25/06/2024

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Com 130 minutos em campo, Adu ‘novo Pelé’ cobra R$ 500 mil do Bahia na Justiça. Entenda o fato.

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Marcus Alves, do ESPN.com.br.

ESPN.COM.BR

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O Bahia tentará um acordo com a eterna promessa americana

“Novo Pelé”, Freddy Adu não durou mais do que sete meses no futebol brasileiro. Desde o fim de sua passagem em dezembro, já rodou pelo norueguês Stabaek, fez testes no holandês AZ Alkmaar e chegou recentemente ao sérvio Jagodina. Ele segue, ainda assim, ligado ao Bahia: no próximo dia 3 de setembro, será realizada na 36ª Vara do Trabalho de Salvador uma audiência em que a eterna promessa americana cobra do clube tricolor mais de R$ 500 mil.

O meia-atacante, que desembarcou no Fazendão numa troca envolvendo a ida do pentacampeão Kleberson para o Philadelphia Union, recebia R$ 100 mil mensais.

No processo a que o ESPN.com.br teve acesso, ele argumenta que, sem interesse na renovação de seu contrato, o Bahia deixou de pagar a partir de outubro. Ao deixar Salvador, carregou, então, uma dívida, que compreende, segundo a sua reclamação, três meses de salários, 13º proporcional e ainda férias proporcionais.

Ao todo, Adivis, como ficou conhecido entre os torcedores, recebeu, portanto, R$ 600 mil do Bahia para entrar em campo apenas sete vezes – duas pelo Brasileiro, dois pela Sul-Americana e outros três pelo Baiano.

Somados os minutos em que passou no gramado (130), cada um deles teria custado aos cofres tricolores R$ 4,6 mil.

DIVULGAÇÃO/BAHIA

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Faltou futebol e sobrou carisma para Adu no Fazendão

Ainda de acordo com a reclamação do escritório de advocacia de São Paulo contratado pelo atleta de 25 anos, não chegou a ser confeccionado ainda o termo de rescisão do contrato de trabalho e também não foram efetuados regularmente os recolhimentos referentes a FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Por fim, ele pede que o Bahia fique responsável por todas as despesas do processo.

Na capital baiana, Freddy Adu contou com o auxílio de Chiquinho de Assis, ex-técnico do Olaria e com passagem pela MLS (Major League Soccer), em sua adaptação. Ele chegou a Salvador acompanhado ainda por um colega português, mas não demorou para conseguir se virar no idioma – atuou antes no Benfica. Mais à vontade, se mudou posteriormente para a Praia do Flamengo, litoral norte, e passou a ‘enfrentar’ sozinho o trânsito infernal da cidade.

“O Adu está feliz como um pinto no lixo”, dizia Chiquinho.

Não dá para dizer que o sentimento tenha sido esse ao fim de seu ciclo no Fazendão.

Segundo o departamento jurídico tricolor, o Bahia já foi notificado e tentará um acordo com o atleta trazido na gestão anterior.

Texto Marcus

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