16/04/2024

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Vitória já deu ‘chapéu’ no Bahia com jogador que hoje é ídolo. Entenda o fato.

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Diego Garcia e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br.

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Nino Paraíba, em ação pelo Vitória, em clássico contra o Bahia
Nino Paraíba, em ação pelo Vitória, em clássico contra o Bahia

Severino de Ramos Clementino da Silva, ou apenas Nino Paraíba, hoje é ídolo no Vitória, onde já soma mais de 200 jogos. Mas o que pouca gente sabe é que o lateral-direito quase atuou pelo arquirrival Bahia.

Foi em 2009 que o jogador se apresentou ao time tricolor de Salvador e, por uma semana, esteve junto ao elenco baiano. Sem avisar seu empresário, Nino estava muito perto de acertar com o Bahia, que estava na Série B. Foi quando entrou o Vitória na jogada.

“Fiquei uma semana no Bahia quando eu cheguei aqui, aí meu empresário soube e foi uma confusão danada, me pegaram lá sem o cara saber. Isso tudo na sexta, mas na segunda eu me apresentei no Vitória, endoidaram os caras do Bahia”, disse o atleta, em entrevista à Rádio ESPN.

“Me pegaram em um hotel lá e fiquei com os caras do Bahia em Campina Grande sem o meu empresário saber, e disse para falarem com meu empresário, ai ele ligou para a minha mãe e ela disse que eu estava no Bahia”, explicou Nino Paraíba. Se não fosse a ação do agente, o atleta teria continuado com o elenco tricolor.

“Ele me ligou, aí acertamos tudo, disse que me tirou de um time da Série B para por em um time da Série A sem falar qual o clube, depois falou que era o Vitória. Ai cheguei e falaram como é que pode? Uma semana no Bahia e agora foi para o Vitória”, continuou o jogador.

A partir daí, começou no Barradão uma história que já soma mais de 200 partidas e cinco anos, sempre com espaço para gozações entre os rivais por conta do “chapéu” aplicado pelo Vitória.

“É complicado, pois a maior torcida aqui é a do Bahia. O torcedor até hoje fala que quase parei no Bahia, os torcedores me param na rua e dizem que eu tinha que acertar com o Bahia, mas eu digo ‘pois é, mas não foi minha vontade”, divertiu-se Nino.

O jogador ainda contou sobre seu início difícil antes de se profissionalizar, quando ajudava a família em fazendas de Rio Tinto, na Paraíba.

“Antes de ser jogador eu trabalhava com gado, tirava capim 5 horas da manhã, limpava o gado, ai ia e tomava café em casa, voltava e tirava capim, cuidava do gado, aí almoçava, depois voltava e ia tratar do capim, depois buscava o gado no mato, e essa era a minha rotina para ajudar a minha família”, definiu.

“Quando fiz 16 anos comecei a jogar em um time do bairro. Minha mãe não deixava eu jogar, e aí eu apanhava”, decretou, relembrando de como ingressou aos poucos no esporte profissional, para hoje ter escrito uma história bonita com a camisa rubro-negra. E ele mesmo conta como batalhou para chegar aos dias de hoje.

“Cheguei em julho e o Apodi era ídolo, falavam que eu não ia jogar, mas eu trabalhei e nunca desisti. Tive uma oportunidade de jogar contra o Cruzeiro e mostrei meu futebol. Agora já estou com 200 jogos”, avisou.

Bahia e Vitória se enfrentam neste domingo, no Barradão.

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