VEJA TUDO SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DO ATLÉTICO DE MADRI, MELHOR DA ESPANHA; CONFIRA.
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Do Zigzagdoesporte.com.br por Carlos Fiúza com ESPN.COM.BR
Simeone comemora: ‘Eliminamos duas das três melhores equipes do mundo’.

O Atlético de Madri está novamente na final da Uefa Champions League, a segunda sob comando do técnico Diego Simeone. Após a derrota para o Bayern de Munique por 2 a 1, que mesmo assim garantiu os madrilenhos na final, o treinador valorizou demais o feito de sua equipe, ressaltando toda a campanha feita até aqui.
Atlético elimina Bayern e vai à segunda final da Champions em 3 anos.

Foi um jogão, com gol dos dois lados, e pênaltis perdidos por ambos os times. Quem levou a melhor, contudo, foi a equipe que tinha a seu favor o direito de marcar gols fora de casa. O Atlético de Madri visitou o Bayern de Munique na Allianz Arena e perdeu por 2 a 1, chegando assim à final da Champions League.
Como havia vencido a ida por 1 a 0, o time de Diego Simeone garantiu a vaga na decisão graças ao critério de gols como visitante. Desta forma, alcançou a segunda decisão do maior torneio do continente nos últimos três anos, já que foi vice-campeão em 2014.
Agora, o Atlético de Madri espera o vencedor de Real Madrid x Manchester City, que duelam nesta quarta-feira.
GIMÉNEZ E OBLAK, OS PERSONAGENS DO 1º TEMPO
Guardiola teve o retorno de Boateng na zaga, tirou de Thiago Alcántara do meio-campo e escalou um quarteto ofensivo de peso: Ribery, Douglas Costa, Muller e Lewandowski. O objetivo era encurralar o Atlético, e foi exatamente isso que aconteceu.
O Bayern pressionou por todo o tempo e o duelo foi disputado em meio-campo. Oblak, com grandes defesas, era o principal nome do time espanhol. O goleiro pegou diversos chutes de fora da área e impediu o gol de Lewandowski, cara a cara, aos 20 minutos.

Aos 30 minutos, contudo, a falta de Xabi Alonso desviou em Giménez e saiu do alcance do goleiro, fazendo assim com que o Bayern abrisse o placar. O mesmo Giménez cometeu pênalti três minutos depois, ao segurar Javi Martínez na área. Dessa vez, contudo, Oblak reapareceu e, de forma imponente, pegou a cobrança de Muller
GRIEZMANN E O GOL SALVADOR
Simeone voltou para o segundo tempo com o meia-atacante Carrasco no lugar do volante Augusto Fernández. A ideia, de atuar mais no ataque e ter mais opções ofensivas, se confirmou na primeira metade e gerou um gol logo aos oito minutos. Fernando Torres lançou Griezmann, que, em posição duvidosa, avançou sozinho e tocou na saída de Neuer. Tudo igual na Allianz Arena.
Restava ao Bayern, então, marcar dois gols para chegar à decisão. Coman entrou no lugar de Douglas Costa, que não estava bem. Aos 29 minutos, cruzamento na área, Vidal escora e Lewandowski empurra para as redes, fazendo o estádio acreditar na classificação.
O contra-ataque do Atlético, contudo, seguia vivo. Fernando Torres avançou e foi derrubado por Javi Martínez fora da área. O árbitro anotou pênalti, que o mesmo Torres bateu, mas Neuer “imitou” Oblak e pegou.
Nos últimos minutos, foram cruzamentos do Bayern na área adversária e muito sofrimento do lado visitante, que se segurou na defesa, evitou o gol da classificação e fez a festa na Alemanha.
O CARA DO JOGO

Se Griezmann fez o gol salvador, grande parte da classificação também recai sobre os ombros de Oblak. O goleiro pegou tudo: cara a cara, chute desviado, bomba de fora da área e até pênalti, levando o time de Simeone à decisão.
Muller vê eliminação mais dolorida com Guardiola e diz: ‘Nem sempre ganha o melhor’.

Assim como nas duas últimas temporadas, o Bayern de Munique deu adeus a Champions League nas semifinais, diante de um time espanhol. Nesta terça-feira, o time venceu o Atlético de Madri por 2 a 1, mas, pelos gols fora de casa, acabou eliminado.
“Creio que pelo que fizemos hoje merecíamos estar na final, mas o futebol é assim e nem sempre ganha a melhor equipe”, disse Thomas Muller, que desperdiçou uma cobrança de pênalti quando os bávaros venciam por 1 a 0.
Diferentemente das últimas eliminações, contudo, Muller ressaltou que essa foi mais dolorida, justamente por conta do time ter atuado bem, na opinião do meia-atacante.
“Fizemos muitas coisas boas, mas pelas poucas coisas que fizemos mal o que fizemos bem acabou não sendo suficiente. Esta eliminação é distinta da do ano passado e da de dois anos atrás porque dói muito mais”, ressaltou.
Lewandowski também viu como injusta a classificação do Atlético de Madri. O atacanre, contudo, mostrou desaprovação pelo estilo de jogo do Atlético de Madrid, o qual qualificou como “estritamente defensivo”. Porém, enfatizou que “assim também é o futebol”