16/04/2024

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Mais três guindastes do Itaquerão são liberados pelo Ministério do Trabalho

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Três guindastes que estavam sendo utilizados pela Odebrecht para a construção do Itaquerão, na zona leste de São Paulo, foram liberados na tarde desta sexta-feira, 13, após uma vistoria da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo. Outros cinco equipamentos já haviam sido desinterditados na quarta-feira.

Como o canteiro de obras tinha, ao todo, nove guindastes, apenas um equipamento continua interditado: a máquina que caiu com uma peça da cobertura da arena em 27 de novembro, provocando a morte de dois operários. Após a tragédia, a superintendência determinou a paralisação dos serviços que utilizassem os guindastes.

A liberação do equipamento danificado depende de duas coisas. A Odebrecht precisa apresentar, aos auditores do ministério, um plano de trabalho para retirada de toda a estrutura que caiu. Além disso, a superintendência regional precisa contratar um instituto para fazer uma análise do guindaste acidentado.

A empreiteira espera entregar a documentação na semana que vem. As conversas para escolher o instituto que fará essa análise estão adiantadas, mas ainda não há data para a liberação do maquinário. Também não há, por enquanto, prazo para a Prefeitura de São Paulo liberar a interdição de 30% da arquibancada leste, danificada no acidente.

Ao longo da semana, vistorias realizadas pelo Ministério do Trabalho encontraram outro problema nas obras da Arena Corinthians: o excesso de horas trabalhadas pelos funcionários. O operador do guindaste que tombou, José Walter Joaquim, 56, estava trabalhando havia 18 dias sem folga. Em depoimento à Polícia Civil, no inquérito que apura as causas da tragédia, Joaquim negou que o acidente tenha sido provocado por falha humana e disse que, ao sentir uma trepidação no equipamento, tentou fazer uma manobra para equilibrá-lo.

O delegado Luiz Antônio da Cruz, do 65º DP (Artur Alvim), responsável pela investigação do acidente, afirmou nesta quinta-feira que deve pedir para adiar o prazo para concluir o inquérito, inicialmente previsto para 27 de dezembro. Cruz ainda pretende ouvir o depoimento de cinco operários que estavam trabalhando na hora da tragédia.

Além disso, o delegado quer ter acesso aos documentos levantados pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e a dados do clima no momento da queda do guindaste. Também não há prazo, por enquanto, para a entrega do laudo pericial, que está sendo preparado por peritos do IC (Instituto de Criminalística).

 

Fonte: UOL 

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