17/04/2024

zigzagdoesporte.com.br

A sua revista eletrônica do esporte

Mundial de Snipe: Brasil é ouro, prata e bronze

3 min read

Bruno Betlhem e Dante Bianchi conquistam o bicampeonato mundial de Snipe

Do ZigZag do Esporte.

VELA.

A classe Snipe é o fusca da Vela. O projeto é antigo, a velejada é dura (especialmente para o proeiro, que faz uma força hercúlea quase o tempo todo)… Mas mesmo assim ela conquista uma legião de apaixonados no mundo todo. Está entre as classes mais populares em vários países do planeta, inclusive no Brasil. A Snipe não é olímpica, mas está no programa dos Jogos Pan-Americanos há décadas (e vai ser uma briga o dia em que tentarem tirar a Snipe de lá).

Na história da Vela brasileira, a Snipe tem um pepel fundamental. Foi num barco desse que Torben e Lars Grael conquistaram seu primeiro mundial, ainda na categoria Junior. Foi na Snipe que o gaúcho Boris Ostergren derrotou a lenda Paul Elvström. Além deles, Xandi Paradeda, Bochecha (bicampeão mundial Jr) e muitos outros grandes da Vela brasileira deixaram sua assinatura na Snipe. Neste ano, velejando em casa, Bruno Bethlem e Dante Bianchi levaram o título, pela segunda vez. Os brasileiros dominaram o pódio, o que poderia dar a falsa sensação de falta de gringos na raia. Foram nada menos que 77 inscritos, veio gente do Japão, EUA, Canadá, Noruega, Argentina, Bélgica, Colômbia, Itália, Peru, Portugal, Espanha, Equador, Uruguai e até de Cuba, coisa rara de se ver por aí.

A Velassessoria conta, desta vez com fotos bacanas de Marcos Mendez.

 Da Velassessoria – Ouro, prata e bronze. Foi assim que o Brasil terminou no Mundial de Snipe, disputado no Iate Clube do Rio de Janeiro até este sábado. Correndo em casa, Bruno Bethlem e Dante Bianchi tiveram o apoio da torcida ao cruzarem a linha e comemorarem o bicampeonato na classe, deixando para trás outras 79 duplas. Os baianos Maru Urban e Foguinho, e os gaúchos Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling completam o pódio.

“Ganhar em casa é muito bom, tem mais gente, mais torcida. Este foi o Mundial com mais barcos na história da classe e nós participamos da organização, então tem um gostinho diferente. No começo da semana tinha um vento que não estávamos acostumados e isso nos atrapalhou um pouco, fora que na primeira regata nós largamos escapados, então não foi nada fácil vencer”, disse Dante.

“Foi um dia bastante difícil, estávamos em dúvida se iam ter duas ou três regatas, então quisemos sempre velejar pra frente, ao invés de marcar as outras duplas. Vencer em casa tem um gosto especial. Nós não tivemos esta torcida em San Diego e isso nos deixou ainda mais motivados”, completa Bruno.

A largada da primeira regata foi dada pontualmente ao meio dia e já na primeira boia deu pra ver que a disputa ia ser acirrada. A troca de posições foi constante até a linha de chegada, com a vitória de Bruno e Dante.  Nas duas regatas seguintes deu Estados Unidos , com os barcos comandados por Ernesto Rodriguez e Brian Kamillar, enquanto os brasileiros seguiam na briga por posições.

“Só de termos conseguido vir para este mundial já estava bom”, disse Maru. A dupla foi a última do Brasil a conquistar a vaga para o evento e não teve muito tempo para se preparar. “Felizmente estamos acostumados com vento forte e conseguimos brigar pelo título até a última regata”, completa.

Quem também ficou feliz foi Alexandre Paradeda. Depois de um começou ruim, o campeão mundial de 2001 foi pegando ritmo de regata e ainda subiu duas posições neste sábado, para ficar com o bronze. “Estou mais do que satisfeito. Praticamente ressurgimos das trevas”, brincou ele.

 

Fonte: Sobre as Águas por Antono Alonso

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © All rights reserved. | Newsphere by AF themes.