25/05/2024

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Decote de Fernanda Lima ainda constrange iranianos na Copa.

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O vestido de Fernanda Lima no sorteio dos grupos da Copa virou polêmica no Irã.

Luis Augusto Simon Do UOL, em São Paulo.

O generoso e farto decote usado por Fernanda Lima no sorteio dos grupos da Copa do Mundo foi notícia em vários países do mundo. No Irã, não. A TV iraniana censurou pedaços da transmissão por considerá-lo impróprio e ousado.

O assunto ainda causa constrangimento entre os jogadores e dirigentes iranianos, que fazem do CT do Corinthians seu quartel-general no Brasil.

A pergunta sobre a censura causou aborrecimento ao assessor de imprensa Amir Hosseini Hosseini. Ele demonstrou o sentimento e fez um sinal ao tradutor que reclamou da pergunta.

Não foi o bastante para impedir o atacante Masoud Shajaei de responder, calmamente, em bom espanhol. “Esse assunto esteve em todos os jornais, esteve na televisão, foi muito comentado. Foi um erro. Mas não se fala mais nisso, é algo superado”.

Jogador dos Las Palmas, Shohajei, de 30 anos, tem 52 jogos e cinco gols pela seleção iraniana. Ele negou conhecer alguma ordem superior para que os iranianos não trocarem camisa com adversários após os jogos. O motivo seria a pouca quantidade de uniformes trazida ao Brasil.

“Não sei nada disso. Eu não vou trocar camisa com ninguém porque não gosto, por decisão minha. Nunca troquei camisa com ninguém”.

Mas você vai jogar contra Messi, isso não dá vontade de trocar camisa, perguntou Pablo Chiappetta, do jornal “Olé”. Shojanei passou então, de uma maneira sutil, a ironizar a seleção argentina. “Messi é ótimo, é um dos melhores, mas eu já joguei contra ele e contra Mascherano e nunca troquei camisa. É uma sensação muito boa jogar contra ele ainda mais em uma Copa no Brasil, mas é só isso”.

Ele recusou firmemente uma proposta do jornalista, que lhe “ofereceu” uma derrota por 1 a 0 contra a Argentina. “Não, não. Vamos jogar. Não queremos perder antes de começar. Nem estou pensando na Argentina, minha preocupação é com a Nigéria, o primeiro adversário”.

E, pensando pouco a pouco, Shojaei, espera chegar à segunda fase. “Seria uma alegria muito grande para nosso povo, uma honra para nosso país”.

Passar para a segunda fase é como ganhar a Copa?

“Não, isso é um exagero. Podemos ser uma surpresa sim, podemos chegar às oitavas”, disse.

Os iranianos têm a visão brasileira forjada pelos estereótipos de sempre, como mostrou Alireza Jahanbakhsh, meio campo de 20 anos que atua no NEC, da seguna divisão da Holanda. “O que eu sei é que vocês adoram futebol e de dançar, principalmente o samba. Gostaria de conhecer algo assim, mas não sei se será possível”.

O Irã está no Grupo F. Enfrenta a Nigéria em Curitiba, dia 16, a Argentina em Belo Horizonte, no dia 21, e a Bósnia, dia 25, em Salvador.

Como o sonho de Shojaee de chegar à segunda fase não deve passar mesmo de um sonho, talvez sobre um tempo para que Alireza possa tentar um passo ou outro de samba.

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