Polícia quer que provas do ‘caso Lochte’ cheguem à Comissão de Ética do COI. Entenda o fato.
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Do Zigzagdoesporte.com.br por ESPN.com.br.

Além de pedir a condenação de Ryan Lochte por falsa comunicação de crime, a Polícia Civil do Rio sugeriu, em seu inquérito, que o nadador seja citado (comunicado do processo) nos Estados Unidos e que uma cópia dos autos seja enviada para a Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional.
O relatório foi concluído pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT) e encaminhado ao Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos nesta quinta-feira. OESPN.com.br já havia adiantado o pedido de condenação de Lochte e que ele fosse intimado a retornar ao Brasil para novo depoimento.
As penas previstas são de um a seis meses de detenção ou pagamento de multa para encerrar o processo. Para que Lochte compareça ao Brasil, o Ministério da Justiça terá de emitir uma carta rogatória através de medida de cooperação internacional. De acordo com o delegado Clemente Braune, responsável pelo relatório, não será permitido que ele preste depoimento nos Estados Unidos.
Lochte pode ainda ser processado por dano ao patrimônio. O dono do posto de gasolina onde o nadador danificou placa de publicidade vai prestar depoimento na próxima semana.
O colega de Lochte que também mentiu à polícia, James Feigen fez acordo de transação de pena e já está com a vida resolvida perante às autoridades brasileiras. Na semana passada, após prestar novo depoimento, o nadador recebeu multa de R$ 35 mil e pôde sair do país com a pena já cumprida.
Os outros dois nadadores Gunnar Bentz e Jack Conger foram liberados pela polícia sem qualquer sanção, uma vez que eles não chegaram a mentir sobre o ocorrido. Tiveram seus passaportes retidos num primeiro momento, mas após serem ouvidos, foram dispensados. Eles constam no inquérito apenas como testemunhas.