GIRO PELAS DECISÕES NOS REGIONAIS; CONFIRA.
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Do Zigzagdoesporte.com.br por Carlos Fiúza.
Santos aproveita falha do Audax e arranca empate na 1ª decisão do Paulista.
O estádio Prefeito José Liberatti estava em festa até os 34min do segundo tempo. O Audax vencia o Santos por 1 a 0 e a torcida gritava ‘olé’, mas uma falha de Tchê Tchê, futuro reforço do Palmeiras, tirou a vantagem do time de Osasco para a segunda partida. Ronaldo Mendes, que havia substituído o lesionado Lucas Lima, marcou um golaço e decretou o empate de 1 a 1 na primeira final do Campeonato Paulista, disputada na tarde deste domingo.
Com o resultado deste domingo, a decisão fica totalmente em aberto para o jogo de volta, marcado para o próximo domingo, dia 8 de maio, na Vila Belmiro. Quem vencer, fica com o título. Novo empate leva a decisão para os pênaltis.
COMO FOI O JOGO
- Primeiro tempoDiante do estilo de jogo do adversário, o técnico Dorival Júnior concedeu entrevista minutos antes do apito inicial dizendo que os jogadores santistas é quem definiriam qual o momento certo de pressionar (ou não) o Audax. E assim foi. O Santos marcou no campo de ataque apenas quando sentia que era hora, e com essa proposta de jogo foi, aos poucos, dominando os anfitriões, que haviam começado melhor na partida. Cauteloso, mas bastante agressivo quando retomava a bola, o time da Vila Belmiro criou as melhores chances da etapa inicial, a primeira delas com Vitor Bueno, que perdeu um gol feito aos 33min. Em rápido contra-ataque, Gabriel recebeu de Lucas Lima e tocou para o camisa 18, que demorou demais para finalizar e estragou a jogada. Três minutos depois, após bela assistência de Lucas Lima, Ricardo Oliveira carimbou a trave em bomba da entrada da área, em mais um rápido contra-ataque. E foi de novo o camisa 9 o responsável pela próxima chance de perigo do Santos. Aos 41min, ele cobrou falta no canto oposto e deu trabalho a Sidão, que espalmou e mandou a bola na trave. O Audax só voltou a melhorar nos minutos finais, após uma sonora bronca do técnico Fernando Diniz.
- Segundo tempoMais agressivo na volta do intervalo, Santos começou o segundo tempo perdendo ainda mais gols. Vitor Bueno começou, com cabeçada quase da pequena área para fora. Depois, foi a vez de Gabriel, cara a cara com Sidão, pegar mal na bola e praticamente recuar para o goleiro. E quem não faz, toma. Minutos depois, a resposta do Audax foi precisa. Após jogada bem trabalhada, Tchê Tchê cruzou para Mike, que dominou, cortou Gustavo Henrique e, com tranquilidade, finalizou no canto esquerdo de Vanderlei, aos 12min. 1 a 0 Audax. Dez minutos depois, Mike recebeu outra bola dentro da área, mas desta vez Vanderlei se esticou e conseguiu fazer ótima defesa. Tudo parecia festa no Prefeito José Liberatti. A torcida até gritava ‘olé’, mas uma falha de Tchê Tchê na saída de bola silenciou o estádio. O futuro reforço palmeirense tocou errado no campo de defesa, Ronaldo Mendes interceptou e, de longe, soltou o pé para marcar um golaço. 1 a 1. E nada de segurar o resultado nos minutos finais. Os dois times seguiram no ataque e por pouco o placar não foi novamente alterado.
DESTAQUES
- Gramado ruimAs condições do campo do estádio José Liberatti deixaram a desejar. Em pelo menos dois lances a bola ficou viva e impediu a conclusão dos atacantes.
- Broncas de DinizO técnico do Osasco Audax foi à loucura à beira do campo devido à saída de bola. Primeiro, pediu para lá atletas afastarem o perigo da área em vez de tocar a bola na área. Depois, deu uma bronca em Velicka, que não abriu o jogo para o lado direito.
- Torcida santistaOs visitantes tiveram espaço maior que normal no estádio do Audax. Havia 4.100 santistas no local, de um total de 12.987 lugares. Eles ficaram atrás de um dos gols.
OS MELHORES
- Lucas LimaO meia santista deu ritmo ao jogo, com movimentação intensa. O camisa 20 deixou Ricardo Oliveira na cara do gol em lance da etapa inicial.
- CamachoO meia esteve em todas as partes do campo e contribuiu para a saída de bola pelo chão. Ele ainda organizou o meio-campo e ditou o ritmo da partida.
OS PIORES
- Vitor BuenoPouco participativo no meio-campo santista, perdeu dois gols quase feitos, um em cada tempo. Na etapa inicial, sozinho dentro da área, abusou do preciosismo ao tentar cortar a marcação adversária dentro da área e estragou a jogada.
- Bruno SilvaNo primeiro tempo, o zagueiro permitiu que Ricardo Oliveira recebesse livre na área. Bruno também correu riscos na saída de bola.
Do UOL, em São Paulo.
