18/04/2024

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Flamengo e Atlético-PR lutam pelo primeiro título de um clube no novo Maracanã

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Carlos Eduardo é acompanhado por João Paulo no jogo das duas equipes no Maracanã, no Brasileiro.

Do ZigZag do Esporte/Flamengo x Atlético-Pr.

Fla Imagem

Carlos Eduardo é acompanhado por João Paulo no jogos das duas equipes no Maracanã
Carlos Eduardo é acompanhado por João Paulo no jogo das duas equipes no Maracanã, no Brasileiro

O rolar da bola às 21h50 desta quarta-feira, 27 de novembro de 2013, coloca literalmente em jogo não apenas a Copa do Brasil. Flamengo e Atlético-PR disputam, também, a honra de gravar com letras colossais em suas histórias o feito de ser o primeiro clube campeão da nova era do Maracanã.

No antigo reinado do estádio, cabe ao Vasco o motivo de orgulho. Em 28 de janeiro de 1951, o time bateu o América por 2 a 1 e um clube pela primeira vez na história levantou o trofeu de campeão no Maior do Mundo. O apelido permaneceu, o estádio encolheu, ganhou ares sofisticados e perdeu até o comparecimento de suas camadas pouplares. Mas mesmo com preços salgados ainda habita o imaginário. Na corrida para alcançar o feito, o Flamengo entra em campo já com vantagem sobre os paranaenses.

Na viagem de volta de Curitiba, o time trouxe na bagagem o gol de Amaral no empate em 1 a 1 na Vila Capanema. Com o critério de desempate, a equipe carioca pode empatar sem gols para ser campeão. 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis. A partir daí, qualquer outro empate dá a taça ao Atlético-PR. O vencedor da peleja levanta a taça e a glória de ser o primeiro campeão do novo Maracanã.

“É importante. Não só para os jogadores. Escrever esse título no Maracanã depois da reforma vai ser muito importante. Estamos preparados e queremos dar esse título para a torcida no novo Maracanã”, disse o lateral-esquerdo André Santos.

Ale Cabral/Gazeta Press

André Santos comemorou o empate diante dos ponte-pretanos

Estádio de tantas glórias dos cariocas. Por lá a torcida acompanhou o gol do título brasileiro de Nunes, em 1980, na vitória de 3 a 2 sobre outro Atlético, o Mineiro. Viveu também a cobrança de falta magistral de Petkovic, aos 43 minutos do segundo tempo, nos 3 a 1 sobre o Vasco que rendeu o tricampeonato carioca em 2001. E o gol de Ronaldo Angelim, no 2 a 1 sobre o Grêmio que resultou no hexacampeonato brasileiro em 2009. Ser o primeiro campeão do novo Maracanã certamente traria um gosto especial à galeria.

Primeiro clube campeão, sempre é necessário registrar. Pois em 30 de junho deste ano a seleção brasileira venceu a Espanha por 3 a 0 e faturou a Copa das Confederações. Assim como em 16 de julho de 1950 o Uruguai venceu o Brasil por 2 a 1, levantou a Copa do Mundo e fez nascer o chamado Maracanazzo. Outras decepções já atormentaram os cariocas ao longo dos anos, sempre com o apelido criado pelo episódio de 1950 como pano de fundo.

É um estádio democrático. Permite festa aos anfitriões e aos visitantes. Força que incendeia este Atlético-PR ao relembrar que o rival desta quarta-feira já foi derrotado em finais da Copa do Brasil por duas vezes no estádio. Em 1997, empate em 2 a 2 com o Grêmio. Em 2004, derrota de 2 a 0 para o Santo André.

“No primeiro jogo a desatenção foi grande. Não fizemos um bom jogo. Agora vai ser melhor. A equipe vai jogar tranquila, sabendo que a responsabilidade é toda do Flamengo. Estamos preparados”, afirmou o veterano meia do Furacão, Paulo Baier.

A empreitada, no entanto, promete ser difícil para os paranaenses. Sem o meia Everton, o

Gazeta Press

Paulo Baier durante o jogo entre Atlético-PR e Flamengo

técnico Vagner Mancini deve escalar Felipe no meio de campo. Em compensação, o lateral-direito Léo, suspenso na primeira partida, conseguiu liberação do STJD e está liberado para o jogo. Ainda assim, a tarefa é dura.

Em 16 jogos no novo Maracanã, o rival Flamengo venceu 11, empatou três e perdeu duas vezes. O alento se deve ao fato de que o único rival fora do Rio de Janeiro a vencê-lo foi o próprio Atlético-PR, no segundo turno do Brasileiro. Derrota de virada, acachapante 4 a 2 que resultou em uma reviravolta no time carioca. Mano Menezes pediu demissão e Jayme assumiu a equipe.

Livre do rebaixamento, com seu tom sereno e comando ainda mais tranquilo, Jayme de Almeida tem apenas uma baixa para a finalíssima. Chicão, lesionado na coxa direita, foi vetado. Samir será seu substituto. E, por trás, mais de 50 mil rubro-negros na arquibancada para apoiar o time da casa. Difícil arriscar. No rolar da bola, na partida acirrada, o Maracanã prova sua predestinação para ser palco de final de Copa. Resta saber quem será o primeiro clube a marcar sua nova era.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO X ATLÉTICO-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27 de novembro de 2013
Hora: 21h50
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP/Fifa) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP/Fifa)

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e João Paulo; Amaral, Luiz Antonio, Elias e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane
Técnico: Jayme de Almeida

ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho, Felipe e Paulo Baier; Marcelo e Ederson. Técnico: Vagner Mancini

 

Fonte: Pedro Henrique Torre, no Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br

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