27/09/2021

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Por Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br direto da redação.

Brasil tem pior participação no judô em 17 anos e liga sinal de alerta.

Confederação Brasileira de Judô | Facebook

O Brasil encerra sua participação no judô nas Olimpíadas de Tóquio com apenas dois bronzes e com um grande sinal de alerta ligado para o futuro. É a pior participação do país desde os Jogos de Atenas, na Grécia, em 2004. Justamente no momento em que as grandes gerações dos últimos anos vão chegando perto do final de suas carreiras.

O resultado em terras japonesas preocupa. Thiago Camilo, dono de duas medalhas olímpicas (Sydney-2000 e Pequim-2008) e um ouro em Mundial (Rio-2007), avaliou que é hora de repensar algumas coisas.

“O Brasil teve um resultado abaixo do esperado. A pandemia prejudicou todos, o mundo estava na mesma situação. Realmente foi um resultado um pouco abaixo do esperado. Tem que melhorar o sistema. Eu não estou muito envolvido com a Confederação Brasileira, mas na minha opinião precisa de uma reformulação no sistema. Eu acho que a gente precisa dar um passo para trás, fazer uma análise do que precisa mudar e traçar”, disse Camilo durante a transmissão do SporTV.

“A gente vê outros países tendo bons resultados. Eu sempre uso o exemplo do Japão. O pior resultado deles foi nos Jogos de Londres em 2012. E oito anos depois olha o que eles fizeram. O Inoue, atual head coach do Japão que é campeão olímpico e tri do mundo, deu uma declaração e disse ‘o mundo aprendeu com o Japão, agora está na hora do Japão aprender com o mundo’. Ele pegou a comissão técnica e rodou o mundo analisando e estudando com a equipe multidisciplinar. Agora eles ganharam quase todas as categorias disputadas”, completou.

O Brasil vem de três Olimpíadas seguidas melhores no judô. Foram três bronzes em 2008, um ouro e três bronzes em 2012 e um ouro e dois bronzes em 2016. Em 2004, como agora, foram dois bronzes – um com Leandro Guilheiro (até 73kg) e outro com Flávio Canto (até 81kg).

Vale ressaltar que em Tóquio a performance é melhor que em Atenas, pouco, mas é, já que o país conseguiu ainda três sétimos lugares, com Ketleyn Quadros (até 57kg), Maria Suelen (acima de 78kg) e Rafael Silva, o Baby (acima de 100kg), enquanto na Grécia apenas Edinanci Silva (até 78kg) alcançou tal posição.

A verdade é que o resultado no Japão não chega a ser tão surpreendente assim. Ele é próximo do que tem acontecido nos Mundiais da modalidade nos últimos anos.

Em junho, por exemplo, o Brasil conquistou três bronzes em Mundial bem mais esvaziado, sem contar com a presença de algumas grandes estrelas que estavam se poupando para as Olimpíadas. Vale lembrar ainda que era possível inscrever mais de um atleta por categoria. Duas das medalhas, inclusive, vieram no peso pesado feminino.

Também foram três bronzes em 2019 e apenas um bronze em 2018. O último grande Mundial do Brasil foi o de 2017, com um ouro, duas pratas e dois bronzes.

A maior preocupação é com a renovação. Essas medalhas todas costumam vir com Mayra Aguiar (29 anos), Rafaela Silva (29), Rafael Silva (34) e Maria Suelen (32). Ketleyn Quadros (33) e Maria Portela (33) também fazem parte da geração passada.

Rafaela e Mayra ainda devem lideram a equipe na próxima Olimpíada. Tóquio também trouxe uma boa notícia. Daniel Cargnin, de 23 anos, mostrou que está pronto e já conquistou o bronze. Além dele, o Brasil conta com Bia Souza (23) pronta para assumir o posto nos pesos pesados. Ela é uma das que conquistou medalha neste último Mundial.

Mas o sinal de alerta está ligado. E o trabalho precisará ser duro para Paris já ter um desempenho melhor.

 

Brasil vence a França pelo vôlei masculino em Tóquio.

