Dirigente queniano é preso com uniformes para Rio 2016 que deveriam ser entregues a atletas; confira !
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Do Zigzagdoesporte.com.br por Carlos Fiúza com Agência EFE.

O sub-chefe da delegação do Quênia nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Ben Ekumbo, compareceu nesta terça-feira diante de um tribunal após ser preso por sua vinculação com o desaparecimento do material esportivo dado pela Nike para a competição e que nunca chegou aos atletas, informaram fontes judiciais.
A prisão aconteceu na última segunda após a polícia entrar na casa do dirigente em Nairóbi e recuperar várias caixas que continham o equipamento olímpico ainda em plásticos cedido pela empresa norte-americana, explica a promotoria.
Nas caixas, uniformes esportivos completos e mochilas, tudo original e fechados, que haviam sido desenhados para a ocasião com as cores da bandeira queniana.
As autoridades abriram uma investigação contra Ekumbo e outras pessoas – ainda sem identidades reveladas – por ligação com este escândalo, que inclui delitos de roubo, abuso de poder e negligência.
Mais um problema dentro do caótico esporte olímpico do país.
Em setembro, o secretário-geral do Comitê Olímpico do Quênia (NOCK), Francis Paul, e o diretor da equipe olímpica, Pius Ochieng, também foram acusados de negligência por não realizar um inventário do material doado pela Nike que os atletas nunca receberam.
O chefe da delegação queniana no Rio, Stephen Soi, foi acusado de roubar US$ 256 mil que estavam destinados ao alojamento de dirigentes e outros membros da missão.
Após os Jogos em agosto, o ministro dos Esportes do país, Hassan Wario, anunciou a dissolução do NOCK depois de vários escândalos de apropriação indevida, subornos e dopagem contra vários membros da delegação queniana.
Nos últimos anos, por exemplo, Quênia registou mais de 40 casos positivios de doping, e dirigentes da federação de atletismo estão suspensos por envolvimento.