Régis Pitbull, ex-Corinthians, assume drama com crack. Entenda o fato.

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Do Zigzagdoesporte.com.br por espn.com.br

Régis Pitbull teve passagens por CorinthiansVasco e Ponte Preta, além de clubes de Portugal, Japão e Emirados Árabes em 16 anos de carreira no futebol. Hoje, o ex-atacante vive um drama contra as drogas.

Em entrevista publicada pelo portal UOL nesta sexta-feira (25), o ex-jogador e atualmente com 43 anos revelou que tenta se livrar do vício no crack.

“O futebol me deu tudo, a droga me tirou quase tudo e agora eu estou aqui. Do lado dos amigos que me ofereceram uma mão no escuro, estou tentando me reerguer”, disse Régis.

“Eu fico bem hoje com duas pedras de crack por dia, uma antes de dormir, outra depois de acordar. O que é muito menos do que eu usava há pouco tempo atrás”, completou.

Há algumas semanas, um vídeo no qual Régis Pitbull aparece recebendo dinheiro de um motorista de ônibus circulou nas redes sociais. Ele, no entanto, nega que estava pedindo esmola.

“Se eu fosse branco, o vídeo seria só ‘um cara recebendo um troco dos amigos’. Mas eu sou preto. Um preto ganha um dinheiro de madrugada e ele já está pedindo esmola”, declarou.

O ex-atacante falou também que é usuário de drogas há bastante tempo, mas foi após deixar o futebol, em 2012, que o problema aumentou.

“O pessoal pensa que só pobre usa droga. No meu mundo só tinha patrão, jogador, empresário, famoso. Todo mundo ali usando e você acaba querendo curtir também. Voltando para casa, eu tinha vontade de dar um ‘continue’ na vibe que tinha tido com os caras. E eu sabia onde conseguir as coisas na quebrada”, explicou.

“Maconha eu fumava desde sempre. Cocaína, experimentei, mas não gostei. Quando eu parei de jogar, sozinho no meu apartamento, passava o dia todo usando crack. Mas eu nunca fiz isso na frente da minha família. O meu B.O. eu assumo sozinho. Quando ficava difícil conseguir na favela, eu pegava meu carro e ia buscar na cracolândia”, contou Pitbull.

Atualmente, Régis conta com a ajuda de amigos. Além disso, o esporte segue presente na vida do ex-jogador. Ele, inclusive, tira o próprio sustento atuando em partidas de times da várzea aos fins de semana.

“Para ser sincero, se não fossem meus amigos, o futevôlei e o jiu-jitsu, que comecei a praticar depois que larguei o futebol, talvez eu estivesse numa cracolândia hoje. Eu estava vendendo minhas coisas — roupa, telefone, camisas de time, ouro, carro -, tudo para comprar o bagulho. Quando dá vontade, é osso segurar. Mas eu nunca roubei, nunca fiquei usando na rua, o meu problema eu resolvo sozinho”, afirmou.

“Na batalha contra essa doença, já me internei em clínica de recuperação e fiz parte dos Narcóticos Anônimos. Esses meses na clínica me ajudaram a entender melhor a doença, mas hoje não quero mais contato com médico, psicólogo, nada. Meus médicos serão os meus amigos e, com eles, vou ficar longe do crack”, explicou.

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