 2002 que o país ficará sem medalhistas em um Mundial (lembrando que nos anos olímpicos de 2004, 2008 e 2012 a competição não foi disputada).

Arthur Zanetti, medalhista nos últimos três Mundiais, era a grande aposta de pódio da delegação brasileira em Glasgow, mas não conseguiu avançar à final de argolas.

Apesar da possibilidade de passar em branco na Escócia, a seleção masculina atingiu seu objetivo maior que era se classificar para a Olimpíada. E Nory sabe que suas boas apresentações no Mundial podem lhe render uma das sete vagas da equipe que estará no Rio.

“Pra você entrar na equipe, tem que mostrar nos treinos. E competição é competição. É a primeira vez que eu estou competindo muito bem, já faz dois anos que eu estou no Mundial e sempre tem algum aparelho que eu vacilo, alguma coisa que não sai muito bem. Mas nesse Mundial tá dando tudo certo e até o final eu vou brilhar muito ainda”.

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