09/03/2026

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Corrupção: Justiça afasta presidente da CBDA e coordenadores de natação e pólo aquático.

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Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

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Justiça afasta presidente da CBDA e coordenadores de natação e pólo aquático

A 21ª Vara Federal Cível de São Paulo acaba de determinar o imediato afastamento do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes Filho, e de mais três diretores da entidade, entre eles, os coordenadores de natação e pólo aquático. Eles são suspeitos de fraude em licitação, superfaturamento e desvio de dinheiro público. A decisão foi decretada em caráter liminar.

Na sentença, o juiz Heraldo Garcia Vita diz, ainda, que a CBDA pode ser comparada a um regime de monarquia:

“causa estranheza, fere o bom senso, a ocorrência de sucessivas eleições na associação, com recondução da mesma pessoa desde 1988. Com o perdão da palavra, ao invés de haver democracia na CBDA, parece haver monarquia institucionalizada, consolidada por conta da perpetuidade na função”.

“Todas elas ficam proibidas de praticar quaisquer atos jurídicos em nome e em face da CBDA”, determinou o magistrado. Além de Coaracy, os dirigentes afastados são Sérgio Alvarenga (diretor financeiro), Ricardo de Moura (coordenador de Natação) e Ricardo Cabral (coordenador de Pólo Aquático). Moura é o candidato à sucessão do dirigente nas próximas eleições.

As investigações que levaram ao pedido de afastamento dos dirigentes foram reveladas pela ESPN em matérias que podem ser acessadas aqui.

INVESTIGAÇÕES CONTINUAM EM SP

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Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos é investigada por superfaturamento e fraudes

O juiz também determinou que as investigações continuem em SP, contrariando o desejo e os pedidos dos advogados de Coaracy. A maior parte das empresas investigadas estão em SP.

A decisão pede que se oficie ao Ministério do Esporte para que o órgão indique, com urgência, profissional idôneo para ocupar o cargo de presidente e de diretor financeiro.

O magistrado não atendeu pedido do Ministério Público Federal para bloquear os bens dos envolvidos.

De acordo com a Justiça Federal, uma auditoria feita em convênio federal constatou diversas fraudes, como vínculo entre as empresas participantes, empresas de fachadas e a não comprovação de que equipamentos esportivos foram efetivamente recebidos pela CBDA.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), entre 2011 e 2016 a Confederação recebeu mais de R$ 24 milhões do Comitê Olímpico Brasileiro. De acordo com relatório do órgão, há “indícios de superfaturamento, montagem de processos e outras irregularidades nos processos de aquisição de equipamentos e serviços”.

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