23/02/2024

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México recebe a Nova Zelândia com objetivo de definir vaga na Copa

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Do ZigZag do Esporte com agência AFP/Repescagem da Copa de 2014.

O México recebe a Nova Zelândia nesta quarta-feira, na partida de ida da repescagem intercontinental para a Copa do Mundo do Brasil de 2014, com o objetivo de abrir boa vantagem e superar uma das piores eliminatórias de sua história.

Após classificar-se de maneira direta nos últimos cinco Mundiais, o ‘Tri’ só conseguiu garantir a vaga na repescagem de maneira na reta final destas eliminatórias e segue sob a ameaça de ficar de fora da competição pela primeira vez em 24 anos.

Durante o hexagonal final das eliminatórias da Concacaf, a equipe mexicana fez péssima campanha, especialmente jogando em casa, onde empatou sem gols com Jamaica, Estados Unidos e Costa Rica, além de ser derrotada por Honduras. Diante de sua torcida, só venceu o Panamá.

Pela Concacaf, Estados Unidos, Costa Rica e Honduras ficaram com as três vagas diretas na Copa de 2014. Para o México, sobrou apenas a generosa possibilidade de disputar um lugar no Mundial pela repescagem. Para isso, a Federação decidiu contratar com um novo técnico, o quarto em menos de um mês.

José Manuel de la Torre, Luis Fernando Tena e Víctor Manuel Vucetich foram demitidos durante as eliminatórias. O quarto técnico é Miguel Herrera, contratado somente para comandar o México nesta repescagem contra a Nova Zelândia.

Herrera foi escolhido como novo técnico do Tri apenas em 18 de outubro e, como primeira mudança, colocou como base para a seleção a equipe do América, equipe que dirigia até ser chamado, reforçando-a exclusivamente com jogadores do campeonato local.

O novo treinador decidiu enfrentar a partida mais importantes nos últimos anos para o México sem jogadores como Javier ‘Chicharito’ Hernández (Manchester United) e Giovani dos Santos (Villarreal), argumentando que viajar ao México para o jogo de ida e, logo em seguida, à Nova Zelândia, representaria um desgaste contraproducente.

O México de Herrera teve apenas três jogos de preparação, dois deles diante de equipes de divisões inferiores do futebol mexicano e um contra a Finlândia, vencendo todos.

“Podemos ganhar as duas partidas”, garantiu Herrera, um técnico de personalidade forte que preza o futebol ofensivo. “Vamos com tudo fazer valer nosso mando de campo. Esperamos viajar à Nova Zelândia com uma boa vantagem”, antecipou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira.

Nova Zelândia com a base do Mundial da África do Sul-2010 Já para a Nova Zelândia, o caminho rumo ao Mundial foi mais tranquilo e, como representante da Confederação da Oceania, jogar a repescagem para chegar à Copa é uma obrigação.

Os ‘All Whites’ passaram por duas fases de grupos e em ambas terminaram como líderes, chegando até a seis vitórias em seis partidas na chave final.

Diferentemente de Herrera com o México, o técnico neozelandês Ricki Herbert não abriu mão dos jogadores que atuam nas ligas europeias.

Herbert convocou os zagueiros, Tommy Smith (Ipswich Town, Inglaterra) e Bill Tuiloma (Olympique de Marselha, França), os meias Craig Henderson (Mjallby Aif, Suécia) e Chris James (Kuopion Palloseura, Finlândia), e os atacantes Rory Fallon (St Johnstone, Escócia), Marco Rojas (Stuttgart, Alemanha) e Chris Wood (Leicester City, Inglaterra).

O capitão neozelandês, o zagueiro Winston Reid, porém, acabou sendo cortado no dia 6 de novembro após sofrer um lesão no tornozelo no treino de sua equipe, o West Ham inglês.

Com estes jogadores como principais nomes, a Nova Zelândia busca participar de sua terceira Copa do Mundo, após os Mundiais de 1982 e 2010.

Dos 23 jogadores que estiveram na África do Sul em 2010, onde terminaram invictos ao empatar com Eslováquia, Itália e Paraguai, 14 fazem parte da delegação que está concentrada para enfrentar o México.

Em contraste, dos jogadores que a seleção mexicana levou para a Copa do Mundo de 2010, somente três participarão da repescagem, o veterano Rafael Márquez, Francisco Javier Rodríguez e Paul Aguilar.

Sobre o adversário, o técnico Herbert declarou que o México lhe parecia “muito vulnerável”, com jogadores “nervosos e em dúvida”, mas também reconheceu que “é uma boa equipe que, num bom dia, pode derrotar qualquer seleção”.

A Nova Zelândia chegou ao México na segunda-feira à noite, e Herbert acredita que os jogadores não devem sentir muito a altitude da Cidade do México (2.248 metros).

A partida tem início marcado para as 18h30, horário de Brasília, no estádio Azteca da Cidade do México, com capacidade para 105.000 espectadores.

O hungáro Viktor Kassai apitará o jogo e terá os compatriotas Gabor Eros e Gyorgy Ring como assistentes.

A partida de volta será realizada em 20 de novembro no estádio Westpac da Wellington.

Escalações prováveis:

México: Moisés Muñoz, Juan Carlos Valenzuela, Rafael Márquez, Francisco Javier Rodríguez, Paul Aguilar, Miguel Layún, Juan Carlos Medina, Carlos Peña, Luis Montes, Oribe Peralta e Raúl Jiménez (ou Aldo de Nigris). T: Miguel Herrera.

Nova Zelândia: Glen Moss, Andrew Durante, Tommy Smith, Ivan Vicelich, Tony Lochhead, Aaron Clapham, Leo Bertos, Michael McGlinchey, Kosta Barbarouses, Shane Smeltz, Chris Wood. T: Ricki Herbert.

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