Em jogaço, Brasil vence a França e fecha a fase de grupos em Tóquio
Depois de 03 hs de jogo o Brasil pode comemorar o triunfo sobre os franceses em Tokyo.

Neste domingo, o Brasil conseguiu um importante resultado em seu último jogo na fase de grupos do vôlei masculino em Tóquio. Na Arena Ariake, a equipe comandada por Renan dal Zotto derrotou a França por 3 sets a 2, com parciais 25/22, 37/39, 25/17, 21/25 e 20/18.

A França começou na frente do placar no primeiro set, porém o Brasil rapidamente tomou o controle do jogo. Lucarelli e Wallace comandaram os ataques da equipe, que manteve a vantagem até o fim da parcial, fechando em 25/22 com um erro de saque de Ngapeth, destaque do adversário.

O segundo set foi mais duro para os brasileiros. A França esteve à frente do placar na maior parte da parcial, porém o time comandado por Renan cresceu na reta final e levou a disputa para a decisão por melhor de dois. Após diversas alternâncias, os europeus fecharam em 39/37, com uma largada de Ngapeth, após 51 minutos.

No terceiro set, o Brasil voltou mais seguro defensivamente, encaixando no bloqueio e com uma melhor cobertura. O grande destaque da equipe foi Lucão, que somou seis pontos na parcial, sendo quatro deles em bloqueio. Inclusive, foi dessa forma que os brasileiros fecharam o set, fazendo 25/17.

O Brasil começou imprimindo um ritmo forte no quarto set, abrindo uma vantagem de quatro pontos. No entanto, com alguns erros bobos no ataque e Ngapeth voando do outro lado, a equipe viu os franceses assumirem a dianteira e não conseguiu mais reagir. A França fechou em 25/21, com uma largada de Patry.

O início do Brasil no tie break foi avassalador, abrindo 4/0. Apesar disso, o time não conseguiu manter o nível e viu os ataques dos adversários entrarem, tornando a disputa equilibrada até o final. Com dois ataques seguidos de Leal, os brasileiros fecharam por 20/18.

Com o resultado, o Brasil chegou aos dez pontos, ocupando momentaneamente a primeira colocação do grupo A. O Comitê Olímpico Russo ainda joga pela última rodada e pode retomar a liderança. O adversário dos brasileiros nas quartas dependerá da classificação final.

 

Tenistas brasileiras recebem bronze e relatam emoção no pódio olímpico.

De surpresa a favoritas? Laura Pigossi e Luisa Stefani recebem medalha e  dizem: "Primeira de muitas" | olimpíadas | ge
Enfim, as tenistas brasileiras receberam suas medalhas. Parabéns garotas!

Ao contrário da maioria das modalidades, Luisa Stefani e Laura Pigossi tiveram que esperar um dia para receber a medalha de bronze conquistada nas duplas femininas do tênis dos Jogos Olímpicos. Elas subiram ao pódio neste domingo, depois da final da competição.

“Eu me sinto completa agora, não tenho palavras para definir esse sentimento. Agora a espera acabou e está caindo a ficha do que a gente conquistou, não tenho palavras”, destacou Laura Pigossi.

A medalha é um presente de aniversário antecipado para as brasileiras. Laura Pigossi completa 27 anos nesta segunda. Já Luisa Stefani faz 24 anos no dia 9 de agosto. “Parabéns, você é gigante, a gente conseguiu. Passou muito rápido”, disse Laura, olhando para a parceira. “É meu aniversário e ganhei o melhor presente de aniversário da minha vida. Esse presente conquistado vale muito mais porque foi muito suor, muito choro”, emendou a tenista.

Luisa Stefani contou uma particularidade durante a cerimônia deste domingo. “Ouvindo o hino das meninas tocando (da República Tcheca), mas na minha mente estava pensando no nosso também. Nossa, um sentimento indescritível”, afirmou.

O ouro das duplas femininas ficou com as tchecas Krejcikova e Siniakova, que superaram as suíças Bencic e Golubic em dois sets. Para o Brasil, a competição foi histórica, já que o país nunca havia conquistado uma medalha olímpica no tênis.

