21/02/2024

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Parabéns, Vitória!

4 min read

Do ZigZag do Esporte.

(Por Antonio Tillemont)

 

Quando o ano de 2013 começou e o Vitória anunciou as suas primeiras contratações, sobretudo, dos argentinos Maxi Biancucchi, Escudero e Cáceres, além de outros, esse comentarista disse na Rádio Metrópole, que o rubro-negro estava demonstrando que a filosofia era outra, diferente de anos anteriores, formatando um elenco para uma temporada inteira e, de que não tinha dúvida nenhuma, que o Vitória faria uma temporada bem melhor do que o do Bahia.

A tese de que o Vitória dava sinais de uma filosofia diferente de anos anteriores era defendida pelo fato de que os nossos principais Clubes, tanto o Vitória, quanto o Bahia, vinham optando pela formatação de elencos simplórios no início das temporadas para que fosse retocado nas suas deficiências, antes da bola rolar no Brasileirão, o que era um erro capital e desastroso quanto aos seus resultados. Dito e certo.

É fato que a filosofia adotada tanto por um, quanto por outro, por mim era entendida com relativa facilidade. Os nossos Clubes ainda são obrigados a enfrentar a participação num campeonato já desgastado pelos quase cem anos de disputa, refiro-me ao campeonato baiano, que não apresenta nenhum atrativo para a torcida e que é disputado por timecos do interior do Estado, administrados por verdadeiros gigolôs do futebol, que assumem Clubes com o único objetivo de se locupletarem, seja financeiramente ou por interesses políticos. Lógico que existem exceções, entre os quais, destaco o Vitória da Conquista e o Bahia de Feira, que está mudando o seu nome para Feira de Santana Futebol Clube, que tentam ser dirigidos de forma profissional.

O campeonato até 2012, disputado por longos cinco meses, só fazia piorar as combalidas finanças das nossas duas maiores forças esportivas. O déficit acumulado ao final de cada estadual comprometia o investimento para o Brasileirão. Além do desastre financeiro surgia um novo fator comprometedor que era sobrecarregado, principalmente, pelo derrotado no estadual, pois era obrigado a fazer uma reformulação de elenco faltando uma semana da estreia no certame nacional.

O fracasso dos dois Clubes no Campeonato do Nordeste e na Copa do Brasil parecia dar sinais desesperadores quanto ao Brasileirão, diferente para os nossos dois representantes. O Vitória, ao invés de sair dispensando a toa, acreditou que o planejamento estava correto e retocou o seu elenco, enquanto, o Bahia mais desorganizado administra e financeiramente não tinha recursos para tentar implementar tal correção. A tudo isso some-se dois fatores importantes e extremamente relevantes: ao fato de que o Vitória pesquisa melhor do que o Bahia no mercado nacional, através de um profissional qualificado e experiente como Raymundo Queiróz, que já exerceu a função de Presidente de Clube, aliás, vitorioso no Goiás Esporte Clube. E, o outro, que devemos levar em conta de que no mercado não sobram boas opções para contratação ao encerramento dos campeonatos estaduais. A concorrência torna-se ainda mais desigual com a Rede Globo investindo fortunas nos principais Clubes brasileiros em detrimento dos clubes nordestinos que tem cotas substancialmente inferiores aos times do primeiro escalão.

Para enfrentar esse conjunto de problemas, o futebol dos nossos Clubes precisa agir com competência, pois os recursos são parcos em comparação as grandes forças nacionais, o que leva a ter que se gastar com muita responsabilidade e sem o direito de errar e erros no futebol são muito comuns, pois em geral, os acertos chegam a número menor do que os erros. Um dos maiores acertos do Vitória no ano foi à troca de Ney Franco por Caio Júnior. Se tivesse errado naquele momento, o planejamento teria escoado pelo ralo.

A competência tem que vir desde quem dirige a base, pois dali deveriam sair às peças necessárias para a composição de elencos. E, também nisso, o Vitória tem tido um desempenho melhor do que o do Bahia. É visível e notório que o trabalho do rubro negro é muito mais bem feito do que o do tricolor nas diversas categorias de suas bases.

Acho que pelas razões aqui expostas fica claro do porque do Vitória colher uma temporada melhor do que a do Bahia, que também teve contra si, a mudança de diretoria em plena disputa do Brasileirão e que teve 25 dias para contratar e por incompetência dos seus dirigentes do futebol, hoje, comando por dois extraordinários profissionais em suas áreas de atuação, Sidônio Palmeira e Valton Pessoa, excelente publicitário e advogado trabalhista, mas que de futebol não entendem nada e só sabem que a bola é redonda.

As nossas maiores torcidas restam: a do Vitória, que continue a acreditar no êxito do planejamento, o que vem acontecendo. E, a do Bahia, que não seja rebaixado e recomece do zero para a temporada de 2014, sendo mais competente do que neste ano.

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