21/02/2024

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Por briga em Joinville, Atlético-PR perde mando de 12 jogos; Vasco é punido com oito partidas

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A data veio bem a calhar, uma sexta-feira 13. E os lamentáveis incidentes de violência na partida entre Atlético-PR e Vasco, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 8 de dezembro. Atlético-PR e Vasco acabaram punidos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. Em julgamento de quase cinco horas, o clube paranaense, incurso em quatro artigos, pegou 12 jogos de suspensão com metade deles de portões fechados, além da multa de R$ 140 mil. Visitante, o Vasco, incurso em dois artigos do CBJD, teve pena mais branda, com oito jogos de suspensão, metade com portões fechados, e multa de R$ 80 mil.

Já as Federações Paranaense e Catarinense acabaram absolvidas, assim como o árbitro Ricardo Marques Ribeiro. Os punidos ainda podem recorrer da decisão no Pleno do STJD.

“Não estamos julgando o Atlético-PR ou o Vasco. O julgamento é nacional, é internacional. Eu que sou um simples auditor achei que ia dar problema”, disse o presidente da Quarta Comissão Disciplinar do STJD, Paulo Bracks.

Reuters

Policiais disparam balas de borracha durante a briga entre torcedores de Atlético-PR e Vasco
Policiais disparam balas de borracha durante a briga

O julgamento começou exatamente às 12h58, dois minutos antes do previsto inicialmente. O presidente da Quarta Comissão do STJD, Paulo Bracks, passou a palavra ao relator do processo, o auditor Wanderley Godoy, que leu o processo. Em seguida, provas em vídeo trazidas pelas quatro partes – Vasco, Atlético-PR e Federações Catarinense e Paranaense. Os vídeos continham as imagens de violência e entrevistas com o comandante da polícia militar de Joinville.

A partir daí se deu início aos depoimentos. Primeiro, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi o convocado. Ele argumentou que fez todas as verificações necessárias para segurança antes da partida. Ele garantiu desconhecer ação civil pública do Ministério Público de Santa Catarina que impedia a participação da polícia militar na partida. Sobre o fato de a partida ter demorado mais do que 60 minutos para ter seu reinício, contrariando a determinação do Regulamento Geral das competições da CBF, ele se explicou.

“A nossa decisão de dar reinício ao jogo foi dentro dos 60 minutos. Eu tinha convicção e já que tinha mantido contato com o policiamento que me garantiu que um maior efetivo estaria dentro do jogo. Em razão disso, esses 13 minutos que excederam foram para retirar quem estava em campo de jogo, como dirigentes e imprensa”, disse Ricardo Marques Ribeiro.

Gazeta Press

Briga entre torcedores do Atlético-PR e do Vasco em Joinville
Briga entre torcedores do Atlético-PR e do Vasco em Joinville

Em seguida, Marcos Cruz, responsável pela segurança do Atlético-PR, foi chamado. Ele explicou o porquê de contratação de uma empresa particular de segurança para o evento e confirmou que eram cerca de 90 homens no estádio. Disse, ainda, que os funcionários deveriam apenas fiscalizar a entrada e observar a movimentação das torcidas. Perguntado pela advogada do Vasco, Luciana Lopes, se ele sabia que o Regulamento Geral de Competições da CBF proíbe que haja segurança particular no entorno do estádio, ele respondeu:

“Sim, mas não domino totalmente este assunto”, disse Cruz.

Indagado pelo presidente da sessão, Paulo Bracks, se ele considerava que ter havido falha da segurança durante a partida, Cruz foi direto:

“De maneira alguma”, completou.

Foi a vez, então, da ação dos advogados de cada parte. Domingos Moro, de forma até explosiva, defendeu o Attlético-PR com unhas dentes e argumentou que a CBF era a responsável pelo local da partida. Além disso, ressaltou que a punição com portões fechados, proposta pela procuradoria do STJD, não constava no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), ainda assim o Atlético-PR estava disposto a aceitar tal procedimento.

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“Esta é a mudança, que o Atlético-PR está disposto a mudar. Bom Senso não é só no calendário, é entender o limite de cada um. Todos temos um limite de ação e os clubes de futebol não diferentes”, afirmou Domingos Moro.

Diante da atuação destacada de Domingos Moro, Luciana Lopes, do Vasco, subiu ao palanque. E engrossou o coro de que a penalidade com perda de mando de campo não tem resultado algum no combate à violência.

“O Club de Regatas Vasco da Gama sobe de novo para lamentar as imagens. Não são torcedores, são marginais. O Regulamento Geral das Competições, em seu artigo 6, diz que compete às Federações locais a segurança da partida. O Vasco nem participou da reunião de segurança e pede absolvição”, afirmou Luciana Lopes.

Em defesa das federações estiveram Osvaldo Sestário, o mesmo do caso da Portuguesa com Hevérton, que defendeu a Federação Parananense. Como argumento, ele disse que os paranaenses tiveram participação apenas financeiras, por receber A Federação Catarinense foi representeada pelo próprio presidente, Delfim Pádua. E, ao final, coube ao ex-árbitro Giuliano Bozzano fazer a defesa do árbitro do jogo, Ricardo Marques Ribeiro.

 

Fonte: ESPN

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