O Brasil em Tokyo 2020-21. As últimas atualize-se aqui e agora!
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Por Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br direto da redação.
Alison dos Santos faz história e leva bronze em prova com recorde mundial.
Saiu a primeira medalha do Brasil no atletismo nas Olimpíadas de Tóquio! Alison dos Santos confirmou que está entre os melhores do mundo e ficou com o bronze nos 400m com barreiras. Ele não conseguiu superar o fenômeno norueguês Karsten Warholm, que correu para 45.94, se tornou a primeira pessoa da história a bater a casa dos 46 e levou o ouro com direito a recorde mundial.
A prata foi para o norte-americano Rai Benjamin, com 46.17. Alisson correu para 46.72, superando mais uma vez o recorde sul-americano da prova – que já era dele mesmo.
“A primeira coisa que passou na minha cabeça quando passei a linha é que nós somos medalhistas olímpicos. Como eu estava falando anteriormente, eu só voltaria para casa depois de cumprir a missão que foi dada. Hoje, entramos na pista e cumprimos ela”, disse Alison ao SporTV.
“Então, eu não sei o que aconteceu, se aconteceu eu não sei que que foi, sei que isso é atletismo. Só sei disso. Porque, sinceramente, acabou a prova, passei a linha de chegada, olhei para o telão e vi que tinha ficado em 3º, olhei para o telão e vi 45, pensei que estava na prova errada. Falei “não é possível que isso aqui é 400 com barreira, não”. E, sim, ele fez. Ele era o homem que estava recebendo toda a pressão, fez, veio e quebrou o recorde mundial e fez o que todos acharam que era impossível”, completou sobre a prova incrível de Warholm.
A medalha é inédita para o esporte brasileiro. O atletismo se igualo com a vela como modalidade que mais deu medalhas ao país na história (18 para cada), mas nunca havia subido ao pódio dos 400m com barreiras.
E quebra também um enorme jejum: o Brasil não subia ao pódio de uma corrida individual de pista desde 1988, quando Joaquim Cruz (prata nos 800m) e Robson Caetano (bronze nos 200m) levaram medalhas. Desde então, as conquistas sempre foram no campo ou em revezamentos.
Foi também a 11ª medalha do Brasil em Tóquio. O país agora tem dois ouros (Ítalo Ferreira no surfe e Rebeca Andrade na ginástica), três pratas (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e seis bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô, a dupla Pigossi-Stefani no tênis e o Alison agora no atletismo).
Martine Grael e Kahena Kunze conquistam segunda medalha de ouro seguida.
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Martine Grael e Kahena Kunze são medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio-2020!
Na regata da medalha da classe 49er FX feminina, as brasileiras terminaram em 3º e garantiram a primeira colocação no geral.
Martine e Kahena já haviam conquistado o ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, e chegaram no dia liderando a classe. A regata da medalha foi vencida pela dupla argentina, com as norueguesas chegando em segundo.
Nesta terça-feira, as brasileiras podiam ser superadas apenas pelas duplas da Holanda (que chegou em 9º), Alemanha (5º), Espanha (6º) e Grã-Bretanha (7º). Mas a combinação da regata final deu certo para Martine e Kahena.
As brasileiras terminaram a competição com 76 pontos. A medalha de prata ficou com as alemãs Tina Lutz e Susann Beucke (83 pontos), e o bronze foi das holandesas Anette Duetz e Annemiek Bekkering (88 pontos).
Martine Grael e Kahena Kunze entram para seleto grupo brasileiro de bicampeões olímpicos.
Adhemar Ferreira da Silva, lenda do atletismo, foi o primeiro; Martine e Kahena aumetaram para 15 o número de bi olímpicos do país
Elas agora entram no olimpo do esporte brasileiro, com uma lista de poucos nomes a terem duas medalhas de ouro nos Jogos. Martine Grael e Kahena Kunze se juntam a Adhemar Ferreira (atletismo), Robert Scheidt, Torben Grael, Marcelo Ferreira (vela), Serginho, Giovane, Maurício, Paula Pequeno, Thaísa, Fabiana, Jaqueline, Sheilla, Fabi (volei).
Foi também a 12ª medalha do Brasil em Tóquio. O país agora tem três ouros (Ítalo Ferreira no surfe, Martine Grael e Kahena Kunze na vela, e Rebeca Andrade na ginástica), três pratas (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e seis bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô, a dupla Pigossi-Stefani no tênis e o Alison agora no atletismo).
Abner perde para atual campeão olímpico na semifinal, mas fica com medalha de bronze.

O brasileiro Abner Teixeira não resistiu ao favoritismo do cubano Julio la Cruz, que foi medalha de ouro na Rio-2016 no peso meio-pesado, e perdeu nas quartas de final do boxe até 91kg nas Olimpíadas de Tóquio-2020.
La Cruz, que subiu de categoria para esta Olimpíada, dominou o combate e venceu por decisão majoritária dos jurados de 4 a 1.
Como o boxe não tem disputa de terceiro lugar, os pugilistas que avançam às semifinais já garantem ao menos o bronze na disputa.
Com este resultado, o Brasil terá três medalhas no boxe em Tóquio-2020. São elas: Abner Teixeira (até 91kg), Bia Ferreira (60kg) e Hebert Sousa (75kg).
Bia Ferreira e Hebert Sousa ainda disputam a semifinal nas suas categorias, podendo ganhar a medalha de prata ou até ouro.
