18/04/2024

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Com boas intenções, voluntários sofrem em contato com estrangeiros em Sochi

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Voluntários têm dificuldades com o inglês Foto: Emanuel Colombari / Terra
Voluntários têm dificuldades com o inglês 

Eles estão distribuídos aos montes pelas sedes da Olimpíada de Inverno de 2014, em Sochi (Rússia). Seja nas estações de ônibus ou de trens, seja nas sedes das competições, nos centros de imprensa ou simplesmente pelas ruas, os animados voluntários olímpicos estão sempre andando aos bandos, sorridentes, dispostos a ajudar qualquer um que peca uma informação, seja russo ou estrangeiro.

O problema e que nem sempre essa ajuda sai conforme o planejado. Entre uma sede e outra, e comum ver voluntários que falam apenas russo (ou que falam pouco inglês), e que por vezes não conseguem identificar o local onde estão trabalhando.

Nos mapas, por vezes as informações são incompletas. Nos terminais de ônibus gratuitos, não são raras as filas. Nas zonas de inspeção, muitas vezes o inglês dos responsáveis pela revista se restringe a “abra sua bolsa” ou “o cinto e o relógio”.

O Terra acompanhou nos últimos dias o trabalho de alguns dos voluntários. Na chamada “Mountain Cluster”, onde serão realizadas as provas de montanha da Olimpíada de Sochi, os grupos eventualmente passam informações desencontradas sobre direções entre os locais de provas – todas distribuídas no resort Rosa Khutor, em estações ligadas por ônibus ou teleféricos.

Geralmente em dupla, os voluntários costumam recorrer um ao outro quando são questionados a respeito de uma informação em inglês. No Rosa Khutor Extreme Park, uma das estações, a reportagem foi atendida por uma voluntária que apenas apontava direções e passava instruções em russo – restou agradecer com um acanhado vocabulário em russo, restrito a um “da, da” (“sim, sim”) seguido de um “spasiba” (“obrigado”)

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No entanto, as exceções não desanimam o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a organização do evento. Em entrevista coletiva, o presidente do COI, Thomas Bach, se mostrou otimista com as condições oferecidas aos frequentadores das Vilas Olímpicas – são três unidades, sendo uma na costa e duas nas montanhas.

“Posso dizer que as sedes estão prontas para os atletas de todo o mundo. Vimos isso nas instalações, que foram testadas, e nas vilas olímpicas, que são de elevada qualidade”, disse Bach, que vê condições boas para os atletas. “Ha 8% dos competidores que podem andar de suas camas para o local de competição. Isso e algo que nunca vi em Olimpíadas, e acho que os atletas vão adorar”, completou – certamente, sem contar com os voluntários um tanto quanto perdidos no caminho.

 

 

Fonte: Terra Esportes

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