Recordista do Pan, velejador afirma que Lima 2019 foi o mais marcante; confira.

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Do Zigzagdoesporte.com.br por R7.com

Aos 68 anos, Cláudio Biekarck participou de dez edições de Jogos Pan-Americanos e conquistou a décima medalha no Peru.

Foto: Jonne Roriz/COB – 10.8

Cláudio Biekarck, Isabel e Gunnar Ficker levaram a prata em Lima 2019

No Peru, Biekarck ampliou o próprio recorde ao levar a medalha de prata na classe Lightning. A história do velejador com os Jogos Pan-Americanos começou em 1975, na Cidade do México, onde conquistou a prata na classe Finn.

Os Jogos Pan-Americanos Lima 2019 marcaram a história do esporte brasileiro pelo recorde de medalhas, mas individualmente alguns atletas também realizaram grandes feitos.

Aos 68 anos, o velejador Cláudio Biekarck já chegou a Lima como o brasileiro mais velho a ganhar uma medalha e a participar de um Pan. No Peru, Biekarck ampliou o próprio recorde ao levar a medalha de prata na classe Lightning. A história do velejador com os Jogos Pan-Americanos começou em 1975, na Cidade do México, onde conquistou a prata na classe Finn. O próximo Pan disputado por Cláudio Biekarck foi em Caracas 1983, quando levou a medalha de ouro já na classe Lightning.

Depois foram mais oito Jogos Pan-Americanos e oito medalhas, sendo quatro de prata (Indianapolis 1987, Mar del Plata 1995, Winnipeg 1999 e Lima 2019) e quatro de bronze (Havana 1991, Rio 2007, Guadalajara 2011 e Toronto 2015).

Biekarck competiu ao lado de Gunnar e Isabel Ficker e enfrentou adversários com resultado expressivos, como os argentinos, que levaram o ouro e são atuais bicampeões mundiais. O velejador analisou a participação no Pan de Lima.

“Fomos crescendo no decorrer da competição, antes da última regata classificatória já tínhamos garantido uma medalha e acabamos a fase classificatória empatados com os atuais bicampeões mundiais. Fazendo um parâmetro, diria que a regata da medalha se assemelha a cobrança de pênalti no futebol. O argentino velejou melhor nessa regata decisiva, mereceu o título e nós terminamos, bastante satisfeitos, com a prata”, disse.

Encontrar um atleta de 68 anos no Pan não era comum para os organizadores e voluntários em Lima, o que fez Cláudio Biekarck enfrentar duas situações curiosas em Lima. “Na primeira, fui retirar um brinde na recepção e a atendente falou que era só para atletas. Na segunda, fui retirar meu lunch box e a atendente também falou que era só para atletas. Não preciso nem falar como as duas ficaram constrangidas ao verem minha credencial.”

Santiago 2023

Depois de dez Jogos Pan-Americanos e 10 medalhas, Cláudio Biekarck poderá ampliar ainda mais o seu recorde no Pan que será realizado em Santiago, no Chile, em 2023, mas prefere ser cauteloso.

“No momento não penso em 2023. Se, na época, achar que estou em condições de continuar a representar bem o país, pode até ser que encare mais esse desafio.” Para ser manter em alto nível e garantir mais uma medalha para o Brasil aos 68 anos, Cláudio dá a receita do sucesso. “Tenho uma vida bastante regrada, e estou em contato constante com a vela. Quando temos alguma competição importante, aumentamos o ritmo de treinos e de participação em competições”, disse.

Campanha brasileira em Lima

Além do desempenho histórico da delegação brasileira, que levou 171 medalhas e terminou na segunda colocação no quadro de medalhas, a vela brasileira também bateu o próprio recorde em Lima 2019. Foram nove medalhas no total, sendo cinco de ouro, duas de prata e duas de bronze. O melhor desempenho da vela havia sido em Guadalajara 2011, quando o Brasil saiu com sete medalhas (cinco de ouro, uma de prata e uma de bronze).

Atleta mais velho do time Brasil e velejador mais experiente do grupo, Cláudio Biekarck destacou os motivos que levaram o país a ter o resultado expressivo nos Jogos Pan-Americanos. “Acredito que pela excelência da equipe técnica e do pessoal de apoio que nos acompanhou e por outros fatores que foram se concretizando no decorrer do evento. O espírito de equipe que se formou, com todos bastante empenhados e focados em dar o seu melhor, todos se ajudando e se incentivando mutuamente, ao trabalho e a experiência demonstrada por toda a equipe técnica e de apoio, são fatores que colaboraram com o expressivo resultado conquistado pela vela.”

Cláudio Biekarck possui três participações em Jogos Olímpicos como velejador: Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980. Apesar de não ter conquistado medalha, o velejador tem papel fundamental no sucesso do Brasil em Olímpiadas. Cláudio foi o técnico de Robert Scheidt entre 1996 e 2004, período em que Scheidt conquistou três medalhas olímpicas (duas de ouro e uma de prata) na classe Laser. A Lightning, classe em que Biekarck disputou o Pan, não faz parte do programa olímpico de Tóquio 2020.

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