14/07/2024

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Cielo bate rival, Felipe França dá show, e Brasil encerra dia no topo no Mundial de Doha; confira detalhes da competição.

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SATIRO SODRE/SSPRESS

Guilherme Guido, Felipe França, Nicholas Santos e Cesar Cielo foi ouro
Guilherme Guido, Felipe França, Nicholas Santos e Cesar Cielo foi ouro

O Brasil abriu o segundo dia de competições ganhando o ouro no Mundial de piscina curta de Doha, no Catar e terminou a quinta-feira da mesma forma, assumindo a liderança do quadro de medalhas da competição ao lado da Espanha, cada um com três vitórias.

Logo de cara, o país virou o novo dono do recorde mundial do 4×50 medley. O time formado por Guilherme Guido, Felipe França, estrela do dia, Nicholas Santos e Cesar Cielo fez na final o tempo mais rápido, 1min30s51.

Os brasileiros derrubaram marca que era da Rússia, conquistada neste mesmo Mundial, nas eliminatórias, de 1min32s78. O recorde, inclusive, foi baixado por outras cinco equipes nesta final: a França, que foi prata; os Estados Unidos, bronze; os próprios russos, Grã-Bretanha e Itália.

Em seguida, Felipe França venceu os 100m peito com 56s29, novo recorde do campeonato. Assim, ganhou o segundo ouro em 2014, o terceiro em Mundiais – foi campeão dos 50m peito há quatro anos. Além disso, Felipe tem duas pratas da edição passada do torneio, exatamente nos 100m peito e no 4x100m medley.

Para fechar, Etiane Medeiros, França, mais uma vez, Nicholas Santos e Larissa Oliveira, esta com recuperação impressionate no fim, subiram ao lugar mais alto do pódio do 4x50m misto medley, tempo de 1min37s46 – a Grã Bretanha foi a segunda colocada e a Itália, terceira.

O Brasil acumula 34 medalhas de ouro na história dos mundiais de piscina curta.

Cielo x Manaudou

O resultado dos 4,50m medley masculino também dá a Cielo a primeira vitória no duelo pessoal com o francês Florent Manaudou, que, nos últimos anos, tem rivalizado com o brasileiro pelo domínio nas provas de velocidade na natação mundial. Os dois, por exemplo, têm a mesma melhor marca nos 50m na carreira, 20s51.

Os dois astros dos times de Brasil e França foram os últimos a cair na água na final. Individualmente, a marca de Manaudou foi quatro décimos mais baixa que a de Cielo. No tempo total, porém, os franceses chegaram 74 centésimos depois do que os brasileiros, agora recordistas mundiais.

SATIRO SODRE/SSPRESS

Cesar Cielo, durante Mundial de Doha
Cesar Cielo, durante Mundial de Doha

“Muito bacana nadar o revezamento com o pessoal… Como o César disse, a gente nada junto desde os sete anos de idade e ganhar o ouro num Mundial é muito satisfatório”, seguiu Guido, o primeiro a cair na água – antes de Felipe França, que foi responsável por colocar o Brasil na frente.”Eu brinquei com 19s09 antes, mas dá para fazer ainda… Junto com o Nicholas, o França e o Guido, a gente nada junto há muito tempo e ganhar um ouro com eles não podia deixar de ser bom”, comemorou Cielo, em entrevista ao Sportv, logo que saiu da piscina.

“Todo mundo estava ansioso, porque nunca a gente sabe quem vai nadar de fato, do outro lado… O França se superou, este time para velocidade é muito bom”, disse Nicholas Santos, o terceiro a nadar, deixando Cielo em posição confortável para manter a vantagem brasileira.

A medalha de prata da França (Benjamin Stasiulis, Giacomo Perez-Dortona, Mehdy Metella e Florent Manaudou) veio com tempo de 1min31s25 , e o bronze para os Estados Unidos (Eugene Godsoe, Cody Miller, Tom Shields e Josh Schneider) com 1min31s83.

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