Assassinato de repórter completa 40 meses, ainda sem Justiça; veja os dois lados da moeda. Veja.
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Diego Garcia e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br.

Foi em 5 de julho de 2012 – há quase 40 meses – que o radialista Valério Luiz saiu de casa pela última vez para trabalhar. Nunca mais voltou: foi friamente assassinado na porta da 820 AM, alvejado por tiros disparados por um motoqueiro. Acontecia ali o mais escabroso caso da história do jornalismo esportivo brasileiro, que até hoje segue sem solução.

Mais de três anos depois, apenas uma pessoa está presa, e a Justiça ainda não concluiu os andamentos das investigações.
São cinco os acusados de envolvimento no crime. O mais famoso deles, o então vice e hoje presidente do Atlético-GO, Mauricio Sampaio. A causa apontada pela acusação seriam as duras críticas tecidas por Valério Luiz ao cartola nos programas em que participava ao longo das semanas que antecederam a fatalidade. Ele nega veemente qualquer participação no crime.
Oito meses após o assassinato, a Policia Civil indiciou, além de Sampaio, o cabo Ademá Figuerêdo Aguiar Filho como o autor dos disparos, e apontou participações de um sargento da PM, Djalma Gomes da Silva, de um empregado de Maurício Sampaio, Urbano de Carvalho Malta, e de um açougueiro, Marcus Vinícius Pereira Xavier, o único que está preso atualmente.
Mas o que de fato ocorreu na ocasião que tirou a vida do repórter esportivo?
Para responder à indagação, a ESPN procurou ouvir os dois lados da moeda.
Primeiro, falou com o advogado Valério Luiz de Oliveira Filho, filho do jornalista assassinado, que relatou uma verdadeira sequência de fatos controversos nas investigações. São atividades suspeitas de policiais, políticos, delegados, jornalistas, juízes, desembargadores e até de um padre em um dos mais tristes episódios já vistos na imprensa nacional.
Em seguida, a reportagem também conversou com o presidente do Atlético-GO, Mauricio Sampaio, que se defendeu veemente de todas as acusações que rondam o seu nome. “É uma total injustiça, uma pilantragem e uma coisa arquitetada do capeta, uma vergonha, como diria Boris Casoy. São uns aproveitadores, o Valerinho é candidato a vereador e vai puxar o caixão do pai nas eleições”, afirmou.
No final de abril, a Justiça de Goiás manteve decisão que mandou os envolvidos a júri popular, que ainda não tem data marcada para acontecer. Também está pendente a análise de recursos da defesa para o STJ e STJ.