13/04/2024

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Final da Superliga feminina tem novo duelo entre ‘Fergusons do vôlei’; confira.

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Igor Resende, para o ESPN.com.br.

Divulgação CBV

Luziomar e Bernardinho colocam projetos frente a frente de novo
Luziomar e Bernardinho colocam projetos frente a frente de novo

De um lado o Rio de Janeiro, do outro o Osasco. O duelo não é novidade alguma na decisão da Superliga feminina de vôlei – foram nove confrontos decisivos seguidos até a temporada passada, quando o Sesi tirou os rivais paulistas na semifinal. Mas também há outro duelo que também não é novidade alguma e que por vezes passa batido.

Bernardinho de um lado, Luizomar de Moura do outro. Um verdadeiro duelo de ‘Fergusons’ do vôlei.

O primeiro dispensa apresentações. Campeão olímpico e figura central do crescimento do vôlei brasileiro, Bernardinho está no Rio de Janeiro desde o início do projeto da equipe, em 2004. Foi ele quem construiu o clube que hoje é a maior campeã da história.

Bernardinho tem carta branca para fazer o que quiser. E exerce todo o seu tamanho para conseguir coisas que poucos conseguiriam. Convenceu, por exemplo, que a esposa Fernand Venturini voltasse a jogar para conduzir a equipe dentro das quadras. Depois, fez de tudo para postergar ainda mais a aposentadoria de Fofão para que ela assumisse esta função.

O resultado foi imediato. Logo na primeira temporada, foi vice-campeão nacional. Depois, emendou uma série de quatro títulos seguidos. Está em sua décima final consecutiva, com seis títulos conquistados. E isso tudo sem largar o comando da seleção masculina.

Luizomar é menos aclamado. Mas faz um trabalho tão bom quanto o de Bernardinho. E acabou tendo uma importância para a história do Osasco que poucos podem dizer que tem. Em 2009, a então patrocinadora Finasa resolveu que ia cortar os investimentos no voleibol. Seria o fim de um dos clubes mais tradicionais do país. Luizomar foi peça fundamental nas discussões, foi atrás da prefeitura, conseguiu a Nestlé como nova mantenedora e impediu o fim.

Das nove finais seguidas entre as duas equipes, Luizomar participou de oito. E ganhou dois títulos. Também com o papel de montar e desmontar a equipe da forma que quer – e que consegue com o dinheiro que tem -, se destacou – e muito – a ponto de assumir a importante função de ser o treinador das seleções de base femininas do país.

Os dois ficam frente a frente mais uma vez a partir das 10h deste domingo, no Rio de Janeiro.

Duelo de peso em quadra – O Rio de Janeiro se classificou para os playoffs em primeiro lugar, com 23 vitórias e apenas uma derrota, somando 67 pontos. Não fosse pelo tropeço diante do Sesi-SP na última rodada, a equipe teria fechado a temporada regular de maneira invicta. Para chegar à decisão, o Rio venceu São Caetano e Minas nas quartas e semi, respectivamente, fechando a série em 2 a 0.

O Osasco, por sua vez, foi o terceiro na classificação geral, com 19 triunfos, cinco derrotas e 54 pontos conquistados. Para seguir vivo na briga pelo sexto título, Osasco passou por Brasília e Pinheiros, também por 2 a 0.

“Como são duas equipes que se conhecem muito bem, eu acho que a tática do jogo vai ser o segredo da final”, avalizou Fofão. “A gente sabe que é um time que tem uma leitura muito boa, tem duas centrais que jogam muito bem, bloqueiam muito bem. Na semifinal, esse foi o melhor fundamento delas, então nós vamos ter alguns cuidados especiais”.

“Um dos nossos segredos tem sido o bom saque, e o bloqueio e a defesa também fizeram a diferença nos jogos contra o Sesi. A proposta é seguir reproduzindo no jogo o que estamos fazendo nos treinos”, avaliou Camila Brait, líbero do Osasco. Para evitar que as comandadas do técnico Luizomar explorem esse aspecto de seu time, Bernardinho planeja “alongar o jogo e trocar as bolas”.

“Estamos trabalhando muito neste sentido. Assim, teremos chance. Dificilmente uma equipe consegue atropelar Osasco. Mas se tiverem oportunidade, elas podem nos atropelar”, explicou o treinador, exaltando a força das adversárias. “É uma equipe com muitos valores e muita força. Ocasionalmente conseguimos vencê-las, como aconteceu nesta temporada, mas é preciso ter esse cuidado em mente”, lembrou o treinador carioca, referindo-se às vitórias de suas atletas sobre o Oasasco no turno e returno por 3 sets a 0 e 3 sets a 2, respectivamente.

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