01/03/2024

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Brasil festeja recorde de pódios e medalhas no Parapan e vê caminho certo para Paris. VEJA !

4 min read

Por Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br

Delegação brasileira fecha os Jogos Parapan-Americanos na liderança do quadro de medalhas, e presidente do CPB faz balanço: “Mais do que cumprimos todas as metas”.

O Brasil dominou o pódio dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago e fechou a competição na liderança do quadro de medalhas. Foram 343 pódios no Chile – 156 ouros -, superando o recorde da própria delegação brasileira, com 308 conquistas em Lima 2019. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) festejou a campanha no Parapan e se animou para as Paralimpíadas de Paris, em 2024.

– Nós mais do que cumprimos todas as metas. Nosso resultado de Lima era bastante expressivo. Tínhamos esse desafio de superar esses números tão grandiosos, mas nossos atletas surpreenderam todos nós e superaram todas as metas. Os Jogos Parapan-Americanos são um termômetro. Vamos aprimorar para Paris – disse Mizael Conrado, presidente do CPB.

Nas Paralimpíadas de Tóquio, o Brasil teve sua melhor campanha em uma edição dos Jogos. Foram 72 medalhas, sendo 22 de ouro, figurando na sétima posição do quadro de medalhas. A expectativa do CPB é conquistar entre 75 e 90 medalhas em Paris 2024. Os resultados de Santiago indicam que a meta é factível.

– Temos muitas lições que levamos daqui para Paris para cumprir com esse objetivo que é fazer a melhor campanha da história. O Brasil teve (em Santiago) atletas consagrados, mas também teve atletas jovens. Cerca de 40% dos atletas não haviam disputado nenhuma edição do Parapan. Atletas com 15, 16 anos, conquistando medalha de ouro, batendo recordes. Isso para a gente é muito gratificante, mostra que estamos no caminho certo. O brasileiro pode esperar que vem mais por aí – disse Mizael.

Campeão paralímpico em Tóquio, Nathan Torquato conquistou o bi parapan-americano com uma virada na final da categoria até 63kg do taekwondo. O atleta de 22 anos vai ser o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento dos Jogos de Santiago, às 21h deste domingo, com transmissão ao vivo do sportv.

Nathan Torquato_Parapan 2023 — Foto: Alessandra Cabral/CPB

         Nathan Torquato_Parapan 2023 — Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Brasil foi ao pódio em todas as 17 modalidades dos Jogos Parapan-Americanos de Santigo e só não conquistou ao menos um ouro em três esportes: basquete em cadeira de rodas, rugby em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas. O motor da delegação verde-amarela foi a natação, que bateu o recorde de títulos com 67 medalhas douradas. Também faturaram medalhas de ouro o atletismo (34), o badminton (9), a bocha (5), o ciclismo (5), o futebol de cegos (1), o futebol PC (1), o goalball (1), o halterofilismo (7), o judô (6), o taekwondo (4), o tênis de mesa (13), o tiro com arco (1) e o tiro esportivo (2).

Equipe de natação do Brasil celebra recorde de medalhas no Parapan — Foto: Saulo Cruz/CPB

          Equipe de natação do Brasil celebra recorde de medalhas no Parapan — Foto: Saulo Cruz/CPB

Dos 324 atletas brasileiros em Santiago, 132 estrearam em Jogos Parapan-Americanos, o que equivale a 40,7% da delegação. O CPB ressalta a renovação da delegação e aponta que mais de 100 das 338 medalhas do Brasil foram conquistadas por estreantes.

Douglas Matera foi o maior medalhista do Brasil em Santiago. O nadador da classe S12 (para pessoas com deficiência visual) faturou oito medalhas de ouro. A natação ainda teve como destaques Samuel Oliveira (sete ouros), Carol Santiago (seis ouros), Gabriel Araújo (cinco ouros) e Gabriel Bandeira (cinco ouros).

O Brasil quebrou 105 recordes dos Jogos Parapan-Americanos, além de 14 recordes das Américas e dois recordes mundiais. Campeã paralímpica e mundial do lançamento de disco F53 (para pessoas que competem em cadeira), Beth Gomes lançou a 17,80m para estabelecer a melhor marca da história da prova – o recorde anterior era da própria Beth, com 17,12m.

Um título marcante do Parapan foi o de Brenda Freitas. Antes de embarcar para Santiago, a judoca realizou o sonho de conhecer os cantores do RBD. Foi depois de um show da banda em 2006 que a atleta começou a perder a visão por causa do vírus herpes. O encontro com os ídolos foi um incentivo a mais para o ouro de Brenda em Santiago.

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