15/03/2026

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Das vaias a ‘MVP’: Porzingis ganha torcida, maior jornal do mundo e vira rei em Nova York.

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Igor Resende, do ESPN.com.br.
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Da frustração dos fãs aos gritos de ‘MVP’, Porzingis conquistou torcida que o vaiou há 5 meses 

Nada como um dia após o outro. Ou uns meses após.

O letão Kristaps Porzingis teve a pior recepção possível à NBA. Ainda antes de completar 20 anos de idade, ele realizou o sonho de muitos jogadores ao ser selecionado na quarta posição do draft pelo New York Knicks, uma das franquias mais conhecidas do mundo. Mas o sonho acabou segundos depois de seu nome ser anunciado. Enfurecida, a torcida presente não escondeu a frustração, fez sinais negativos e soltou uma sonora vaia.

Porzingis ficou claramente constrangido, mas não respondeu às críticas. Não com palavras, pelo menos. Ele treinou, trabalhou duro e deu a volta por cima. Dentro de quadra.

Na noite desta terça-feira, aos 20 anos (completados no mês de agosto), se tornou o mais jovem jogador dos Knicks a conseguir anotar aos menos 25 pontos e pegar 10 rebotes em um jogo. Fez mais, aliás: anotou 29 pontos, pegou mais 11 rebotes e acabou ovacionado pela torcida, com direito até a gritos de MVP enquanto cobrava lances livres no final da partida.

“Tenho certeza que será o primeiro jogo assim de muitos”, se derreteu o companheiro e astro Carmelo Anthony.

Uma atuação que fez até mesmo o maior jornal do mundo se curvar a ele. O New York Times não pôde não entrar na onda de críticas à seleção de Porzingis, em junho, e acabou repercutindo a torcida. Nesta quarta, deu enorme destaque à atuação do letão, que garantiu o triunfo por 102 a 94 sobre o Charlotte Hornets.

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Kristaps Porzingis deixou desconfiança para trás para virar 'rei' em Nova York
Porzingis brilhou contra os Hornets

“Cedo ou tarde, achava que faria um jogo assim. Mas eu não estava esperando que fosse agora, tão cedo”, admitiu o calouro. “Mas com todo o apoio e estando em Nova York, as coisas acontecem rápido”, completou.

Mas o jogo, na verdade, não foi um ponto tão fora da curva assim na temporada. Porzingis vem sustentando médias de 12,8 pontos e 8,6 rebotes por jogos, mesmo jogando ‘apenas’ 25 minutos – o técnico Derek Fisher já avisou que planeja seguir o poupando enquanto ele adquire uma forma física melhor para a NBA. Em uma projeção comum feita nos EUA, as médias dele seriam ainda melhor se jogasse 36 minutos, o tempo normal de um jogador tão importante: 18,2 pontos e 12,2 rebotes.

“A parte fácil é jogar um jogo como o de hoje (ontem, diante dos Hornets). O difícil é continuar jogando neste nível”, analisou.

Nada mal para um calouro. Ainda mais um tão criticado.

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