16/06/2024

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Veja quem levou renda milionária de Vasco x Resende. E não foram os clubes

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Bruno Braz, Pedro Ivo Almeida e Vinícius Konchinski Do UOL, no Rio de Janeiro.

  • Reprodução/CBFBorderô da partida entre Resende x Vasco, pela Copa do Brasil, em ManausBorderô da partida entre Resende x Vasco, pela Copa do Brasil, em Manaus

A festa foi bonita, a Arena da Amazônia estava lotada, a renda bateu os R$ 2 milhões e o carinho do povo manauara emocionou os jogadores. Mas, no fim das contas, apenas um envolvido no empate entre Vasco e Resende, na última quarta-feira, teve realmente motivos para sorrir. E ele nem sequer entrou em campo.

De acordo com o borderô divulgado no site da CBF, a renda exata do jogo foi de R$ 2.122.210,00. No documento, também consta que o Resende, mandante da partida, ficou com a receita líquida total de R$ 1.018.410,69. Porém, após ouvir os envolvidos, constatou-se que a divisão foi bem diferente do que o divulgado pela entidade máxima do futebol brasileiro.

Num acordo à portas fechadas entre a Federação Amazonense (Faf), a Federação Carioca (Ferj), a CBF, o Resende e a empresa organizadora do evento, sem a presença do Vasco, estabeleceu-se que a equipe do interior do Rio receberia uma cota fixa, independentemente do que fosse acumulado nas bilheterias da Arena da Amazônia.

Com o jogo realizado e a renda fechada, o UOL Esporteapurou que, diferentemente do pouco mais de R$ 1 milhão que o Resende, teoricamente, teria direito a receber segundo o borderô, apenas cerca de R$ 250 mil foram, de fato, parar nos cofres do clube, como cumprimento ao acordo.

O grande beneficiado da partida, que valeu como evento-teste para a Copa do Mundo, foi a empresa SVX Serviços, responsável pela organização do duelo. Natural de Manaus, ela embolsou cerca de R$ 750 mil. A Ferj e a Faf ficaram com cerca de R$ 200 mil (10% do valor bruto) e a CBF, com cerca de R$ 100 mil (5%).

Apesar de confirmar o valor arrecadado, a empresa ressaltou que teve custos por arcar com todo o operacional das equipes:

“A divisão, de fato, foi essa. Não vou entrar em detalhes por uma questão de confidencialidade do contrato. Só gostaríamos de ressaltar que não ficamos com esse lucro todo (R$ 750 mil) e nem lesamos ninguém. Dentro desta cota, ainda tivemos que bancar toda a logística de passagens, hospedagens e alimentação dos clubes”, declarou Saulo Viana, diretor da SVX.

Segundo o Vasco, a história não foi bem essa. Consultado pela reportagem, o Cruzmaltino contrariou o executivo. De acordo com o clube de São Januário, foram cedidas apenas 23 passagens e mais uma ajuda de custo de pouco mais de R$ 5 mil, insuficientes para cobrir o restante dos passageiros da delegação e a hospedagem.

Ou seja, além de não ter lucrado nem um centavo com a renda da partida, a equipe de São Januário ainda teve um prejuízo. O custo da viagem, aliás, foi bem maior do que o que seria gasto caso o jogo tivesse acontecido no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), onde estava primeiramente agendado o confronto.

“Pelos meus cálculos, o Vasco não teria nem a metade da despesa que teve em Manaus se tivesse jogado em Volta Redonda”, disse um membro da diretoria do Vasco ouvido pela reportagem.

Para que o Cruzmaltino obtivesse algum tipo de lucro, teria que ter vencido por dois ou mais gols de diferença, o que eliminaria o jogo da volta. De acordo com o regulamento da Copa do Brasil, neste caso, o vencedor fica com 60% da renda e o perdedor, com 40%.

O Vasco, porém, alega que nem mesmo isto ficou esclarecido caso ocorresse. O clube também tem mágoas do Resende pois, segundo o time de São Januário, foram feitas tentativas de contato com o Gigante do Vale antes da partida para buscar esclarecimentos, mas não houve retorno.

O Cruzmaltino também lamentou a viagem desgastante às vésperas da final do Campeonato Carioca contra o Flamengo e saiu do empate em 0 a 0 reclamando de um suposto pênalti sofrido pelo atacante Thalles, ainda no primeiro tempo, que não foi assinalado pela arbitragem, que pertence a federação amazonense.


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