21/02/2024

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Os bastidores da eleição presidencial do Bahêa.

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Por Antonio Tillemont

 

O sonho de poder dirigir a maior paixão de minha vida, o querido e amado Esporte Clube Bahia, fez com que me candidatasse a presidência do mesmo. Com 37 anos ininterruptos como sócio patrimonial, que sempre recolheu em dia as suas obrigações mensais, cumpria a exigência estatutária que me dava esse direito.

De cara, acabei contando com a simpatia de boa parte da Nação Tricolor. No dia 09 de julho, quando a intervenção judicial foi decretada em nosso Clube, acabei por participar de três horas de relógio dos programas esportivos pelos quais comento na equipe de esportes da Rádio Metrópole FM e, de tanto falar no assunto, acabei por sonhar com a eleição presidencial, na qual acabava me elegendo, a eleição do sonho.

No almoço do dia 10, o dia seguinte, contei a meu filho Leonardo Tillemont e ao meu neto Jean Paulo, com os quais almoço diariamente, o que tinha acontecido. E, por sugestão e “pressão” deles, acabei por me candidatar, tamanho o incentivo que me deram, pois são sabedores da minha paixão pelo clube das três cores.

É verdade que pensava em fazer isso em dezembro de 2014, quando queria dar por encerrada a minha trajetória de quase 40 anos de vida radiofônica e mais de 20 anos como empresário esportivo. Mas, eles me fizeram enxergar que era de firmar nome, ainda que não fosse eleito, mas que fizesse uma campanha bonita, de projetos e ideias que gostaria de aplicar no clube mais querido do Norte e Nordeste do Brasil.

Um dos meus sonhos como tricolor estava prestes a se realizar, a eleição direta para Presidente, ainda que alguns teimem em querer sair candidato de consenso, ou seja, escolhido por correntes do clube e sem a necessidade de se bater chapa. Que diabo de democracia é essa que queriam implantar no Clube há mais de 15 anos, sem que tivesse um bate chapa? Alguém já viu se escolher Vereador, Prefeito, Governador, Deputados Estaduais e Federais, Presidente e Vice da República, sem o bate chapa? Pensei comigo mesmo. Essa é a minha primeira função na eleição do Bahia: fazer se realizar a votação direta para Presidente, pois com meu direito legitimado de sócio que cumpria os requisitos estatutários, eu não daria o tal consenso, queria bater chapa, como sempre afirmei, para ganhar ou perder.

Os primeiros apoios foram fundamentais, além do filho e do neto. Alguns colegas de imprensa e que se tornaram amigos da vida, como Geraldo Sicopira, Ivan Dória, Henrique de La Torre, Paulo Kiki e Carlos Muniz Fiúza, além dos companheiros Igor Guimarães, Rainan Peralva, Ju Guimarães e Marinho Júnior, me fizeram partir para a disputa.

Após os primeiros dias de campanha acabei percebendo que boa parte da Nação estava ao meu lado. Comecei a lançar a s minhas ideias, que logo foram copiadas pelos demais concorrentes, inclusive, sem a desfaçatez de copiar os meus termos com os quais lançava o meu plano de administração.

O que eu não imaginava é que tudo aquilo que era pregado, intervenção já, Bahia da Torcida, fazia parte de interesses políticos. Ficou muito claro, principalmente, nos dias anteriores e no dia da votação propriamente dita, que a máquina do Estado atuou de forma pesada no interesse de eleger o seu Secretário de Relações Internacionais – Fernando Schmidt – como presidente do nosso Clube.

Num flagrante desrespeito aos outros dois candidatos, o integrante da “cúpula” governista, o publicitário que detém a conta do Governo do Estado da Bahia, Sidonio Palmeira, através da sua agência de publicidade Leiaute, fazia campanha aberta e escancarada pelo candidato Schmidt, que há pelo menos uma década andava sumido da vida política e administrativa do nosso tricolor. A boca de urna colocada em pratica, às dezenas de outdoor espalhados pela Cidade, tudo isso mostrava claramente que a intenção não era a democracia, mas tomar o Clube de outro partido político.

Pobre Bahia, há 40 anos nas mãos de políticos, desde Osório Vilas Boas, que foi Vereador e quase Prefeito de Salvador até o último presidente, o deposto Marcelo Guimarães Filho. Queira Deus que queime a minha língua, pois se essa não foi à intenção, que seja feita uma administração profícua, transparente e que afaste de vez dos nossos Clubes os interesses de alguns abutres.

Foi eleito Fernando Schmidt, homem sério e que conheço há quase 40 anos. Pode fazer um bom mandato transitório, não duvido. O que me trás inquietação e desconfiança é tudo aquilo que está em torno dele. Muito semelhante ao PT, que passou décadas brigando pela tomada do poder e, quando lá chegou, acabou por se lambuzar, vide mensalão e outros escândalos.

Peço a Deus que esteja enganado e terei a dignidade de reconhecer isso, se estiver equivocado.

Agradeço a Nação Tricolor pelos 1.164 votos recebidos. E marco um novo encontro, em dezembro de 2014. Até lá, se assim Deus permitir.

 

 

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