15/04/2024

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Syang conta como jiu-jítsu domou sua rebeldia. Ou parte dela

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Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo.

Syang: ex-Casa dos Artistas no jiu-jítsu


Syang começou a fazer boxe depois da Casa dos Artistas 2 e, pouco depois, entrou no jiu-jítsu, passando a treinar, competir e dar aulas Leia mais Reinaldo Canato/UOL

No começo dos anos 2000, Silvio Santos fez uma jogada de mestre. Alguns meses antes da Globo estrear o BBB, o dono do SBT lançou quase na surdina o seu próprio reality show, a Casa dos Artistas. Com algumas celebridades, o programa logo virou um sucesso e teve mais três edições.

Uma das participantes mais polêmicas do reality show deu uma sumida e mudou um bocado desde então. Syang hoje é uma quarentona, mas os mesmos cabelos loiros, o físico em cima e as numerosas tatuagens parecem ter mantido a roqueira parada no tempo. As transformações vieram em outro campo. Hoje, além de empunhar a guitarra, ela trabalha de quimono e conta que o jiu-jítsu mudou sua vida e domou sua rebeldia.

Domou em parte, garante Syang: “Sou total rebelde, sempre. Não tem jeito!”. Mas os 40 anos de idade e as duas filhas que cria junto ao professor e lutador de jiu-jítsu Eduardo “Português” Santoro deram uma “encaretada” na brasiliense, que por outro lado descobriu a paixão pelo esporte, a ponto de competir internacionalmente encarando até rivais mais jovens.

O lado lutadora surgiu logo depois da Casa dos Artistas. Syang era uma das figuras polêmicas da segunda edição do reality show apresentado por Silvio Santos. Depois de ser eliminada – foi a sétima a sair, logo após Vitor Belfort -, começou a fazer aulas de boxe e ficou por quatro anos vestindo as luvas. Ao mesmo tempo, começou dois namoros: um com Português, que treinava na mesma academia que ela, e outro com o jiu-jítsu, já que ela via os treinos da arte suave acontecerem bem ao lado dos seus.

“Eu amava a época dos primeiros UFCs, com o Royce Gracie, e também o Pride e as lutas do Mike Tyson. Eu delirava, fazia pipoca para comer assistindo. Com uns 13 anos, meu sonho era fazer kung fu. Mas, passou o tempo e acabei fazendo boxe, depois da Casa. Na academia, eu via o pessoal do jiu de quimono e era louca para vestir um e treinar. Mas tinha acabado de sair do reality, eram só homens, ficava meio assim… Foi lá que conheci o Português e passamos a nos olhar e paquerar. Começamos a namorar, e quando ele foi para outra academia, falei que entraria na aula dele para engrossas a turma. Fui, quase morri, e nunca mais parei”, conta ela, em papo na academia que abriu com Português, na Zona Sul de São Paulo.

A habilidade e o traço competitivo de Syang vêm de longa data. Ainda em Brasília, a filha de esportistas vivia subindo e descendo arquibancadas para vê-los e praticava natação e handebol no colégio. No entanto, seu ciumento pai a impedia de ir aos jogos realizados à noite. Foi aí que surgiu a famosa Syang.

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