“Temos que voltar nos aros para agradecer. Acho que gratidão é a palavra da semana. Tudo que eu passei essa semana, todas as memórias,

não estou sabendo como lidar com os sentimentos , com tudo o que está acontecendo. Só quero sentir essa medalha aqui. É um prazer enorme estar com essa medalha no peito. E essa aqui é pro Brasil”, comentou Laura Pigossi.

 

Bruno Fratus realiza sonho e leva o bronze no 50 mts.

Histórico! Bruno Fratus conquista o bronze olímpico e coroa regularidade de  mais de dez anos

Acabou a espera: Bruno Fratus está no pódio da natação nas Olimpíadas! O melhor nadador brasileiro dos últimos tempos brigou muito e ficou com a medalha de bronze nos 50m livre, a prova mais nobre do esporte.

O ouro não tinha jeito! Foi do fenômeno norte-americano Caeleb Dressel, que ainda quebrou o recorde olímpico que era de Cesar Cielo, com 21.07. A prata foi para o francês Florent Manadou, com 21.55, apenas dois centésimos a frente de Fratus.

Está entalado desde 2011. Depois 2012, que fiquei no quase naquela Olimpíada. É o grito de finalmente ser medalhista olímpico, finalmente realizei meu sonho que começou quando eu tinha 11 anos de idade. Não teria sido sem o suporte, apoio e amizade de todo mundo. E não teria sido sem a palavra de quem duvidou também. É para vocês também”, disse Bruno.

É a terceira Olimpíada do nadador brasileiro. Nas outras duas, o gostinho do ‘quase’ acabou ficando entalado. Fratus foi quarto colocado em Londres-2012 quando tinha apenas 23 anos e sofreu com uma lesão na Rio-2016, quando já chegava como um dos favoritos e terminou em sexto.

É a 9ª medalha do Brasil em Tóquio. O país agora tem um ouro (Ítalo Ferreira no surfe), três pratas (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e cinco bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na nataçãoDaniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô e a dupla Pigossi-Stefani no tênis).

Na história, a natação se consolida como o quarto esporte que mais deu medalhas ao Brasil. Agora são 16 no total: um ouro, quatro pratas e 11 bronzes. Só judô (24), vela (18) e atletismo (17) subiram mais vezes ao pódio.

 

Rebeca Andrade conquista medalha de ouro inédita para o Brasil.

Rebeca Andrade voltou a fazer história neste domingo! Depois de ser prata no individual geral da ginástica artística, a primeira medalha da história das ginástica feminina do Brasil, a brasileira conquistou sua segunda medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Dessa vez, Rebeca levou a medalha de ouro na final do salto com uma nota de 15.083, foi a primeira medalha dourada da história da ginástica feminina brasileira.

É a 10ª medalha do Brasil em Tóquio. O país agora tem dois ouros (Ítalo Ferreira no surfe e o de Rebeca), três pratas (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e cinco bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na nataçãoDaniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô e a dupla Pigossi-Stefani no tênis).

Skinner, dos Estados Unidos, ficou com a prata e Seojong Yeo, da Coréia do Sul, com o bronze.

Rebeca abriu seus saltos com um 15.166, que teve 0,1 descontado porque a brasileira pisou na linha quando pousou. Na sequência, fez um salto um pouco mais simples, mas executou de maneira brilhante e cravou 15.000. Com isso, conseguiu sua média de 15.083 e assumiu a liderança provisória.

Na sequência da brasileira, uma das principais adversárias de Rebeca foi ao salto, mas teve uma performance muito abaixo do esperado. Jade Carey, dos Estados Unidos, fez apenas 11.933 no primeiro e 12.900 no segundo, ficando com média de 12.416.

Quando Akhaimova, do Comitê Olímpico Russo, entrou para fazer seu salto, Rebeca já tinha no mínimo a prata garantida. A russa fez 14.683 e Rebeca ficou com o ouro.

 

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