Morre Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro. Leia e entenda o fato.
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Por Carlos Fiúza de Nazaré das Farinhas/Ba para o Zigzagdoesporte.com.br

O maior jogador da história do basquete brasileiro havia sido internado no início da tarde em São Paulo, às 13h43. Ele sentiu um forte mal-estar, sendo inicialmente amparado por um médico amigo da família.
Poucas horas depois da internação, veio a confirmação da morte do Mão Santa. Em comunicado, a família informou a morte de “um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo”.
“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, diz o texto.
A família informou que irá se despedir de Oscar em cerimônia reservada, restrita aos próprio familiar, em respeito ao desejo por “um momento íntimo de recolhimento”.
“Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto”, diz o comunicado.
Nas redes sociais, o NBB lamentou a morte de “uma lenda”. “Oscar Schmidt, o Mão Santa, marcou gerações e escreveu seu nome para sempre na história do esporte”, publicou a liga nas redes sociais.
A trajetória de Oscar Schmidt
Nascido em Natal (RN) no dia 16 de fevereiro de 1958, Oscar Schmidt jogou profissionalmente por 28 anos, entre 1975 e 2003. Vestiu as camisas de equipes como Palmeiras, Sírio, Corinthians, Barueri e Flamengo, além de ter atuado por times da Itália e da Espanha. Foi campeão mundial em 1979 pelo Sírio, conquistando também três edições do Campeonato Brasileiro (1977 pelo Palmeiras, 1979 pelo Sírio e 1996 pelo Corinthians), entre outros títulos.
Oscar participou do draft de 1984 na NBA, que contou com nomes como Michael Jordan, Charles Barkley, John Stockton e Hakeem Olajuwon. Foi selecionado pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets) na sexta rodada, mas abriu mão da vaga para poder continuar defendendo a seleção brasileira – até 1989, jogadores da NBA eram proibidos de defender as respectivas seleções nacionais.
Em 2017, o Brooklyn Nets homenageou Oscar, lançando uma camisa com o seu nome e o número 14. O ex-ala brasileiro foi recebido com um evento especial, com direito a fotos e autógrafos. No mesmo ano, participou do Jogo das Celebridades durante a programação do All-Star Game da NBA, disputado em Nova Orleans.
Ao todo, Oscar marcou 49.973 pontos na carreira, aposentando-se como o maior cestinha do basquete mundial. A marca só seria superada em abril de 2024, quando foi superado por LeBron James. Maior cestinha da história da NBA, Lebron é o primeiro jogador da história do basquete a superar a marca de 50 mil pontos.
Oscar se casou em 1981 com Maria Cristina, com quem teve dois filhos: Filipe (nascido em 1986) e Stephanie (de 1989). Em 2011, foi diagnosticado com um câncer no cérebro, informando em 2022 ter se curado da doença. Nos últimos anos, vinha se dedicando a participar de palestras pelo Brasil.