14/07/2024

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Depois de 23.241 dias, Brasil joga Copa do Mundo em casa de novo.

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André Linares, Lucas Borges e Paulo Cobos, de São Paulo.

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Neymar sob os olhares de Marcelo, Jô, Willian, Oscar e Bernard em Itaquera
Neymar sob os olhares de Marcelo, Jô, Willian, Oscar e Bernard em Itaquera

Quase 64 anos. Longos 23.241 dias. “Incontáveis” 560.201 horas. Praticamente 34 milhões de minutos, o equivalente a quase 372 mil jogos de futebol. O Brasil acaba nesta quinta-feira, às 17h, na Arena Corinthians, contra a Croácia, com a mais longa espera de seu futebol. Depois de gastar mais de R$ 25 bilhões em obras de estádios e infraestrutura, o país volta a sediar uma Copa do Mundo. Além de ter a chance de mostrar ao mundo que se modernizou e virou uma potência emergente, o Brasil, ao ganhar o direito, há sete anos, de organizar o Mundial de 2014, também recebeu a chance de atenuar o mais dolorido episódio da sua história no Futebol. No dia 16 de jullho de 1950, no último jogo de uma Copa disputado em solo brasileiro, o Uruguai calou quase 200 mil pessoas, venceu o Brasil por 2 a 1 e criou o mito “Maracanazo”. Entre os cinco países que ganharam o Mundial pelo menos duas vezes, o Brasil é o único que não conseguiu fazer isso em casa. Uruguai, Itália, Argentina e Alemanha aproveitaram a chance de jogar diante de suas torcidas. É assim, com o peso de 1950 e diante de um país que mostrou nos últimos meses descontentamento com os gastos do Mundial, que a seleção de Luiz Felipe Scolari entra em campo no estádio de Itaquera, que custou mais de R$ 1 bilhão e ainda tem muitos problemas de acabamento. Pressão que o treinador diz ignorar. “Já disse 100 vezes, e a Olga [esposa do treinador] vai dizer a mesma coisa. Eu durmo bem. Não sei se faço outras coisas bem, mas dormir bem eu faço. E esta noite eu vou dormir bem”, falou o técnico gaúcho na véspera da estreia.

Perfil da Copa: Brasil e o favoritismo da Copa em casa

Felipão manda a campo o mesmo time que ganhou a Copa das Confederações no ano passado, que tirou a seleção de uma crise que já durava três anos. Principal estrela do time, Neymar encarna a obsessão de Felipão pelo coletivo no lugar do individual. “Não quero ser o cara da Copa, quero ser campeão”, resumiu. Depois da estreia, o Brasil viaja para Teresópolis, a base de sua preparação para a Copa do Mundo. O time volta a campo na próxima terça-feira, contra o México, em Fortaleza. Um dia depois, a Croácia enfrenta Camarões no calor úmido de Manaus.

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