25/05/2024

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Ricciardo vence na Hungria, e Mercedes tem briga interna exposta.Confira o resultado final na Hungria.

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Do Zigzagdoesporte.com.br por ESPN.com.br.

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Daniel Ricciardo comemora a vitória no GP da Hungria
Daniel Ricciardo comemora a vitória no GP da Hungria

De longe a melhor corrida de 2014.

Talvez as provas no Bahrein e no Canadá briguem pelo mesmo posto, mas o que os espectadores em Hungaroring testemunharam teve algo a mais.

O GP da Hungria proporcionou grandes pegas, muita imprevisibilidade e emoção até a última volta. Daniel Ricciardo, mais uma vez, conseguiu deixar a favorita Mercedes para trás e ganhou pela segunda vez na temporada, provando ser o “melhor do resto”.

Faltando três voltas para o final, o australiano da Red Bull ultrapassou Lewis Hamilton e o então líder, Fernando Alonso, para vencer a 11ª etapa da Fórmula 1.

Enquanto isso, a briga interna na Mercedes escancarou de vez.

Nico Rosberg reclamou no rádio por Hamilton não deixá-lo passar, e na pista os dois se estranharam na última volta. O próprio Twitter da equipe alemã perguntou após a reclamação de Rosberg: “Alguém mais sentindo um pouco de tensão?”

No final, Alonso ficou em 2º, e o britânico chegou em 3º, logo à frente do companheiro, diminuindo a desvantagem no Mundial. Campeão mundial de 2005 e 2006, o espanhol arriscou permanecer na pista seca com pneus médios e, por muito pouco, não deu à Ferrari sua primeira vitória depois de mais de um ano e dois meses. A última foi com ele próprio, em maio de 2013, no GP da Espanha. Neste ano, sua segunda posição deste domingo é o melhor desempenho da escuderia italiana.

A prova de Hamilton também não fica atrás. O vice-líder precisou largar dos boxes, por conta de um vazamento de combustível em sua Mercedes no treino classificatório, e cruzou em terceiro. O resultado na Hungria diminui a diferença de Rosberg para Hamilton, de 14 para 11 pontos (agora 202 contra 191). Ricciardo segue em terceiro lugar, mas salta de 106 para 131 pontos, ao passo que Alonso chega a 115.

Felipe Massa fez corrida correta e terminou na quinta colocação, à frente de Valtteri Bottas, seu parceiro na Williams – oitavo em Hungaroring. O brasileiro conquista em uma única prova um terço dos pontos que tinha até então, saltando de 30 para 40.

Agora, a Fórmula 1 tem uma pausa e só volta em 24 de agosto, na Bélgica.

A prova

Com a pista molhada, Rosberg sustentou muito bem a primeira colocação garantida no treino classificatório. É verdade que ele não foi tão atacado como poderia ter sido sem chuva, mas outros pilotos – todos eles com pneus intermediários – perderam posições rapidamente no grid, como Vettel (de segundo para terceiro) e Massa (de sexto para oitavo).

Lewis Hamilton, que abandonou o classificatório depois de ter sido o dono dos melhores tempos nos três treinos livres, largou dos boxes. A ansiedade por se recuperar no grid fez com que ele perdesse o controle do carro logo na segunda curva da primeira volta. Deslize que não o tirou da corrida, porém. Nem esse nem outro logo na sequência. Aos poucos, ele foi fazendo ultrapassagens rumo à faixa de pontuação.

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Felipe Massa terminou o GP da Hungria na quinta colocação
Massa terminou o GP da Hungria na 5ª posição

Além disso, a liderança de Rosberg, que registrava voltas mais rápidas, não durou muito tempo. Uma batida forte do sueco Marcus Ericsson, da Caterham, forçou a entrada do safety car na sétima volta. Muitas equipes aproveitaram a ocasião para a alteração para pneus de pista seca, dado o final da chuva. A Mercedes e a McLaren apostaram no contrário, e o líder do campeonato se deu mal, retornando em quarto lugar, logo atrás de Massa.