Esse resultado iguala a melhor Olimpíada do boxe brasileiro, que em Londres-2012 também ganhou três medalhas (dois bronzes e uma prata).
Na decisão da medalha de ouro, o cubano enfrenta o russo Muslim Gadzhimagomedov, que venceu o neo-zelandês David Nyika.
Brasil ‘dá o troco’ no México, vence nos pênaltis, mantém vivo o sonho do bi.
O goleiro Santos foi o grande herói nas penalidades, defendendo a primeira cobrança do México, que ainda desperdiçou a cobrança seguinte e só fez uma. Dani Alves, Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier fizeram e garantiram a vitória.
Para a partida, o técnico André Jardine precisou fazer uma mudança no time titular. Após não se recuperar a tempo de lesão, o atacante Matheus Cunha deu lugar a Paulinho, ex-Vasco e atualmente no Bayer Leverkusen.
No primeiro tempo, o domínio foi do Brasil, que teve as melhores oportunidades. Uma delas com o capitão Dani Alves, que cobrou falta com bastante perigo, mas o goleiro Guillermo Ochoa fez grande defesa.
O México também chegou com perigo e teve a melhor chance da primeira etapa, aos 45 minutos, com Antuna, que recebeu bola livre na área, finalizou, mas o zagueiro brasileiro Diego Carlos tirou, mandando para escanteio.
Antes, aos 27 minutos, o Brasil chegou a ter um pênalti marcado a seu favor, depois de Esquivel atropelar Douglas Luiz dentro da área, mas após revisão no VAR o árbitro cancelou a marcação.
O segundo tempo foi bem menos movimentado, mas o Brasil manteve a sua superioridade e teve maior posse de bola. A melhor chance foi com Richarlison, aos 36 minutos, que acertou cabeçada na trave.
Com o 0 a 0 persistindo no placar no tempo regulamentar, a partida foi para a prorrogação. No tempo extra, o Brasil ficou com a bola na maior parte do tempo, mas não conseguiu tirar o zero do placar.
Situação do campeonato
A seleção olímpica do Brasil disputará a sua quinta final em Jogos Olímpicos, a terceira consecutiva, já que em 2016 venceu a Alemanha, no Maracanã, e conquistou a medalha de ouro inédita com Neymar e cia.
Até aqui no futebol masculino, o Brasil tem seis medalhas: uma de ouro, três de prata e duas de bronze.
O México, por sua vez, caiu pela segunda vez na história numa semifinal de Olimpíada. Em 1968, na Cidade do México, o país disputou a medalha de bronze, mas perdeu para o Japão e ficou sem medalha.
Foi bem: Santos
O camisa 1 da seleção olímpica pouco trabalhou durante a partida, mas teve atuação decisiva nos pênaltis, pegando a primeira cobrança dos mexicanos, que ainda perderam mais uma cobrança.
Foi mal: Paulinho
O atacante brasileiro, substituto de Matheus Cunha, não teve um bom desempenho no jogo e criou pouco na frente. Na segunda etapa, foi substituído por Gabriel Martinelli.
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A seleção brasileira avançou à decisão ao bater o México nos pênaltis, com Daniel Alves abrindo as cobranças com acerto
Próximos jogos
Agora o Brasil aguarda pela definição do confronto entre Espanha e Japão, que também acontece nesta terça-feira, para conhecer o seu adversário na briga pela medalha de ouro. A final acontece no sábado (7), em Yokohama, às 8h30.
Ficha Técnica
México 0 x 0 (1 x 4) Brasil
GOLS: a partida não teve gols
MÉXICO: Ochoa; Loroña, César Montes, Vásquez e Jesús Angulo (Mora); Romo, Esquivel (Carlos Rodríguez), Antuna (Lainez), Alexis Vega (Alvarado) e Córdova (Ricardo Angulo); Henry Martín (Aguirre). Técnico: Jaime Lozano.
BRASIL: Santos; Dani Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana; Antony (Malcom), Bruno Guimarães, Douglas Luiz (Matheus Henrique) e Claudinho (Reinier); Paulinho (Gabriel Martinelli) e Richarlison. Técnico: André Jardine.
Thiago Braz não consegue o bi no salto com vara, mas garante o bronze.
Thiago Braz trouxe mais uma medalha para o Brasil no salto com vara nas Olimpíadas. Nesta terça-feira (3), no Estádio Olímpico de Tóquio, o atual campeão da modalidade não ficou com o ouro, conquistado no Rio de Janeiro em 2016, mas faturou o bronze. O ouro ficou com o sueco Armand Duplantis e a prata com o americano Chris Nilsen.
Duplantis ainda tentou quebrar o recorde mundial e olímpico, saltando 6.19m, mas após três tentativas não conseguiu. Thiago, por sua vez, manteve o seu recorde da última Olimpíada, em 6.03m.
Foi a marca de 5.87 garantiu a medalha no Japão para o brasileiro.
O brasileiro passou fácil pela marca dos 5.55m, logo na primeira tentativa. Nos 5.70m e 5.80m, ele falhou na primeira chance, mas conseguiu na segunda.
Nos 5.87m, o atual campeão olímpico passou logo de primeira e a prova foi se afunilando, com cada vez menos concorrentes.
Vice-campeão olímpico em 2016, o francês Renaud Lavillenie ficou de fora do pódio e de quebra ainda garantiu o brasileiro com a medalha de bronze, após falhar nas três tentativas nos 5.92m.
O bronze foi garantido, apesar de Thiago ter falhado nas três tentativas nos 5.92m.