23/02/2024

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Novo ‘mensalinho’ da CBF deve superar R$ 100 milhões

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Por Marcus Alves e Paulo Cobos, de Florianópolis (SC), para o ESPN.com.br.

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A mudança passaria a valer a partir das eleições presidenciais da CBF em abril
A mudança passaria a valer a partir das eleições presidenciais da CBF em abril

As eleições da CBF ocorrem apenas em abril, mas, antes mesmo do pleito, os dirigentes já foram avisados: o ‘mensalinho’ destinado às federações irá crescer e pode chegar em alguns casos a mais de 500%. Tornada pública pela oposição, a proposta de aumento no repasse da entidade gera discórdia nos bastidores.

 

Candidato da chapa contrária, o presidente da federação gaúcha, Francisco Novelletto, foi o responsável por apresentar o projeto para que 25% da arrecadação da CBF estimada em mais de R$ 500 milhões passasse a ser compartilhada entre as entidades estaduais.

A ideia, alegam cartolas do grupo de Marco Polo Del Nero, já se encontra, no entanto, encaminhada e teria partido originalmente do nome escolhido por José Maria Marin para a sua sucessão.

Marin e Del Nero estão nesta semana em Florianópolis para o congresso técnico da Copa e aproveitaram a viagem para se deslocarem durante a quarta-feira até a sede da federação catarinense, em Balneário Camboriú. Lá, acompanhados pelo diretor de competições Reinaldo Carneiro Bastos, se reuniram com o presidente da entidade, Delfim Pádua Peixoto Filho, e representantes de clubes locais.

Delfim Peixoto deve assumir a vice-presidência da região Sul na próxima gestão da CBF.

“É uma ideia (o aumento) do próprio grupo que vai dirigir. Ideia nossa. Ele (Novelletto) já sabe. Deu uma dessa para dizer que ele pregou. É meu amigo, conterrâneo, vivo. A oposição quer botar na rua, mas já era proposta ativa dentro da CBF. Um apoio a mais. Desde os tempos de Ricardo (Texeira) se falava”, diz o cartola ao ESPN.com.br.

Procurado pela reportagem, Novelletto contou aguardar um telefonema da cúpula da CBF para tratar do assunto. Ele voltou recentemente de viagem pela Europa e ficou de fora do evento em Floripa.

Com as cotas que são repassadas hoje, as federações arrecadam aproximadamente R$ 750 mil por ano – R$ 50 mil nos nove primeiros meses e R$ 100 mil com o acréscimo que costuma acontecer entre outubro e dezembro para encobrir gastos com férias e 13º salário. No cenário que se prevê, elas poderiam ver esses valores catapultados para mais de R$ 4 milhões, cada.

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