Jorge Henrique marca e Vasco sai na frente do Botafogo na final carioca.

Foram dois anos e muitas boas lembranças de Jorge Henrique com a camisa do Botafogo. Mas o futebol é dinâmico e passado é passado. No melhor estilo ‘lei do ex’, o atacante anotou o único gol do domingo e colocou o Vasco em vantagem na grande decisão do Campeonato Carioca.
Jorge Henrique apareceu para garantir o suado triunfo aos 15 minutos do segundo tempo. E de uma maneira um tanto quanto inesperada para ele: de cabeça.
Nenê achou espaço pelo lado direito e colocou a bola na área. O goleiro Jefferson saiu muito mal do gol e deu espaço para o baixinho Jorge, de 1,69m de altura, se antecipar e mandar de cabeça. A bola entrou mansa, chorando, mas balançou a rede botafoguense.
“O que vale dentro de campo é posicionamento, e hoje fui muito feliz dentro da área”, comemorou o jogador depois da partida.
O Vasco teve nas mãos a chance de aumentar a vantagem quando Sassá foi expulso ainda aos 24 minutos por um carrinho criminoso no mesmo Jorge Henrique. O time cruzmaltino, porém, pouco conseguiu criar, e acabou saindo de campo com a vantagem mínima.
Mínima, mas importante, é claro. Na semana que vem, de novo no Maracanã, o Vasco joga por um empate para ser o campeão. O Botafogo precisa ganhar por dois gols de diferença para ser campeão ainda no tempo normal. Se vencer por um, leva a decisão para os pênaltis.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 0 X 1 VASCO
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 1 de maio de 2016 (Domingo)
Horário: 16h(de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Renda: R$ 1.840.370,00
Público: 35.637 pagantes (43.822 presentes)
Cartões amarelos: Gegê, Fernandes, Neilton (Bota); Marcelo Mattos, Luan, Rodrigo, Nenê, Riascos, Julio Cesar (Vasco)
Cartão Vermelho: Sassá (Bota)
Gol: VASCO: Jorge Henrique, aos 15min do 2º tempo
BOTAFOGO: Jéfferson, Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gegê (Fernandes) e Leandrinho (Sassá); Juan Salgueiro (Neilton) e Ribamar. Técnico: Ricardo Gomes
VASCO: Martin Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos (Diguinho), Julio dos Santos (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Duvir Riascos. Técnico: Jorginho.
Reserva faz dois, Robinho perde pênalti no fim, e América-MG vence Atlético-MG.

O América saiu na frente do Atlético na decisão do Campeonato Mineiro. Neste domingo, os comandados de Givanildo Oliveira venceram o rival por 2 a 1 no estádio Independência. Danilo fez os dois gols dos mandantes. Pratto descontou no fim. Robinho ainda perdeu um pênalti.
O herói do jogo começou a partida no banco de reservas e entrou ainda no começo da partida, no lugar de Tiago Luís, que estava passando mal.
O jogo de volta será realizado no próximo domingo, dia 8 de maio, às 16h (horário de Brasília), no Mineirão. O América-MG pode empatar para ser campeão estadual pela primeira vez desde 2001. Já o Atlético precisa vencer o rival por um gol de diferença para levantar a taça – benefício por ter terminado a primeira fase do estadual mais bem posicionado na tabela que o rival.
PREOCUPAÇÃO E EUFORIA
A primeira cena do jogo foi preocupante. Com apenas 16 minutos, o atacante Tiago Luís começou a passar mal em campo e foi retirado de maca. O jogador foi imediatamente levado para uma ambulância. Ele iria para o hospital passar por exames.
Na última quinta-feira, o atleta sofreu uma concussão durante a vitória do América sobre o Red Bull pela Copa do Brasil. Seu substituto no jogo foi Danilo, lateral-esquerdo de origem, mas que entrou para jogar mais avançado.
E deu certo.
Aos 33 minutos, Rafael Bastos desviou a bola após cruzamento e a bola sobrou para Danilo. Ele puxou para o meio e chutou forte para superar Victor e fazer 1 a 0.
DE NOVO DANILO!
E a tarde do lateral improvisado como meia ficou ainda melhor no segundo tempo. Com cinco minutos de bola rolando, ele recebeu na esquerda, dominou e chutou cruzado. A bola desviou de leve em Marcos Rocha e Victor não conseguiu defender: 2 a 0 para o América.
Danilo passou as temporadas 2014 e 2015 emprestado ao Sport, onde foi reserva do lateral Renê. Ele, no entanto, chegou a ser utilizado várias vezes com meia/ponta no clube pernambucano. Na atual temporada, contando a partida deste domingo, ele atuou oito vezes no estadual, sendo quatro como titular.
ATLÉTICO DESCONTA NO FIM
A melhor chance na segunda etapa veio aos 27 minutos, quando Robinho cruzou e Hyuri cabeceou. O goleiro João Ricardo se esticou todo e fez uma belíssima defesa para evitar o gol. O mesmo Hyuri ainda chegou atrasado para definir uma bola escorada por Pratto depois, aos 36 minutos.
