14/07/2024

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Polivalente Patric conquista vaga na lateral do Bahia; confira.

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Patric já foi meia e ponta e agora ganha chance na lateral.

Vitor Villar de A Tarde.

Patric já foi meia e ponta e agora ganha chance na lateral.
Patric já foi meia e ponta e agora ganha chance na lateral.

De chamativo, ele tem apenas o nome. Ítaro Patric chegou ao time profissional do Bahia, no início deste ano, de forma discreta. Foi um dos nove pratas da casa promovidos por terem estourado a idade de júnior, aos 20 anos. Sem alarde ou status de grande promessa, ele subiu para tentar beliscar uma vaga no meio-campo ou no ataque da equipe. Hoje, é o titular da lateral esquerda.

A mudança de função e tudo o que aconteceu nesses pouco menos de quatro meses tem sido uma aventura, como admite o próprio atleta. “Sim, foi uma surpresa quando a direção me pediu para jogar na lateral. Mas tem sido bom para mim, me descobri um novo jogador. Enxergo como uma oportunidade, que estou procurando aproveitar ao máximo”, disse.

Patric desembarcou no Bahia com 13 anos, em 2008. Começou como meia, depois virou ponta e então se profissionalizou como atacante. Em curta passagem pelas divisões de base do São Paulo, para onde foi emprestado por um ano em 2012, acabou atuando como lateral esquerdo.

Foi dessa época que o atual gerente de futebol do Bahia, Éder Ferrari, lembrou quando indicou a Sérgio Soares que testasse Patric como lateral. A ideia era encontrar uma opção no elenco, já que Pará havia sido negociado com o Cruzeiro e Raul e Carlos não estavam agradando.

Hoje, Patric agradece. “Costumo dizer que, se hoje estivesse de meia ou de atacante, não teria oportunidades, até porque a concorrência é muito grande e com jogadores de qualidade”, reconheceu.

O garoto, no entanto, entende a necessidade de evoluir: “Preciso melhorar meu posicionamento porque ainda peco um pouco nisso, e na parte de marcação também. Ataque e apoio, eu acredito que faço bem. Mas é tudo uma questão de adaptação. Apoio estou tendo”.

Altos e baixos

Não foi só sua função em campo que mudou desde que Patric virou profissional. Natural de Madre de Deus, ele mora no alojamento do Fazendão. Costumava visitar a cidade natal apenas nos finais de semana. Com a agenda cheia de partidas, no entanto, ficou mais difícil agora.
“Tenho muita saudade de lá, da minha família, dos meus melhores amigos”, contou. “A gente fica meio isolado morando aqui (Fazendão). Às vezes é complicado, mas, por outro lado, é bom para o trabalho”.

Nessa montanha russa de quatro meses, Patric também viveu seus momentos ruins. No caso, a jogada em que ele cometeu, resultando na fratura da perna do atacante Alvinho, do Campinense.

O jogador tem tentado deixar o episódio para trás. “Tenho lembranças do lance, ainda me incomoda demais. Às vezes, aquilo fica remoendo na minha cabeça… É difícil. Mas peço perdão a ele, e sei que tenho que continuar minha carreira. Não posso ficar parado nisso”, afirmou.

Para isso, revela, tem contado com o suporte dos colegas. “Logo que saí de campo, Sérgio (Soares, treinador), a comissão técnica inteira, todos os jogadores me deram a maior força. Até por eu ser novo, não ter enfrentado momentos como esse”, lembrou. Ele chegou a chorar no vestiário. “Agradeço imensamente a todos no clube pelo que fizeram por mim”, disse.

 

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