Técnico revela ‘o que Grupo City não quer’ ver no Bahia e rebate gritos de ‘burro’. ENTENDA O FATO!
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Por Carlos Fiúza de Salvador para o Zigzagdoesporte.com.br

Mesmo entrando em campo já eliminado na Copa do Nordeste, o Bahia escalou força máxima no triunfo por 3 a 0 sobre o CRB-AL na quarta-feira (22). Na entrevista coletiva logo após a partida, o técnico Renato Paiva rebateu os gritos de “burro” que recebeu por parte dos torcedores tricolores na Fonte Nova.
“No Brasil, o treinador é chamado de burro por muita gente. Falando de futebol, o treinador é burro, o médico que é esperto, o jornalista que é inteligente. Quem trabalha nessa vida tem que tomar decisões em função de análise. Foram quatro jogos em dez dias. Nos primeiros três (Vitória, Camboriú e Itabuna) jogamos praticamente com os mesmos jogadores. Se eu jogasse com os mesmos nos quatro jogos, o risco de lesão seria tremendo”, disse o comandante, completando.
“Se eu tivesse ganhado o jogo contra o Fluminense e chegasse com jogadores eliminados contra o Itabuna e fosse eliminado, eu seria burro. Eu quando tomo decisões é baseado em meu conhecimento e em análise do grupo. A minha decisão foi essa, arriscar com um time competitivo contra o Fluminense. Sei que deveríamos ter ganhado, mas nada me garante que com outros jogadores ganharíamos”, afirmou.
O técnico português não escondeu a decepção por não ter conseguido passar de fase no torneio, mas ressaltou a importância de estar na fase final do Campeonato Baiano.
“Estamos agora perto de conquistar um título que o clube não ganha há dois anos (Campeonato Baiano). É um título importante. Quem quiser desvalorizar, que desvalorize. O estadual é desvalorizado quando se ganha, mas quando se perde tem o peso de despedir treinadores. Não foi o jogo contra o Fluminense o problema. Toda nossa trajetória na Copa do Nordeste foi ruim. Temos que reconhecer os erros e reconhecemos. Ainda não éramos uma equipe”.
“Fico triste e deixo aqui uma promessa. Com esse elenco reforçado e uma temporada de trabalho, estamos devendo uma Copa do Nordeste para nossa torcida. Prometo que vamos devolver essa Copa do Nordeste. Pelo menos ser competitivo e qualificar. Está aqui a minha dívida”.
Renato Paiva ainda explicou que o Grupo City tem uma ideia clara sobre a forma que o Bahia precisa atuar em campo. E deixou claro o que está fora da filosofia dos novos donos do clube.
“Filosofia é uma coisa, tática é outra. A filosofia é o grupo que vai definindo. O sistema defino eu, com base nos jogadores e respeitando a filosofia. Às vezes as coisas não vão sair bem, alguns péssimos resultados que tivemos fazem parte do crescimento da equipe e do grupo de trabalho. Ao mudar o sistema, fizemos em função dos jogadores que agora temos no elenco. Antes não podíamos fazer. A gente já vinha sentindo que esse esquema faz mais sentido com os jogadores que temos agora. Mas são coisas diferentes. A filosofia é respeitada. Não podemos vir aqui jogar com todos atrás da bola porque não é isso que quer o Grupo City”.
Próximos jogos do Bahia
Jacuipense (F) – domingo (26), às 16h (de Brasília) – jogo de ida da final do Campeonato Baiano