No fim, o Atlético-MG não conseguiu converter um pênalti. Robinho cobrou e o goleiro João Ricardo pegou. No entanto, ainda teve tempo para Lucas Pratto descontar no último lance.
FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-MG 2 X 1 ATLÉTICO-MG
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 1º de maio de 2016 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas (FIFA-PA)
Assistentes: Eduardo Gonçalves (FIFA-MS) e Rodrigo Correa (FIFA-RJ)
Cartão amarelo: Alison (América-MG)
GOLS: Danilo aos 33 minutos do primeiro tempo e aos 5 minutos do segundo tempo (América-MG); Lucas Pratto aos 48 minutos do segundo tempo (Atlético-MG)
América-MG: João Ricardo; Pablo (Artur), Alison, Sueliton e Bryan; Leandro Guerreiro, Claudinei, Ernandes e Tiago Luís (Danilo); Borges e Rafael Bastos (Hernandes). Técnico: Givanildo Oliveira
Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Erazo e Douglas Santos (Carlos César); Rafael Carioca, Leandro Donizete, Hyuri e Patric (Lucas Pratto); Robinho e Clayton (Cazares). Técnico: Diego Aguirre.
Vitória domina Bahia, mantém tabu e abre 2 a 0 na decisão do Estadual.
Na primeira final do Campeonato Baiano, deu Vitória. O triunfo por 2 a 0 no Ba-Vi disputado neste domingo, no Barradão, fez a vantagem passar para o lado rubro-negro na decisão do Estadual. Diego Renan e Amaral fizeram os gols do Leão.
O resultado complica o Bahia na disputa pelo título. O Tricolor recebe o rival na Arena Fonte Nova, no próximo domingo (08), precisando devolver a diferença de dois gols para levantar o tricampeonato. Na decisão, o Vitória defende invencibilidade de oito Ba-Vis.
QUEM FOI BEM: AMARAL
O golaço marcado em tiro longo, no ângulo, já seria suficiente para destacar a atuação do volante. Mas a participação defensiva de Amaral também merece elogios, sendo essencial para a manutenção da vantagem conquistada no primeiro tempo. O meio-campo do Bahia não funcionou muito pela consistência dele.
QUEM FOI MAL: JUNINHO
Principal responsável pela armação do Bahia, o meio-campista não apareceu no primeiro tempo. A ausência de Juninho nas jogadas agudas fez muita falta ao ataque tricolor, que de modo geral não funcionou. Voltando mal também para o segundo tempo, o armador acabou substituído por Gustavo Blanco.
HERNANE FICA DEVENDO
O camisa 9 foi o mais acionado no Bahia, mas pecou nas finalizações. Teve três boas chances para diminuir o placar e recolocar o Tricolor na partida, mas desperdiçou todas. A última delas, talvez a mais clara, terminou em uma bicicleta estranha que passou muito longe do gol de Caíque.
DESEMPENHO DO VITÓRIA
O clássico era muito brigado, mas pouco criativo quando o Vitória teve um questionável pênalti a seu favor. Diego Renan converteu e deu tranquilidade ao Leão, que ampliou em golaço de Amaral. Na etapa final, os contra-ataques quase renderam vantagem ainda maior. Pressionada, a defesa desfalcada não começou tão sólida, mas melhorou aos poucos.
DESEMPENHO DO BAHIA
Por boa parte do jogo o Tricolor esteve morno, parecendo descompromissado no ataque. O capricho que faltou para o Bahia sobrou para o Vitória, daí a diferença de dois gols ainda antes do intervalo. Quando os visitantes acordaram, pararam em boas defesas do goleiro Caíque.
TABU PERSISTE NO BARRADÃO
Os Ba-Vis jogados na casa do Vitória têm sido muito ruins para o Bahia. O Leão não perde um clássico em casa desde 1º de maio de 2011, há exatos cinco anos, assim acumulando seis encontros seguidos de invencibilidade no Barradão. No retrospecto geral, o Tricolor não vence o Rubro-Negro há oito jogos.
FICHA TÉCNICA
Vitória 2 x 0 Bahia
Data: 01/05/2016
Local: Estádio Manoel Barradas, Salvador-BA
Hora: 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa/RS)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Guilherme Dias Camilo (Fifa/MG)
Cartões Amarelos: Marinho, Victor Ramos, Leandro Domingues e Amaral (Vitória); Juninho, Luisinho, Lucas Fonseca e Feijão (Bahia)
Público: 20.174 pagantes
Renda: 596.163,00
Gols: Diego Renan aos 23′ e Amaral aos 42 minutos do primeiro tempo.
Vitória: Caíque; José Welison, Victor Ramos, Ramon e Diego Renan; Amaral (Marcelo), Willian Farias e Leandro Domingues (Flávio); Marinho; Vander (Alípio) e Kieza. Treinador: Vagner Mancini.
Bahia: Marcelo Lomba; Tinga, Lucas Fonseca, Éder e Moisés; Feijão, Danilo Pires e Juninho (Gustavo Blanco); Thiago Ribeiro (Henrique), Edgar Junio (Luisinho) e Hernane. Treinador: Doriva.


