18/06/2024

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Nike pressiona CBF contra ‘amarelinha’ em clubes

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Em uma visita denominada por ele mesmo como de ‘cortesia’, José Maria Marin passou por Belém na semana passada e foi recepcionado por uma série de dirigentes, dentre eles, o presidente do Remo, Zeca Pirão, que lhe entregou uma camisa comemorativa do clube alusiva ao tetracampeonato mundial da seleção de 1994.

O encontro aconteceu na terça-feira. Na quinta-feira, o time paraense recebeu uma ligação do gerente de marketing da Umbro, Eduardo Dal Pogetto, pedindo que as vendas do uniforme fossem suspensas e que a equipe não o utilizasse no clássico com o Paysandu, no domingo, conforme previsto.

O motivo? Uma notificação extrajudicial por parte da CBF.

O diretor de futebol do Remo, Thiago Passos, sorri com a coincidência. “Te confesso que, pelo o que o advogado passou, teve relação direta (com a lembrança ao Marin). Ele esteve na terça, foi presenteado com a camisa e, na quinta-feira, recebemos o comunicado da Umbro”.

No mesmo dia, Atlético-PR e Chapecoense também foram alertados pela empresa de material esportivo para não recorrerem aos modelos inspirados na seleção brasileira até que a situação seja revertida. O Palmeiras, que também entrou em campo com camisa semelhante produzida pela Adidas no ano passado, é outro que corre risco. Em contato com a reportagem, o advogado Gustavo Piva de Andrade, do escritório Dannemann Siemsen e que presta serviços para a CBF neste caso, explica o imbróglio.

“A situação (do Palmeiras e da Adidas) existiu, mas é uma questão que está sendo examinada. Foi tratada internamente. Não posso dar mais detalhes neste momento”, diz ao ESPN.com.br.

A camisa palmeirense homenageava o time do clube que representou o Brasil na inauguração do Mineirão em 1965 e foi utilizada em jogo contra o São Caetano, pela Série B. A novidade gerou a insatisfação da Nike, patrocinadora da CBF, que cobrou da entidade uma medida para zelar pela exclusividade sobre o uniforme da seleção. O mesmo aconteceu agora em relação à Umbro, porém, não está descartado um acordo entre as partes.

Divulgação

O presidente do Remo, Zeca Pirão, conversa com Marin
O presidente do Remo, Zeca Pirão, conversa com Marin

 

“Estou confiante. Acredito que fechamos isso em uma semana. A gente tomou conhecimento de que essas peças (da Umbro) estavam sendo produzidas e comercializadas três semanas atrás. Fizemos a notificação, mas ela demora um pouco para chegar e para haver a resposta. Pedimos para a Umbro não usar mais a camiseta com o desenho da seleção brasileira”, afirma Gustavo Piva.

O vice-presidente da Chapecoense, João Carlos Maringá, alega que o uniforme foi confeccionado com o aval da CBF e estranha o movimento. Ele deseja comercializar pelo menos todo o estoque existente nas lojas do clube.

“Foi pedida a autorização da CBF. Não foi feito sem a aprovação deles. O que aconteceu foi que a Nike reivindicou com a CBF e a gente vai deixar para nossos advogados e a Umbro resolverem. Queremos vender o restante do material que temos aqui”, conta.

A entidade nega ter sido consultada a respeito. O Atlético-PR prefere deixar para as marcas se entenderem.

“A Umbro tem a licença para comercializar nossos uniformes. Recebemos a informação deles sobre esse modelo. Não fizemos nada. Só acatamos. É uma situação entre a Umbro e a CBF”, se esquiva Mauro Hollzman, diretor de marketing rubro-negro.

Segundo o ESPN.com.br apurou, a empresa britânica argumenta que a concorrente americana não conta com a propriedade intelectual sobre o uniforme utilizado pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994. Procurada pela reportagem, ela preferiu não se pronunciar a respeito. A Nike também não respondeu até o fechamento da matéria.

 

Fonte: Espn

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