O safety car precisou permanecer na pista por mais sete voltas, pois o francês Romain Grosjean também se chocou contra a barreira de pneus. Na relargada, Ricciardo foi superado por Button, mas, avisado pela McLaren de que a aposta na chuva havia sido errada, o inglês (assim como Hamilton, seu companheiro de equipe) fez um novo pit stop para trocar pneu e cedeu a ponta ao australiano mais uma vez. Quem igualmente aproveitou a saída de Button foi Massa, deixando Bottas bem atrás e registrando o melhor tempo da corrida até então, na segunda colocação.

A partir do 20º giro, à essa altura já em em sétimo (só dois postos atrás de Rosberg), Hamilton tinha Vettel como próximo alvo. Mas, diferentemente dos outros pilotos ultrapassados pelo inglês, o alemão foi presa mais difícil. A disputa teve uma pausa duas voltas depois, quando o mexicano Sergio Perez perdeu o controle em trecho ainda escorregadio do traçado e chocou sua Force India na lateral da reta dos boxes, forçando o retorno do carro de segurança.

Enquanto limpavam a pista, Ricciardo e Massa trocaram os pneus – a Williams arriscou voltar ao composto médio, na tentativa de não fazer nova parada até o final.

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Fernando Alonso à frente de um pelotão durante o GP da Hungria
Alonso à frente de um pelotão durante GP

Em franca ascensão, Alonso herdou a dianteira, à frente de Vergne e Rosberg. O espanhol logo abriu diferença confortável para o segundo colocado, que passou a ser Hamilton na volta 34. Depois de finalmente superar Vettel e dar seguimento à sua recuperação, o inglês aproveitou a segunda parada de Rosberg para subir para terceiro e, na sequência, ultrapassar Vergne. Quatro voltas depois, com Alonso nos boxes, Hamilton teve mais dois giros na primeira colocação antes de também parar.

A maior agilidade da Ferrari garantiu Alonso na frente de Hamilton no realinhamento do grid, em terceiro e quarto, respectivamente. A 25 voltas do final, a estratégia da Williams para Massa se prejudicou, pois o brasileiro precisou do terceiro pit stop, no qual renovou os pneus intermediários, o que o levou para trás de Bottas, na sexta colocação. Por sua vez, Ricciardo se manteve por bom tempo com mais de dez segundos de frente na ponta, porém foi se tornando mais lento e teve que parar de novo na volta 54, cedendo a ponta a Alonso.

O espanhol, então, teria que se sustentar com o mesmo pneu até o final da prova. Em segundo, Hamilton não ofereceu a posição a Rosberg, a contragosto do pedido do colega e líder do campeonato, que foi orientado pela equipe a ir mais cedo para os boxes. Logo ficou visível, entretanto, que os líderes não suportariam à chegada cada vez mais rápida de Ricciardo. Hamilton resistiu à primeira investida a seis voltas do fim, mas foi ultrapassado dois giros depois. Restando duas voltas, foi a vez de Alonso, com pneus bastante desgastados, ceder ao avanço definitivo e vitorioso do jovem australiano.

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Daniel Ricciardo (vencedor) e Fernando Alonso (2º) no pódio em Hungaroring
Daniel Ricciardo (vencedor) e Fernando Alonso (2º) no pódio em Hungaroring
  • Veja a classificação completa do GP da Hungria:

    1. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull)
    2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 5s2
    3. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – a 5s8
    4. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 6s3
    5. Felipe Massa (BRA/Williams) – a 29s8
    6. Kimi Räikkönen (FIN/Ferrari) – a 31s4
    7. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) – a 40s9
    8. Valtteri Botas (FIN/Williams) – a 41s3
    9. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso) – a 58s5
    10. Jenson Button (ING/McLaren) – a 1min07s2
    11. Adrian Sutil (ALE/Sauber) – 1mins08s1
    12. Kevin Magnussen (DIN/McLaren) – 1min18s4
    13. Pastor Maldonado (VEN/Lotus) – a 1min24s0
    14. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) – a 1 volta
    15. Jules Bianchi (FRA/Marussia) – a 1 volta
    16. Max Chilton (ING/Marussia) – a 1 volta

    Não completaram: Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber), Kamui Kobayashi (JAP/Caterham), Sergio Pérez (MEX/Force India), Nico Hülkenberg (ALE/Force India), Romain Grosjean (FRA/Lotus), Marcus Ericsson (SUE/Caterham).

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