26/02/2024

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SNAPPER ACORDOU

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Published

Kelly Slater destruiu no Round 3 em Gold Coast, Austrália.

ASP / Kirstin Sholtz


ASP World Tour 2014

As ondas aumentaram em Snapper. Finalmente a 1ª etapa do WCT 2014 colocou o 3º round no mar, depois que a maré começou a encher, no fim da manhã australiana. Backwash no pico, a onda corria muito, sem tubos e secionada pelo vento, havia muita energia, mas desordenada. Correnteza braba, mas há só uma fresta na janela de espera.
Logie esperou um tempão com a prioridade. Escolheu a onda errada. Taj aniquilou o sul africano. Fred P. marcou um 7 e assim se manteve na liderança sobre Bourez até o final do 10.93 X 10.10. O estreante e local Mitch Crews foi frio com a prioridade, calculista nas ondas e conectou manobras até o inside para vencer o fluído Julian na disputa mais interessante até ali. 15.16 X 13.76. CJ venceu no toma lá da cá de migalhas com Melling, no minuto final [10.20 X 9.96].

MEDINA SEM TRABALHO
Em poucos minutos Medina já tinha feito mais pontos do que a média do round. Esperto, trabalhou no inside para aumentar a distância de Buchan.  Do 7.83 do brasileiro, replay, nem pensar. Na metade da bateria Ace somava 3.67 e teve vários replays [?].  Nada mais aconteceu, fora Medina bloquear a única possibilidade do Melling no minuto final, 13.16 X 4.77, fora o tédio.

A DIFERENÇA ESTÁ NO RANKING
Dane e Fanning estavam empatados em confrontos [3 X 3]. O tricampeão mundial, enviado para a repescagem por Reynolds, parecia entender melhor as ondas, escovando a primeira até o inside. Na segunda escorregou, as coisas não estavam bem em Snapper. Dane virou o jogo com quatro manobras bem definidas [7.33]. Mick foi lá para o inside e retomou a ponta numa menor, mas bem formada, fazendo 8.5 jogando as quilhas para fora do lipe. Reynolds entrou no modo show ou nada, daí já era, ainda mais com Fanning o White Lightning ligado, aumentado a distância e pegando até tubo no inside depois da única onda que Dane acertou.

[+] Enlarge PhotoASP / Kirstin SholtzMiguel Pupo fez a melhor bateria vencendo Owen no Round 3 em Gold Coast, Austrália.

Tiago, meio duro, como sempre, enfiou o pé, mas Kelly fez o mesmo e ainda inverteu direção de sua prancha completamente, como sempre, diversificou suas linhas inimitáveis, como sempre. O 11 vezes campeão mundial viu as ondas que ninguém viu, como sempre, entubou, voou baixo e marcou a maior nota do dia, 9.07. Sem esforço aumentou o tamanho do massacre com a maior somatória do round e venceu Tiago, como quase sempre [16.57 X 8.67]. Martin Potter, nos comentários, fez o mesmo erro que muita gente tem feito: “As pranchas do Kelly são super leves, todas de epoxy”, sei, mas o que há dentro do glass de epoxy?

ADRIANO ATROPELOU
Um pouco mais de volume forneceu a Adriano ainda mais power nas curvas na base e no lipe. Abriu com 8.33 contra Jeremy Flores que usou a prioridade para entrar na frente de Mineirinho e marcar 5.33. Daí, Jeremy mandou uma rasgada linda e, do nada, veio Adriano despencando com a preferência literalmente em cima dele. Flores foi atropelado e ainda perdeu uma onda para sua somatória por interferência. Ficou P… da vida. Adriano debulhou uma onda menor e a fatura foi fechada [10.16 X 5.33].

[+] Enlarge PhotoASP / Kirstin SholtzAdriano de Souza atropelou Jeremy no Round 3 em Gold Coast, Austrália.

ESTRANHO
Houve até uma troca de ondas interessante no final, mas tanto Kerr, que venceu escolhendo as melhores, quanto Kolohe, surfaram bem, mas foram um tanto burocráticos. Nenhum dos dois estava a fim de voar, será? Adoro surf de borda, mas poderiam ter ousado um pouco mais.

GOOFY TIME
Os dois são verticais, mas Nat Young, que fez uma onda 9, mostrou mais força e link nas manobras do que Jadson Andre, que está fluindo melhor, mas ainda deixa muito o fundo da prancha trabalhar e parece ter ficado tenso [15.17 X 12.60].

Miguel Pupo mostrou solidez, emendando manobras fortes com muita pressão e harmonia. Não tivesse perdido o timing na última manobra acho que teria feito 9 pontos no lugar do 8.87. Owen parecia um pouco fora de sincronia depois de tanto tempo sem surfar. A segunda onda era sempre a melhor, o dia todo, mas Miggy resolveu usar a prioridade e ir na primeira, deixando a boa para Owen. Seu surf apareceu nessa onda maior, mandando rasgadas amplas e soltando as quilhas para fazer 9.73. Ainda bem que Miguel havia ampliado a diferença e Owen ainda precisava 6.31. Sem prioridade Miggy desfilou seu arsenal de back e ampliou a distância. Owen cai depois de um reverse. Ponto final da ótima bateria com vitória do brasileiro por 16.20 X 15.90.

Parko pegou o melhor tubo do dia para animar a última bateria do round. Na combi Dion Atkinson começou a reação. Com estilo o estreante ficou precisando de 7.10 e quase conseguiu. Joel estava dando um baile e Dion dançou, por pouco. [13.66 X 13.24]

Talvez as quartas de final comecem nessa segunda-feira. Se assim for estarão ao vivo nos canais ESPN. Fiquem ligados.

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